Mircea da Romênia (Bucareste, 3 de janeiro de 1913 – Buftea, 2 de novembro de 1916), foi um Príncipe da Romênia, sexto filho, terceiro menino do rei Fernando I e da rainha Maria da Romênia, nascida uma princesa britânica. Morreu de tifo no outono de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, em Buftea, na casa da família Ştirbey, à qual se pensava pertencer.

Biografia Mircea nasceu em 3 de janeiro de 1913 (22 de dezembro de 1912 no calendário juliano) no Palácio Cotroceni em Bucareste, filho dos então príncipe e princesa herdeira da Romênia. Mircea foi o caçula entre os seis filhos do casal. Pelo lado paterno o príncipe era neto do príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen e da infanta Antônia de Portugal, e pelo lado materno era neto do príncipe Alfredo, duque de Edimburgo e de Saxe-Coburgo-Gota, e da grã duquesa Maria Alexandrovna da Rússia. Assim Mircea era bisneto da rainha Vitória do Reino Unido e do czar Alexandre II da Rússia.

Sobre a vida pessoal da mãe do menino, circulavam muitos boatos e por isso muitos contemporâneos acreditavam que Mircea fosse filho fora do casamento de Maria com o futuro primeiro ministro da Romênia Barbu Ştirbey. Esses rumores surgiram porque Mircea tinha olhos castanhos escuros como Știrbei enquanto Fernando e Maria e também os outros filhos do casal tinham olhos azuis.

miniatura|esquerda|220px|Mircea com sua irmã Ileana por volta de 1914. Mircea foi batizado em 2 de fevereiro de 1913 no Palácio Real de Bucareste pelo sacerdote Calei Victoriei. Os padrinhos do príncipe foram o kaiser alemão Guilherme II, representado por seu segundo filho Eitel Frederico da Prússia, a imperatriz russa Maria Fiodorovna e os reis da Romênia, Carlos I e Isabel de Wied. A mãe do menino não esteve presente na cerimônia por causa de uma crise de flebite. Mircea recebeu o nome em homenagem ao príncipe medieval Mierca I, o Velho, governante da Valáquia que se opôs com firmeza ao domínio turco e participou da decisiva Batalha do Kosovo em 1389.

Em 29 de junho de 1913 eclodiu, a Segunda Guerra Balcânica, que durou pouco mais de um mês. Ao mesmo tempo surgiu uma epidemia de cólera e a mãe de Mircea, deixando o filho aos cuidados da governanta, viajou entre a Romênia e a Bulgária oferecendo ajuda nos hospitais. Em 1914, com uma diferença de pouco mais de três meses, ocorreram dois acontecimentos que mudaram a vida da família de Mircea. Em julho começou a Primeira Guerra Mundial e, em outubro, morreu o rei Carlos I e o pai de Mircea ascendeu ao trono romeno.

Morte miniatura|220px|Mircea em 1916. No fim de outubro de 1916, Mircea, que estava com a família em Buftea perto de Bucareste, adoeceu de febre tifoide e morreu em 2 de novembro de 1916. A mãe do príncipe, a rainha Maria, escreveu em seu diário: Será que alguém será como ele algum dia?

A morte do menino aconteceu em um período difícil para a Romênia e para a família real. As tropas inimigas se aproximavam de Bucareste e batalhas intensas já aconteciam perto da cidade. Sem outra opção, a família real enterrou o príncipe às pressas nnos jardins do Palácio Cotroceni e depois partiu para o exílio na cidade de Iași, antiga capital da Moldávia e parte não ocupada do nordeste da Romênia. A biógrafa da família real romena, Diana Mandache, escreve que no arquivo da Romênia existe um certificado de óbito de Mircea parcialmente queimado e danificado. A tentativa de queimá-lo provavelmente ocorreu durante a retirada caótica das tropas romenas e do governo para fora de Bucareste.

Em 1941 os restos mortais de Mircea foram transferidos a pedido de sua irmã Ileana para uma pequena capela do Castelo de Bran, construída também por Ileana, onde um ano antes havia sido colocado o coração da mãe deles, arainha Maria. Na lápide do príncipe estava gravada a inscrição:

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