João Estêvão ( - Ivan Stefan) foi o imperador da Bulgária por oito meses entre 1330 e 1331. Ele era o filho mais velho do imperador Miguel Sismanes com Ana Neda da Sérvia, uma filha do rei Estêvão Milutino da Sérvia.Andreev, p. 266Ana Neda era da dinastia Nemânica do lado do pai e da dinastia Terter (Asen) do lado da mãe Ele era descendente das dinastias Terter, da Asen e Sismanes, todas de origem parcialmente cumana. Depois da ascensão do pai ao trono em 1323, João Estêvão foi elevado a co-imperador. Quando Miguel se divorciou de Ana Neda para se casar com Teodora Paleóloga, a filha do imperador bizantino Miguel IX Paleólogo, em 1324, João foi confinado com ela num mosteiro.Fine No verão de 1330, ele se tornou o imperador da Bulgária com a ajuda do tio, , mas foi logo deposto num golpe de estado pela nobreza de Tarnovo, fugindo com a mãe primeiro para os domínios de seu irmão, Belaur, em Nis e depois para Dubrovnik. Ele foi posteriormente expulso de lá por a mando de João Alexandre.

É provável que ele tenha morrido em Nápoles.

Ascensão ao trono Durante a Batalha de Velebusdo contra os sérvios, o imperador Miguel Sismanes foi ferido, preso e acabou morrendo alguns dias depois no cativeiro.Ivanov, pp. 132-134 Em 2 de agosto, o rei sérvio Burmov, p. 265 se encontrou com uma delegação de boiardos búlgaros num local conhecido como Mraka e aceitou uma proposta de paz pela qual João Estêvão deveria se tornar o imperador, desistindo assim da ideia de unir a Sérvia e a Bulgária sob o comando de seu filho Estêvão. Porém, menos de um ano depois, Estêvão foi deposto e exilado na Fortaleza de Zvečan, onde morreu.

Depois que o acordo em Mraka foi alcançado, Ana Neda receberam ordens de ir para para a capital búlgara em Tarnovo. João Estêvão entrou na cidade e foi proclamado imperador na segunda metade de agosto de 1330. Embora ele estivesse com trinta e poucos anos, João reinou com a mãe por razões pouco claras.

Resposta bizantina Depois que João Estêvão ascendeu ao trono, a segunda esposa de Miguel Sismanes, Teodora Paleóloga, e seus filhos foram forçados a deixar capital e partiram para Constantinopla em busca de refúgio com o irmão dela, Andrônico III Paleólogo.Gregoras, p. 457 Depois que as notícias sobre as mudanças em Tarnovo chegaram aos ouvidos de Andrônico, ele convocou um concílio e decidiu abandonar a guerra contra a Sérvia para poder lançar seus exércitos contra a enfraquecida Bulgária. O imperador bizantino justificou seu ataque a um ex-aliado afirmando estar defendendo os direitos de sua irmã e dos filhos dela ao trono búlgaro.

Andrônico invadiu a Bulgária a partir da Macedônia no verão de 1330. As cidades de Anquíalo, Mesembria, Aetos, Kteniya, Rusocastro e Diampolis se renderam sem luta e as hostilidades rapidamente cessaram.Gregoras, pp. 457-458

Deposição e anos finais Durante seu governo, João Estêvão recebeu somente o apoio de seu tio Belaur, enquanto que o resto da nobreza hostilizava-o como sendo um protégé de Estêvão.Burmov, p. 270 Descontentes por causa do fracasso frente aos bizantinos, o protovestiário Rascino e o logóteta Filipe organizaram um golpe de estado em março de 1331. O déspota de Lovech João Alexandre foi escolhido como imperador pela nobreza logo em seguida.Burmov, p. 272

João Estêvão fugiu com a mãe e o irmão para Nis, nas terras de Belaur, onde ficaram por um ano e meio.Gregoras, p. 458-459 Em 1332, os João e a mãe se mudaram para Dubrovnik enquanto seus irmãos buscaram a ajuda da Horda Dourada e do Império Bizantino, sem sucesso. O pouco que se sabe sobre os últimos anos de sua vida é incerto.

De acordo com Detlev Schwennicke, João Estêvão seguiu com a mãe para o sul da Itália, onde ele teria se casado com a filha ilegítima do príncipe de Tarento, Filipe I, mas não teve filhos. Em 1342, ele teria se encontrado com o futuro imperador bizantino João VI Cantacuzeno durante a sua fuga de Constantinopla. Vinte anos depois, ele estaria numa prisão em Siena e parece ter morrido em Nápoles em 1373. Schwennicke defende também que ele morreu em 1373, mas em Slobitsa.Schwennicke, p. 172

Família Ancestrais

Árvore genealógica

Ver também

Bibliografia

Gregoras, Nicéforo. Byzantina historia

Schwennicke, Detlev Europäische Stammtafeln, Band II (1984)

Ligações externas

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