O jiloeiro (anteriormente classificado como Solanum gilo, hoje considerado um grupo de cultivares de Solanum aethiopicum) é uma planta herbácea originária da África Ocidental, sendo amplamente cultivada no Brasil.
O fruto desta planta, o jiló, é botanicamente classificado como baga, embora seja popularmente consumido e tratado como um legume. É amplamente conhecido pelo seu sabor caracteristicamente amargo, resultado da presença de compostos fenólicos (antioxidantes), cuja intensidade pode variar dependendo do cultivar botânico.
Características e Cultivo O jiloeiro é um arbusto ramificado que pode atingir entre 1 e 2,5 metros de altura. Apresenta ramos verdes, cilíndricos e alongados, com folhas de formato oblongo recobertas por pelos (tricomas), especialmente na face inferior da folha. As suas flores são brancas, de pedúnculo curto, dispostas em pequenos racemos de duas a três flores.
A planta adapta-se de forma excelente a climas tropicais e subtropicais, destacando-se por ser rústica, resistente e de fácil cultivo. Tolera o calor intenso e sobrevive em solos de baixa fertilidade, desde que apresentem boa drenagem. A propagação ocorre predominantemente por sementes, e o seu ciclo de cultivo até o início da colheita varia entre 90 e 120 dias após o plantio.
Valor Nutricional e Uso Culinário No contexto nutricional, o jiló é altamente valorizado pelo seu baixo teor calórico (fornecendo em média menos de 40 kcal por 100g), o que o torna um aliado muito frequente em dietas focadas em emagrecimento e reeducação alimentar.
O fruto é uma excelente fonte de fibras alimentares, vitaminas do complexo B e sais minerais essenciais, como ferro, fósforo e cálcio. Na medicina popular e na nutrição funcional, o consumo regular do jiló é associado à melhora da saúde do trato digestivo, auxiliando de forma eficiente no trânsito intestinal e colaborando para a manutenção de níveis saudáveis de colesterol no sangue.
Ver também
Berinjela Tomate Dietética
Bibliografia
Pagoto, J. M. (1986). Jiló (Solanum gilo Raddi). Manual Técnico das Culturas (CATI), Edição Especial. Campinas: Governo do Estado de São Paulo, N. 8, p. 254-256. Rinaldi, M. M.; Gonçalves, M. P. (2008). Características físico-químicas, nutricionais e vida útil de jiló. Universidade Estadual de Goiás. Nota linguística: A maioria dos grandes dicionários de língua portuguesa (como o Dicionário Houaiss e o Aurélio) grafa, por força do uso comum, o fruto "jiló" como sinônimo do arbusto "jiloeiro", embora tratem-se botanicamente de partes distintas.Referências Categoria:Solanáceas