thumb|250px|right|Interação espacial em Dhaka Geografia do transporte é o campo da geografia humana que investiga as interações entre espaços, sejam elas feitas por pessoas, carga ou informação. Pode considerar os humanos e seu uso de veículos ou outros meios de transporte, e também como os mercados são servidos pelos fluxos de bens produzidos e matérias-primas. É um ramo da Geografia econômica.[...] o transporte sempre foi uma atividade muito particular: não é, por natureza, localizado. Embora diga respeito principalmente ao espaço, isso se dá de forma secundária, tanto como condição para a exploração e o desenvolvimento de recursos locais, quanto, sobretudo, como meio de reduzir o espaço. Um meio de transporte ideal seria instantâneo, gratuito, com capacidade ilimitada, etc. Em suma, aboliria o espaço.MERLIN, Pierre. Géographie, économie et planification des transports. Paris: Puf, 1991. p. 5.Os estudos sobre transportes e circulação estão presentes desde os clássicos da disciplina, em obras de autores como Friedrich Ratzel, Paul Vidal de La Blache, Camille Vallaux, Jean Brunhes, entre outros. A propósito, há uma diferenciação, mais pautada por questões lexicais (terminológicas), que se refere aos termos "Geografia da Circulação" ou "Geografia dos Transportes". Podemos dizer que a tradução do termo alemão Verkehrsgeographie redundou em traduções diferentes: circulação ou transporte. Então, as produções da escola alemã fizeram uso mais intenso do primeiro termo, enquanto a escola francesa e depois as inglesa e estadunidense preferiram o segundo termo.SILVA JUNIOR, R. F. A formação e a constituição da Geografia da Circulação a partir das perspectivas de Friedrich Ratzel e Paul Vidal de la Blache. In: SILVEIRA, M. R. (Org.). Circulação, transportes e logística: diferentes perspectivas. São Paulo: Outras Expressões, 2011. p. 69-92.

A produção acadêmica contemporânea apregoa que o correto seria apontar a existência prática de uma Geografia da circulação, transportes e logística. Nesse sentido, no que diz respeito ao conteúdo essencial, as investigações geográficas abarcam três pilares fundamentais. A circulação é entendida como um conceito dinâmico e totalizador, traduzida pelo fluxo ininterrupto de pessoas, bens, dados, capitais e outros elementos, identificando-se, sob a lógica do modo de produção capitalista, com o próprio movimento circulatório do capital. O transporte, por sua vez, possui um caráter mais restrito, atrelado ao paradigma técnico sob o qual se baseia o estudo, sendo definido como o ato, efeito ou ação de deslocar pessoas ou objetos técnicos entre espaços distintos, mediante intervenções que utilizam primordialmente veículos e infraestruturas. Por fim, a logística refere-se a um complexo de estratégias voltadas ao planejamento e à gestão do armazenamento e dos transportes, seja sob a ótica estatal ou corporativa, invocando também aspectos como eficiência, fluidez, planejamento e outras dinâmicas conectadas às cadeias produtivas em variadas escalas.SILVEIRA, Márcio Rogério. Geografia da Circulação, Transportes e Logística: construção epistemológica e perspectivas. In: SILVEIRA, Márcio Rogério (Org.). Circulação, transportes e logística: diferentes perspectivas. São Paulo: Expressão Popular, 2011. p. 21-68.

Geografia e transportes se interseccionam em termos do movimento de pessoas, bens e informações. Ao longo do tempo, a acessibilidade cresceu e isso levou a grande aumento na mobilidade da população. Essa tendência vem desde a revolução industrial, apesar de ter sido significativamente acelerada na segunda metade do século XX por várias razões. Hoje, as sociedades dependem dos sistemas de transporte para uma grande variedade de atividades. Essas atividades incluem a o transporte de pessoas para o local de suas atividades, suprimento das necessidades energéticas, distribuição de bens e aquisição de necessidades pessoais. O desenvolvimento de uma rede de transporte suficiente tem sido um desafio contínuo para obter crescimento no desenvolvimento econômico, na mobilidade dos bens e principalmente para participar da economia globalizada. e tem sido ultimamente bem oficializada pelos polícias do Brasil

O transporte e a geografia urbana são intimamente interligadas, com o conceito de "Ribbon development" sendo bem alinhado com os estudos urbanos e de transporte. Conforme os homens buscam cada vez mais viajar pelo mundo, a relação entre as áreas urbanas e o transporte se tornou muitas vezes obscura.

A geografia do transporte mede o resultado da atividade humana entre e através dos lugares. Foca-se em itens como tempo de viagem, rotas utilizadas, meios de transporte, utilização de recursos e sustentabilidade dos tipos de transporte no meio ambiente. Outros ramos consideram a topografia, segurança do uso dos veículos e uso de energia em uma jornada individual ou em grupo.

O propósito do transporte é vencer a barreira do espaço, que é moldada pelo homem e pelas restrições físicas como a distância, fronteiras políticas, tempo e topografias. O propósito específico do transporte é suprir uma demanda por mobilidade, já que apenas pode existir se mover algo de lugar, seja este algo pessoas ou objetos. Qualquer tipo de movimento precisa considerar as configurações geográficas, e então a escolha de uma forma disponível de transporte baseada no custo, disponibilidade e espaço.

Meios de transporte Em termos de meios de transporte, as formas primárias são ar, trilhos, estradas e água. Cada uma possui seu próprio custo associado e rapidez de movimento, como resultado da fricção e dos locais de origem e destino. Para mover grandes quantidades de bens, geralmente são utilizadas embarcações. Embarcações marinhas podem carregar mais a custos menores ao redor do mundo. Para mover pessoas que preferem ter menos tempo de viagem, e maior conforto e conveniência, os transportes por ar e por estradas são os mais comuns. Estradas de ferro são algumas vezes utilizadas para transportar bens em áreas longe de da água. O transporte pela água muitas vezes se baseia conforme as construções de estradas de ferro.

Sobre o tema, o geógrafo canadense Jean-Paul Rodrigue, editor da conhecida obra The Geography of Transport Systems:"Meios de transporte são um componente essencial dos sistemas de transporte pois são os meios pelos quais a mobilidade se realiza. Geógrafos consideram uma ampla variedade de meios que podem ser agrupados em três largas categorias baseadas no meio que exploram: terrestres, aquáticos e aéreos. Cada meio possui seus próprios requisitos e características, e é adaptado para servir demandas específicas de frotas e tráfegos de passageiros. Isso aumenta as diferenças no modo que os meios são construídos e utilizados em diferentes partes do mundo. Recentemente, há uma tendência que busca integrar os meios de transporte através da intermodalidade e da junção de meios, de forma cada vez mais próxima às atividades de produção e distribuição. Ao mesmo tempo, no entanto, as atividades de passageiros e carga se torna cada vez mais separada na maioria dos meios".RODRIGUE, Jean-Paul. The Geography of Transport Systems. 6. ed. New York: Routledge, 2024. p. 130.

Transporte rodoviário É o tipo de transporte realizado em redes de estradas construídas, levando pessoas e bens de um lugar para outro por meios de transporte como motos, carros, Bicicletas, etc.

Transporte ferroviário É o transporte realizado pelos trens, sobre trilhos, restrito aos locais onde foram construídas estradas de ferro.

Transporte marítimo Transporte sobre a água, sendo a forma mais lenta de movimentação de bens e pessoas.

Maneiras de Transporte Em qualquer operação com meios de transporte devem ser levados em conta os seguintes fatores: carga transportada (quantidade, peso e valor), distância a ser percorrida e tempo de percurso.

• para cargas de grande volume, mas de baixo valor (minérios), dá-se preferência aos meios de transportes ferroviário e aquático;

• para cargas de pequeno volume, mas de alto valor (ouro, jóias), a preferência recai nos transportes de maior rapidez e segurança (o aéreo, por exemplo);

• para cargas de produtos perecíveis, a maior preferência é também pelos transportes de maior rapidez.

Nos países desenvolvidos, seja de grande seja de pequena extensão territorial, o transporte de mercadorias é feito de maneira predominante por meio de ferrovias e hidrovias. Esses tipos de transporte proporcionam uma maior capacidade de carga e são muito mais econômicos.

Transporte fluvial É um dos mais antigos meios de transporte que se conhecem, tendo desempenhado importante papel na penetração, povoamento e ocupação do interior dos continentes. Nesses casos, os rios funcionaram como verdadeiros caminhos naturais.

A navegação fluvial é praticada, com maior ou menor intensidade, em todo o mundo. Destaca-se, no entanto, na Europa, onde grandes e importantes obras (canais artificiais, instalações portuárias, barragens etc.) foram construídas para permitir melhor aproveitamento no transporte de mercadorias diversas. Os rios europeus navegáveis são muitos: Reno, Danúbio, Ródano, Sena, Volga, Don etc.

Na América a navegação é praticada nos rios Amazonas, São Lourenço, Mississípi, Ohio, Tennessee, Orenoco, Madalena, São Francisco, Paraguai, entre outros.

Na África, destaca-se a navegação nos rios Nilo, Níger, Zaire ou Congo, Zambeze etc. Na Ásia, destacam-se os rios Ganges, Indo, Mekong, Yang-tsé Kiang, Huango-ho etc.

Dentre os diversos fatores que influenciam a navegação fluvial destacamos os seguintes:

Relevo: Enquanto os rios de planície são ótimos para a navegação, os de planalto costumam apresentar cachoeiras. Entretanto, com a evolução da engenharia, esse entrave já é superável com a construção de comportas.

Clima: Nas áreas muito frias, os rios são utilizados para navegação somente na primavera e no verão; no outono e inverno, devido ao congelamento, a navegação fica paralisada. Nas áreas com seca prolongada, a navegação também é prejudicada por causa da grande variação do nível das águas. Nesse caso, a solução para unia navegação permanente está na construção de represas ou barragens para regularizar o nível das águas.

Eis algumas características e vantagens do transporte fluvial:

·         seu custo operacional é muito baixo, pois depende basicamente das operações de carga e descarga;

·         possui grande capacidade de carga;

·         é muito económico para grandes distâncias;

·         apresenta pequeno consumo de energia.

Transporte marítimo

Esse tipo de transporte sofreu grande evolução ao longo do tempo. Das primitivas embarcações movidas a remo e a vela, evoluiu para embarcações movidas a carvão, a petróleo e já está entrando na fase da energia atômica. Quanto à capacidade de carga, a evolução foi também espetacular: de 1.000 toneladas no século XVIII, hoje já existem navios com capacidade de transporte de 500 mil toneladas.

Apesar de ter sido suplantado pelo avião no transporte de passageiros, continua sendo o principal meio de transporte de mercadorias a longas distâncias.

O transporte marítimo depende principalmente de fatores como disponibilidade, qualidade e das embarcações, bem como de instalações e eficiência portuárias. Poucos são os portos marítimos em condições de receber navios de 300 mil toneladas ou mais.

No Brasil, um dos principais problemas que afetam o transporte marítimo é a ineficiência portuária, responsável pelos grandes congestionamentos e pela deterioração de muitos produtos, acarretando enormes prejuízos. Os navios permanecem cerca de 70% do tempo útil parados, problemas portuários, seja por reparos técnicos. (Veja: Hidrografia Brasileira)

O transporte marítimo divide-se em dois tipos: internacional ou de longo curso (de grandes distâncias) e navegação costeira ou de cabotagem (ao longo do litoral).

Transporte ferroviário

O trem foi o principal meio de transporte do