é um jogo eletrônico de ação-aventura furtiva desenvolvido pela Kojima Productions, co-produzido pela Kojima Productions Los Angeles e realizado, desenhado, co-produzido e co-escrito por Hideo Kojima. Foi publicado pela Konami para Microsoft Windows, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One a 1 de Setembro de 2015. The Phantom Pain é o oitavo título canónico na série Metal Gear e o sexto dentro da sua cronologia fictícia. O jogo serve como continuação para Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, mas a sua história é anterior aos eventos ocorridos no jogo original Metal Gear original. Contém o mesmo subtítulo, Tactical Espionage Operations, usado pela primeira vez em Metal Gear Solid: Peace Walker.
A acção acontece em 1984, nove anos depois de Ground Zeroes, e segue o mercenário Punished "Venom" Snake, à medida que este se aventura na África (no decorrer da Guerra Civil Angolana, na fronteira Angola-Zaire) e no Afeganistão durante a Guerra Soviética-Afegã, para procurar vingança sobre as pessoas que destruíram as suas forças e que quase o mataram durante os eventos ocorridos em Ground Zeroes.
Metal Gear Solid V: The Phantom Pain teve um orçamento de produção superior a $80 milhões e é composto por dois projectos que já tinham sido anunciados pelo estúdio Kojima Productions, disfarçado na forma de um engano complexo. O primeiro é Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, revelado originalmente numa demonstração do motor FOX Engine durante o evento de comemoração do 25º aniversário da série Metal Gear em Agosto de 2012. O segundo é The Phantom Pain, mostrado em um vídeo nos prémios Spike TV Video Game Awards em Dezembro de 2012, e apresentado como um produto da empresa fictícia Moby Dick Studios, com o logótipo de Metal Gear Solid V virtualmente escurecido. A 27 de Março de 2013 foi revelado a verdadeira natureza de ambos os projetos durante a Game Developers Conference, onde Kojima anunciou que Ground Zeroes serve como prólogo para The Phantom Pain e ambos os títulos combinam num único trabalho, editados separadamente.
Metal Gear Solid V: The Phantom Pain recebeu aclamação universal por parte da critica especializada. Os elogios focarem-se nos seus visuais e sobretudo na jogabilidade, por conter mecânicas muito detalhadas e sistemas interligados que permitem dar ao jogador uma enorme liberdade na forma como aborda os objectivos. No entanto, a história foi objecto de alguma critica, com algumas análises a referirem a sua falta de foco e por ser muito dispersa, enquanto que outros reconhecem o seu poder emotivo e a exploração que faz de temas adultos. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain recebeu pontuações perfeitas de várias publicações, incluindo Famitsu, GameSpot, God is a Geek, IGN, The Telegraph e a revista Time, descrito por alguns como o melhor da série assim como um dos melhores jogos do ano.
Enredo
Em 16 de março de 1975, logo após os eventos do Ground Zeroes , Venom Snake entrou em coma. Quando ele finalmente acordou quase nove anos depois, em 26 de fevereiro de 1984, uma enfermeira notou que ele havia acordado e alertou rapidamente um médico que informou Venom Snake sobre sua condição médica e depois disse ao último que ele tinha que sair quando estava sendo procurado. pelas forças inimigas.
Venom Snake conheceu um paciente misterioso chamado Ismael, que alegou ser um conhecido dele e tentou ajudá-lo a se levantar. Ishmael injetou Digoxin em Venom Snake para lhe dar alguma capacidade de recuperar suas funções motoras. Durante seus nove anos de coma, a maioria de seus músculos se atrofiou, e "Big Boss" foi forçado a engatinhar lentamente. Ao se aproximarem do elevador, encontraram uma criança usando uma máscara de gás. A criança imediatamente levitou e passou pelo teto quando o elevador explodiu, jogando-as violentamente no chão. Uma Venom Snake desorientada testemunhou uma figura fantasma saindo do fogo. Ele rapidamente se retirou com Ishmael em outra direção, tentando escapar do hospital enquanto um helicóptero militar estava vasculhando a área ao redor do prédio. Venom Snake e Ishmael conseguiram comandar uma ambulância, mas acabaram quebrando-a logo em seguida. Enquanto Venom Snake rastejava da ambulância acidentada, pela janela quebrada da frente, ele foi novamente confrontado pela criança vestindo máscara de gás que convocou uma enorme chama na forma de uma baleia jubarte que engoliu um helicóptero de ataque que avançava em sua direção. Venom Snake de alguma forma conseguiu escapar e acabou sendo pego e resgatado por Ocelot. Os dois então escapam a cavalo enquanto são perseguidos por uma aparição ardente de um demônio montado em um unicórnio.
Afeganistão
Algum tempo depois de sua fuga, Ocelot e veneno de cobra viajou para o Afeganistão . Em 24 de março, eles montaram a cavalo em uma soviético -controlado área do norte de Cabul, a cavalo, a fim de encontrar um posto avançado onde Miller tinha sido supostamente mantido em cativeiro durante dez dias. Ocelot acreditava que Miller tinha apenas três dias para viver, então ele encarregou Venom Snake de se infiltrar na área e resgatá-lo para que eles pudessem ter uma chance de se vingar dos responsáveis por colocar Venom Snake em coma. Depois que Ocelot forneceu a Venom Snake seu briefing de missão, os dois se separaram e Venom Snake foi resgatar Miller com Ocelot, dando-lhe apoio da Mãe Base via rádio. Venom Snake conseguiu encontrar Miller, cujo braço direito e perna esquerda haviam sido amputados durante o cativeiro, e o levou de volta à Base Mãe.
Jogabilidade left|thumb|220px|Snake a procurar cobertura atrás de um muro. Tal como nos jogos anteriores da série, os jogadores utilizam várias tácticas de acção furtiva. Em The Phantom Pain, os jogadores têm o papel de Punished "Venom" Snake (também conhecido como o alias Big Boss) num ambiente massivo em mundo aberto. As mecânicas são muito iguais a Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, o que significa que os jogadores terão e se infiltrar em vários pontos pelo mundo do jogo, evitando guardas e tentando permanecer indetectáveis. Snake tem vários objectos ao dispor incluindo binóculos, mapas, pistolas, espingardas de assalto e explosivos. Os jogadores podem usar veículos para atravessar o mapa como carros e tanques (em adição a caminhar ou em cavalo) - como certos locais são montanhosos, o jogador pode optar por fazer escalada para criar atalhos. Também se pode chamar suporte de helicóptero para ajudar em combate ou para simplesmente obter informações sobre um determinado local.
Snake também pode pedir ajuda a companheiros de IA, como Quiet, uma soldado especialista com habilidades super-naturais. Ela pode detectar inimigos, disparar contra os seus capacetes para Snake de seguida disparar nas suas cabeças, ou sincronizar tiros para mortes múltiplas; DD (Diamond Dog), um lobo salvo no Afeganistao, que pode ser treinado por Ocelot para ajudar Snake nas missões. DD tem a habilidade de cheirar guardas e plantas raras, criar distracções ao ladrar e atacar. Pode também aprender truques novos se o jogador investir nas "roupas de cão"; o D-Horse, um cavalo para transporte rápido e com um selim personalizável possibilitando o transporte de maior quantidade de equipamento. os jogadores podem se pendurar num dos seus lados para evitar serem vistos e usar o seu excremento para fazer os carros derrapar para fora da estrada; e o D-Walker, um robot mecânico bípede com várias características, algumas das quais podem ser melhoradas. As habilidades destes companheiros e a sua eficiência depende da interacção e da relação do jogador para com eles. O jogador pode acabar o jogo sem recorrer à ajuda dos companheiros assim como também é possível passar todo o jogo sem conhecer alguns deles.
Como em Metal Gear Solid: Peace Walker, The Phantom Pain tem uma característica de construção de bases que permite ao jogador produzir armas e vários itens a partir da base mãe virtual. A recruta de soldados inimigos e de prisioneiros também regressa para este jogo, permitindo à Base Mãe crescer. O recrutamento de soldados que falem diferentes idiomas será crucial para os jogadores, "Não irás perceber os soldados a falarem uma língua estrangeira se não tiveres um interprete na Base Mãe que fale a sua língua, tal como também não serás capaz de interrogá-los", refere Hideo Kojima, director do jogo. Ao contrário de Peace Walker em que os jogadores só podiam ver a Base Mãe a partir do céu, em Phantom Pain pode-se controlar Snake e explorar o complexo a pé. O sistema terra-ar The Fulton, apresentado em Peace Walker é de novo usado para este jogo, em que os jogadores podem usá-lo para transportar soldados capturados e outros objectos para a Base. A base pode ser melhorada através de dinheiro encontrado pelo jogo, sobre a forma de diamantes, de contentores de transporte, entre outros. A receita pode então ser utilizada para investir em melhorias, na aparência e nas habilidades de Snake, dos seus companheiros e dos veículos. Por exemplo, o braço protético de Snake pode ser modificado para alojar uma arma eléctrica, ou colocar controlos para voar como um drone.
A IA do inimigo foi melhorada no que toca a precaução de situação. Se os jogadores usam várias vezes uma arma ou uma táctica para imobilizar soldados, se o jogador repetir essa missão verá o número de inimigos aumentado e com melhor equipamento; por exemplo, o uso frequente de tiros na cabeça terão os inimigos equipados com capacetes, tornando mais difícil apontar à cabeça.
Hideo Kojima revelou que o jogo terá um novo ciclo "dia/noite" que funciona em tempo real e que "dependendo de como você viaja de um nível para o outro, [o] tempo de viagem irá afectar a hora do dia quando você chegar ao seu destino". O ciclo anda mais rápido se Snake acender um e-cigarro; aparece um relógio Seiko no ecrã a mostrar o tempo. A passagem do tempo permite aos jogadores por exemplo analisar o movimento das forças inimigas da zona onde estão, tal como as mudanças nas patrulhas. Os efeitos climatéricos, como tempestades de areia e chuva, afectam a maneira de jogar e o ambiente. Também será dado ao jogador a hipótese de escolher a ordem dos eventos da história, ao seleccionar as missões na ordem que quiser, e mesmo assim "no fim conseguir compreender a mensagem dada".
Hideo Kojima falou sobre a natureza restritiva dos anteriores jogos Metal Gear: "colocá-lo [o jogador] num único caminho para ir do ponto A ao ponto B, com alguma liberdade pelo meio". Em contraste, a equipa de Kojima irá oferecer ao jogador novas maneiras de infiltração e de transposição, com por exemplo, usar um avião, um helicóptero ou uma moto até chegar à zona da missão. As acções do jogador afectam o mundo do jogo; por exemplo, sabotar um radar abre novos pontos de infiltração. Kojima quer com isso ter "uma verdadeira experiência em mundo aberto" com The Phantom Pain. De acordo com a revista Famitsu, a Konami confirmou que o mundo de The Phantom Pain é duzentas vezes maior que o de Ground Zeroes, com grande variedade de ambientes e condições climáticas, permitindo aos jogadores explorar livremente o mapa enquanto prosseguem para as várias missões do jogo, tal como em qualquer outro jogo do estilo sandbox. Em adição, os jogadores que jogaram Ground Zeroes podem importar os dados salvos para The Phantom Pain e com isso ganhar habilidades especiais.
Como em Ground Zeroes, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain tem uma aplicação companheira, compatível com Xbox One, PlayStation 3 e PlayStation 4. Entre outras funcionalidade, os jogadores podem utilizar o seu telemóvel ou tablet para ver tudo o que acontece no iDroid de Snake, como ver o mapa, aceder à Base Mãe ou ouvir as cassetes que encontrem no jogo.
Multijogador