Reptiliomorpha (que significa “em forma de réptil”; conhecida no PhyloCode como Pan-Amniota) é um clado que inclui os amniotas e todos os tetrápodes que compartilham um ancestral comum mais recente com os amniotas do que com os anfíbios modernos (os lissanfíbios).
O grupo foi definido por Michel Laurin (2001) e por Vallin e Laurin (2004) como o maior clado que inclui o Homo sapiens, mas não Ascaphus truei (a rã-de-cauda). Posteriormente, Laurin e Reisz (2020) definiram Pan-Amniota como o maior clado que contém Homo sapiens, mas não Pipa pipa, Caecilia tentaculata e Siren lacertina.
A forma informal do nome, “reptiliomorfos”, também é usada ocasionalmente para se referir aos chamados amniotas-tronco, isto é, um grau evolutivo de tetrápodes com aspecto semelhante ao de répteis que são mais próximos dos amniotas do que dos lissanfíbios, mas que não pertencem ao grupo Amniota propriamente dito. Esse uso aparece, por exemplo, em estudos como o de Ruta, Coates e Quicke (2003).
Um nome alternativo frequentemente empregado é “Anthracosauria” (antracossauros). No entanto, esse termo pode causar confusão, pois também foi utilizado por Michael Benton para designar um grupo mais primitivo de reptiliomorfos conhecido como embolômeros. Embora tanto os antracossauros quanto os embolômeros sejam frequentemente considerados reptiliomorfos mais próximos dos amniotas, alguns estudos recentes mantêm esses grupos como anfíbios ou argumentam que suas relações evolutivas ainda são incertas, podendo representar tetrápodes basais do grupo-tronco.
Como a posição filogenética exata dos lissanfíbios dentro de Tetrapoda ainda é incerta, também permanece controverso quais tetrápodes fósseis estão mais próximos dos amniotas do que dos lissanfíbios e, portanto, quais poderiam ser considerados reptiliomorfos, em qualquer sentido do termo. Existem duas hipóteses principais sobre a origem dos lissanfíbios. A primeira, conhecida como hipótese temnospôndila, propõe que eles descendem de temnospôndilos dissorofóides. A segunda, a hipótese lepospôndila, sugere que descendem dos chamados lepospôndilos, especialmente dos microssauros.
Se a hipótese temnospôndila estiver correta, Reptiliomorpha incluiria todos os grupos de tetrápodes mais próximos dos amniotas do que dos temnospôndilos. Nesse caso, fariam parte do grupo os diadectomorfos, os seymouriamorfos, a maioria ou todos os lepospôndilos, os gephyrostegídeos e possivelmente os embolômeros e os croniossúquios. Além disso, vários gêneros tradicionalmente classificados como “antracossauros” e de posição incerta provavelmente também seriam considerados reptiliomorfos, como Solenodonsaurus, Eldeceeon, Silvanerpeton e Casineria.
Por outro lado, se a hipótese lepospôndila estiver correta, Reptiliomorpha corresponderia apenas aos grupos mais próximos dos amniotas do que dos lepospôndilos. Sob essa definição, poucos grupos não amniotas seriam considerados reptiliomorfos, embora os diadectomorfos estejam entre aqueles que provavelmente se enquadrariam no clado.
Taxonomia Classificação segundo Ruta et al. (2003):
Superclasse TetrapodaSuperordem ReptiliomorphaFamília CaerorhachidaeOrdem GephyrostegidaFamília GephyrostegidaeOrdem ChroniosuchiaFamília Bystrowianidae Família ChroniosuchidaeOrdem EmbolomeriFamília Eoherpetontidae Família Anthracosauridae Família Proterogyrinidae Família Eogyrinidae Família ArcheriidaeOrdem SeymouriamorphaFamília Kotlassiidae Família Discosauriscidae Família SeymouriidaeFamília DiadectomorphaFamília Diadectidae Família Limnoscelidae Família TseajaiidaeAmniota' Bibliografía Carroll, R. L., 1988: Vertebrate paleontology and evolution. W. H. Freeman and company, New York Laurin, M. & Reisz, R. R., (1997): A new perspective on tetrapod phylogeny. 9-59 in Sumida, S. S. & Martin, K. L. M., 1997: Amniote origins: Completing the trasition to Land Academic Press, San Diego Marjanovic, David, (2002) Re: thoughts on which nodes to name Dinosaur Mailing List Säve-Söderbergh, G. (1934). Some points of view concerning the evolution of the vertebrates and the classification of this group. Arkiv för Zoologi, 26A, 1-20. Second circular of the first International Phylogenetic Nomenclature Meeting 2003 Von Huene, F., 1956, Paläontologie und Phylogenie der niederen Tetrapoden'', G. Fischer, Jena.
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