Vincent Carelli (Paris, 1953) é indigenista e documentarista, criador do Vídeo nas Aldeias (1987), projeto que forma cineastas indígenas.
Vida Filho de pai brasileiro, o artista plástico Antonio Carelli, e de mãe francesa, ele nasceu em Paris e se mudou com 5 anos para São Paulo,A versão dos nativos. Como o cineasta Vincent Carelli ajudou os índios a resgatar sua tradição em vídeo. E a disseminar sua riqueza cultural para o resto do mundo. Por Aline Ribeiro. Época, 29 de dezembro de 2011. onde iniciou o curso de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, o qual abandonou para se dedicar ao indigenismo. Desde 1973 está envolvido com projetos de apoio a grupos indígenas no Brasil.Entrevista com Vincent Carelli.
Vincent Carelli é irmão da atriz Chica Carelli (1957), diretora do Teatro Vila Velha, em Salvador (Bahia) Memorial de Artes Cênicas. Chica Carelli Teatropédia - Enciclopédia Virtual das Artes do Palco. Chica Carellie irmão do historiador e sociólogo Mario Carelli (1951 - 1994), responsável pela tradução de obras de Machado de Assis e Lucio Cardoso para o francês.Premiere. La biographie de Mario CarelliItinéraire d'Emilie Bonamy : un regard forgé par différentes cultures. Entrevista com Emilie Bonamy, viúva de Mario Carelli. 8 de maio de 2008
Atualmente, Vincent vive em Olinda, Pernambuco.
Realizações Foi indigenista da Fundação Nacional do Índio, jornalista e repórter fotográfico free-lancer das revistas Isto é, Repórter Três e do jornal Movimento. Foi também editor fotográfico e pesquisador do Projeto Povos Indígenas no Brasil do CEDI - Centro Ecumênico de Documentação e Informação (sucedido pelo Instituto Socioambiental). No final de 1979, fundou, com um grupo de antropólogos, o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), uma organização independente, sem fins lucrativos, destinada a apoiar projetos voltados aos indígenas. Foi Diretor do Programa de Índio da TV Universidade (co-produção do CTI com a UFMT).
Com sua mulher, a antropóloga paulista Virgínia Valadão (1952 - 1998) que também foi fundadora do CTI, iniciou o projeto Vídeo nas Aldeias, em 1986.Equipe VNA Virgínia Valadão (13/08/52 - 02/06/98) O projeto, criado no âmbito do CTI, promoveu, ao longo de mais de vinte anos, o encontro dos indígenas com suas imagens, tornando o vídeo um instrumento de expressão da sua identidade e refletir suas visões de mundo. Além de treinar e equipar as comunidades indígenas com equipamentos de vídeo, o projeto estimulou a troca de informações e de imagens entre as nações, que discutiam juntas a maneira de apresentar sua realidade para o resto do mundo.National Film Board of Canada. The imagineNATIVE Film & Media Arts Festival
Em 2009, seu documentário Corumbiara, um longa-metragem que conta a história de um massacre de indígenas ocorrido em 1985 na Gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, e a vivência do diretor com os povos indígenas em isolamento, obteve o prêmio de melhor filme do 37º Festival de Cinema de Gramado. Carelli ganhou também o prêmio de melhor diretor, dividido com o cineasta gaúcho Paulo Nascimento."Corumbiara", de Vincent Carelli, vence Festival de Gramado.Folha Online, 15 de agosto de 2009 Corumbiara também recebeu o grande prêmio do 11° Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica).Documentário sobre massacre indígena vence festival de cinema ambiental. Por Luana Lourenço. Agência Brasil, 21 de junho de 2009
Filmografia e prêmios miniaturadaimagem|direita|Vincent Carelli durante a premiação do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2016 Martírio, 2018, Documentário com Ernesto de Carvalho e Tatiana Soares de Almeida com imagens históricas da resistência guarani Kaiowá ao conflito com as instituições governamentais.Vincent Carelli. Filmografia. A festa da moça, 1987, 18 minutos Pemp, 1988, 27'. Vídeo nas Aldeias 1989, 9'. Documenta como quatro grupos indígenas da Região Norte do país (nhambiquara, gavião, ticuna e caiapó) incorporaram o uso do vídeo a seus projetos artísticos e culturais. O espírito da TV, 1990, 18'. Reportagem sobre o impacto que a televisão trouxe ao povo Waiãpi, no Amapá. Não há repórter, nem narrador. A edição é feita de modo a interferir o menos possível nos depoimentos. O título veio da declaração de um indígena, que se sentiu mal ao ver nas telas imagens de um ritual de evocação dos espíritos. Também é abordada a questão dos garimpeiros, que chegaram à região a partir dos anos 1970. Premiado no 9° Videobrasil Mieko e Kimiko, 1991, 14'. Antônio Carelli, 1991, 10'. Ninguém come carvão, 1991, 15'. Prêmio de Melhor documentário na XIV Jornada de Cinema e Vídeo do Maranhão, 1991. Qual é o jeito, Zé?, 1992, 15'. Luis Vila Nova, líder camponês de Buriticupu, no Maranhão, explica o movimento de ocupação das matas improdutivas por milhares de trabalhadores sem terra e os confrontos com jagunços e policiais federais. Co-direção: Murilo Santos Boca livre no Sararé, 1992, 27' A Arca dos Zo’é, 1993, 22'. Waiwai, um dos chefes Waiãpi, relata na sua aldeia a viagem que empreendeu para encontrar e filmar o povo Zo’é (Pará), grupo contactado na década de 1980. Eu já fui seu irmão, 1993, 32'. Melhor Vídeo (juri popular), Troféu São Luís (vídeo) e Troféu Jangada (Juri OCIC) no 17° Guarnicê de Cine-vídeo do Maranhão, 1994. Antropofagia Visual, 1994, 17' Placa Não Fala, 1996, 27'. Segredos da Mata, 1998, 37'. Ou Vai, Ou Racha! Vinte Anos de Luta, 1998, 31'. Prêmio al Valor Testimonial y Documental no VI Festival de Cine e Vídeo dos Povos Indígenas, Guatemala, 1999. Corumbiara,Informações sobre o filme 2009, 117'. Prêmio de melhor filme do 37º Festival de Cinema de Gramado. Antônio e Piti, 2019, 78'.
Em 26 de novembro de 2009, o projeto Vídeo nas Aldeias recebeu a Ordem do Mérito Cultural, em cerimônia prestigiada pelo presidente da República.
Ver também Índio do Buraco
Ligações externas Página oficial do Vídeo nas Aldeias Biografia Vicent Carelli: Aldeias em vídeo Corumbiara (118 minutos).
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