A Taifa de Toledo ou Reino de Toledo foi uma das taifas de Alandalus que surgiu da decomposição do Califado de Córdova a 22 de julho de 1035. Finalizou com a conquista cristã em 1085.

Reis taifas de ToledoDilnunidas (1023-1080) <div style="font-size: 90%; margin: 0; padding: 0;"> Ismail Alzafir (1023 -1043) Almamune de Toledo (1043-1075) Alcadir (1075-1080) Conquista pela Taifa de Badajoz 1080 – 1081Dilnunidas (1081-1085) <div style="font-size: 90%; margin: 0; padding: 0;"> Alcadir (1081-1085) Conquista castelhano-leonesa em 1085 O reino taifa Toledo conservava a sua auréola de ter sido capital visigoda, que os árabes perpetuaram chamando-a de Almedina Almuluque (madinat al-muluk). Teve grande importância estratégica como capital da Marca Média, podendo manter frente de Córdova uma dependência relativa até o século do Califado. Independizada durante as guerras civis de começos do , apropriaram-se do poder alguns personagens da cidade, entre eles o cádi Abu Bala Iais ibne Maomé e alguns outros, entre os quais citam as fontes também a um ibne Maçarra, a um Abderramão e a Abedal Maleque ibne Matio. Possivelmente descontentes os toledanos com os desacordos entre eles e, em especial, do mau governo deste último, decidiram oferecer o governo da taifa ao senhor de Santaver, Abderramão ibne Dulnum, que enviou o seu filho Ismail al-Zafir para se encarregar do poder por volta de 1035.

Os eram uma família berbere da tribo hawwara, chegados à Península na época da conquista islâmica. Estabeleceram-se na cora de Santabariyya ou Santaver e, no processo de arabização dos séculos VIII-X, mudaram o nome da sua etnia berbere de Zennun arabizando-a para Banu Diz-l-Nun. Durante esse tempo foram uma das linhagens mais destacadas da Marca Média, citadas pelas fontes pelos seus alçamentos frente ao poder do emirado e pelas suas alternativas submissões.

Voltaram à sua autonomia com a decadência do Califado durante o primeiro decênio do : então, possivelmente, Abderramão ibne Dilnum conseguiu que o califa Solimão Almostaim lhe outorgasse a nomeação de senhor de Santaver, Huete, Uclés e Cuenca, levando o título de Nácer Adaulá. Este Abderramão confiou em 1018 ao seu filho Ismail o governo de Uclés e depois enviou-o para Toledo.

Apogeu O territórioReilly, Bernard F; Reconquista y repoblación de la Península. Diário El País.,2007 ISBN 978-84-9815-768-0 reedição de Cristianos y musulmanes (1031-1157) .1992 . Crítica. ISBN 84-7423-555-3 pp. 32-33 da Taifa de Toledo coincidia com as atuais províncias de Toledo, Cidade Real, o norte de Albacete, Cáceres, Guadalajara (até a fronteira com as terras saragoçanas em Medinaceli), Madrid até a Serra de Guadarrama e Cuenca.

Ismail al-Zafir foi o primeiro monarca desta linhagem até 1043, lutando contra os cordoveses para manter a independência. Logo reinou Almamune de Toledo, quem solicitou a ajuda de Fernando I de Leão e Castela contra Solimão ibne Hude Almostaim de Saragoça; vinte anos mais tarde, os toledanos, atacados por Fernando, compraram a sua tranquilidade mediante o pagamento de párias.

Atacado pela sua vez Abedal Maleque ibne Abdalazize Almançor, régulo de Valência de 1061,Maíllo Salgado, Felipe, Crónica anónima de los reyes de Taifas (1991) Ediciones Akal ISBN 84-7600-730-2 Sobre o seu reinado, pág. 44-46 preferiu pedir auxílio a Almamune de Toledo antes que aceitar o controlo castelhano, mas o rei de Toledo aproveitou para depor o valenciano e anexar a taifa de Valência em 1064, com a aquiescência de Fernando I.

Toledanos e sevilhanos visavam a unir os seus domínios a antiga capital do califado, que seria agregada à Taifa de Sevilha em 1070. O novo rei, , seguiu uma política de apoio a todos contra todos no seu exclusivo benefício: com a ajuda de Almutâmide de Sevilha derrotou o granadino Abedalá e obrigou-o a pagar párias (1074), ao mesmo tempo que apoiava a Almamune de Toledo para que ocupasse a Taifa de Córdova em 1075.

Almamune de Toledo tornou-se assim no rei mais importante da Taifa de Toledo, que em 1075 incluía Córdova e Valência. Esse mesmo ano foi envenenado em Córdova e o seu neto Alcadir assumiu o governo de Toledo.

Fim do domínio muçulmano Alcadir em 1075, considerava-se bastante forte nos seus domínios de Toledo—Córdova—Valência como para prescindir do castelhano e expulsou de Toledo os partidários da colaboração—submissão com os cristãos; mas estes provocaram uma revolta em Valência, que se declarou independente sob o comando de Abdalazize, e Toledo, sem o apoio de Castela, perdeu as terras cordovesas em 1077, bem como as províncias do sul da região, e viu atacado o seu território por Almotauaquil da taifa de Badajoz.

Alcadir ficou, pois, forçado a pedir novamente a ajuda castelhana sem o apoio de uma grande parte da da população: por um lado estavam os muçulmanos, que eram partidários de uma ruptura da aliança com Castela, e uma aproximação aos outros reinos muçulmanos, e por outro, os moçárabes e judeus, partidários da aliança com Castela e, inclusive da anexação. Assim Almotauaquil de Badajoz entrou na cidade em 1080, enquanto Alcadir refugiava-se em Cuenca.

Alcadir recuperou o trono em 1081 já que Afonso VI decidiu ajudar-lhe a recuperar as terras toledanas e valencianas em troca de que Valência fosse para Alcadir e Toledo para Afonso VI.

Perante este acordo, os toledanos opostos à colaboração de Afonso VI - Alcadir (os muçulmanos) solicitaram o apoio de Amade Almoctadir de Saragoça, Almutamide de Sevilha e Almotauaquil de Badajoz; enquanto outra parte da da população, cansada das contínuas guerras (moçárabes e judeus), aceitava a entrega de Toledo a Afonso VI, contanto que este simulasse tomá-la pela força, para evitar que os toledanos fossem acusados de atraiçoar a causa muçulmana, conscientes da perda de prestígio que suporia para o Islão a cessão de Toledo.

O cerco da cidade não impediu Afonso VI atacar as taifas de Saragoça, Valência e Sevilha, e a 6 de maio de 1085, após quatro anos de "assédio", Toledo rendia-se pacificamente, após obterem os muçulmanos garantias de que se respeitariam as suas pessoas e bens e de que lhes seria permitido seguir em posse da mesquita maior. Pela sua vez, os toledanos comprometiam-se a abandonar as fortificações e o alcácer.

Domínio cristão A 25 de maio de 1085, Afonso VI de Leão e Castela entrou na cidade. Naquele momento, o reino de Leão e Castela, considerado o herdeiro do Reino Visigótico, tinha a intenção de recuperar para si a capital do antigo Reino Visigótico. A conquista da cidade de Toledo implicou uma inversão das forças entre cristãos e muçulmanos na Península, o qual levaria finalmente à conquista almorávida das taifas após solicitar estas a sua intervenção como último recursa frente do poderio cristão.

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Revistas Boloix Gallardo, Bárbara.La taifa de Toledo en el siglo XI: Aproximación a sus límites y extensión territorial. Tulaytula: Revista de la Asociación de Amigos del Toledo Islámico, ISSN 1575-653X, Nº. 8, 2001, pags. 23-57Descarrega do articulo em questão David J. Wasserstein: The emergence of Taifa Kingdom of Toledo. Al-qantara: Revista de estudos árabes, ISSN 0211-3589, Vol. 21, Fasc. 1, 2000, pags. 17-56 Valero Herrera Ontañón, Bernabé Cabañero Subiza: La casa palacio del Temple de Toledo: Un monumento taifa recientemente recuperado.. Artigrama: Revista do Departamento de História da Arte da Universidade de Saragoça, ISSN 0213-1498, Nº 15, 2000, pp. 177–230 José Aguado Villalba: La cerámica taifa en Toledo. Revista del Instituto Egipcio de Estudios Islámicos, ISSN 1132-3485, Nº. 30, 1998 (Exemplar dedicado a: As cidades do Andalus: Toledo), pp. 45–92

Ver também Guerra civil do Alandalus Reino de Castela Reino de Leão Taifa de Badajoz Taifa de Saragoça Taifa de Sevilha

Ligações externas Toledo :Os palácios do rei Almamune de Toledo

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