Luiz Marinho Falcão Filho Pela grafia arcaica, Luiz Marinho Falcão Filho. (Timbaúba, 8 de maio de 1926 – Recife, 3 de fevereiro de 2002) foi um dramaturgo contemporâneo brasileiro. Procurou demonstrar através de suas obras o universo cultural e social do nordeste brasileiro. Vários de seus trabalhos foram reconhecidos ao longo de sua vida Prefeitura do Recife. Luiz Marinho - O homenageado..

Biografia Luiz Marinho Falcão Filho é filho de Rosa Bezerril Falcão e Luiz Marinho Falcão. Nasceu e foi criado na cidade de Timbaúba, no interior do Pernambuco. Membro de uma família grande de nove irmãos, cresceu ouvindo histórias, observando pessoas, e prometendo retrata-las através de livros ou peças teatrais, tanto histórias de sua infância ou adolescência como na sua fase adulta, que viveu a partir de seus 17 anos, no Recife VIEIRA, Anco Márcio Tenório. Luiz Marinho: o sábado que não entardece. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2004, (Coleção Malungo, volume 10).

Luiz Marinho casou-se com Zaílde Maria França, com quem teve quatro filhos. Faleceu em 3 de fevereiro de 2002, às cinco da manhã, no Hospital Santa Joana no Recife, vítima de um câncer na bexiga. Seu corpo foi velado na Academia Pernambucana de Letras e foi enterrado no mesmo dia, no cemitério de Santo Amaro, também no Recife .

Obra Luiz Marinho escreveu 14 peças teatrais que lhe renderam vários prêmios como o Molière, o da Academia Brasileira de Letras, o da Academia Pernambucana de Letras e o Estadual de Teatro (do então Estado da Guanabara) . Suas obras foram:

Um sábado em trinta. A promessa. Viva o cordão encarnado. A derradeira ceia. A incelença. A afilhada de Nossa Senhora da Conceição. A valsa do diabo. A estrada. Foi um dia. A família Ratoplan. As aventuras do capitão Flúor. O último trem para os igarapés. Corpo corpóreo. As três graças.

Em sua dramaturgia, era transmitida um pouco das suas memórias interioranas, a partir de um universo de crendices, violeiros, vaqueiros, cangaceiros e outros tipos locais. Muito embora tenha sido reconhecido como um autor regionalista, ele acreditava que sua obra transcendia a esta categorização, segundo palavras do próprio :

Sua primeira peça, "Um sábado em trinta", foi vista por milhares de pessoas, em diversas grandes cidades como: Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e em outras capitais do Brasil, tendo grande sucesso e alcançado um surpreendente êxito incomum no teatro brasileiro. Antes mesmo de sua estréia, Luís Marinho recebeu em 1963, dois importantes prêmios: um no concurso da União Brasileira de Escritores, secção Pernambuco; outro no concurso da Escola de Belas Artes, da Universidade do Recife. Outra premiação significativa deu-se em 1974, quando o teatrólogo foi contemplado com o prêmio Molière, de melhor autor, pela obra "Viva o cordão encarnado", dirigida por Luís Mendonça, no Rio de Janeiro .

Notas e referências

Ligações externas Biografia na Fundação Joaquim Nabuco.

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