thumb|Imigração na Argentina thumb|275px|

Os habitantes originais da Argentina eram descendentes de povos asiáticos que atravessaram o Estreito de Bering até a América do Norte e, então, em milhares de anos, atingiram o sul da América do Sul, chamados de ameríndios.

Desde então, a Argentina recebeu imigrantes de diversos locais do mundo, sobretudo da Europa, principalmente italianos e espanhóis.

Aquando da sua organização constitucional, em meados do século XIX, a Argentina era um país pouco povoado, com uma população inferior à de outros países sul-americanos, como a Bolívia, o Chile e o Peru. Graças à política de imigração, a Argentina passou de uma população de 1,1 milhões de habitantes em 1850 (3,5% da América Latina) para 11,8 milhões em 1930 (11,1% da América Latina).Del Pozo, José (2002). Historia de América Latina y del Caribe (1825-2001), Santiago de Chile, LOM, pág. 20 O primeiro recenseamento nacional (em 1869) indicava um total de 1.737.000 habitantes. Em 1960, o país tinha pouco mais de 20 milhões, ou seja, em 90 anos tinha multiplicado por 10 a sua população inicial, enquanto que no mesmo período a população mundial tinha-se multiplicado por 5. Entre 1870 e 2000, o saldo migratório do país (resultado líquido da imigração menos a emigração) foi estimado em cerca de 6,3 milhões de pessoas.Solimano, Andrés (2003). «Development cycles, political regimes and international migration: Argentina in the 20th century», tabla 2 de la serie Macroeconomía del Desarrollo n.º 22, CEPAL (Naciones Unidas), enero de 2003.

A população imigrante representou uma parte fundamental da composição demográfica da Argentina, representando 12,1%, 25,4% e 29,9% da população nos censos de 1869, 1895 e 1914, respetivamente. Após o censo de 1960, esta percentagem diminuiu gradualmente para 4,2% no censo de 2001. O censo de 2010 registou que, na altura, a Argentina tinha 1.805.957 imigrantes no seu território, um aumento de 4,5 por cento. De acordo com um relatório da ONU de 2017, estima-se que 2,2 milhões de estrangeiros vivem no país, o maior número da América Latina, e a Argentina ocupa o 28º lugar no ranking mundial. No relatório de 2020, este número ascendia a 2 281 728, representando 5,03% da população total. De acordo com o recenseamento de 2022, em comparação com o recenseamento de 2010, o número aumentou para 1 933 463, mas a sua percentagem da população total diminuiu para 4,2 por cento. Apesar disso, um estudo da RENAPER indicou a presença de 3.094.372 imigrantes na Argentina até agosto de 2023.

Origem dos imigrantes na Argentina até 1940 Historicamente um país de imigrantes, a Argentina recebeu 6 milhões de estrangeiros entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, a maioria deles italianos e espanhóis, sendo que metade deles se estabeleceu definitivamente no país, a outra metade tendo retornado a seus países de origem. Em 1869, os estrangeiros já representavam 12% da população argentina, numa população de apenas 1.800.000 habitantes. Em 1914, os estrangeiros chegaram a compor 30% da população da Argentina e 60% dos habitantes de Buenos Aires.

Origem dos imigrantes na Argentina até 1940:

Imigração bruta por nacionalidade (1857-1940) Nacionalidade Quantidade Porcentagem do total 2.000.000 45% 1.800.000 41% 150.000 3.5% 150.000 2.5% 150.000 2.0% 120.000 1.8% 80.000 1.2%20px Império Austro-Húngaro 111.000 1,7% 50.000 0.9% 40.000 0.6%20px Iugoslávia 48.000 0,7% 40.000 0.6% 40.000 0.6% 18.000 0,3% 12.000 0,2% 10.000 0,2% 7.000 0,1%Outros 223.000 3,4%Total 4.500.000</center>Fonte: Direção Nacional de Imigração,1970,Argentina