200px|right|Macedônia As eleições presidenciais macedônias de 2009 foram realizadas em 22 de março, em primeiro turno, e, no dia 5 de abril será realizado o segundo turno. Este pleito, vem sendo onsiderado mais importante para mostrar que o país consegue manter um sistema democrático que o permita entrar na União Europeia do que pelo próprio resultado da votação. A UE exigiu da Macedônia que a votação ocorresse em um ambiente pacífico e democrático, como condição vital para que possa determinar uma data de início das negociações de sua adesão à comunidade.

Candidatos O favorito, segundo as pesquisas, é Gjorge Ivanov, professor da Faculdade de Direito de Skopje, que concorre pela conservadora Organização Revolucionária Macedônia do Interior (VMRO-DPMNE). Seu principal adversário é o social-democrata Ljubomir Frckovski, professor da mesma faculdade e ex-ministro do Interior e de Relações Exteriores. No entanto, o ministro da Saúde, Imer Selmani, da minoria albanesa e líder do pequeno partido Nova Democracia, viu como sua popularidade crescer nas últimas semanas e algumas pesquisas apontam que ele pode ultrapassar Frckovski e disputar contra Ivanov. Sete candidatos disputam a presidência para suceder Branko Crvenkovski, que não quis concorrer a um segundo mandato de cinco anos. A Macedônia, um dos países mais pobres da Europa, com índice de desemprego de 35%, está ansiosa para fortalecer os laços com o resto da Europa.

Campanhas Os candidatos concentraram suas campanhas em convencer o eleitorado de sua capacidade de encontrar uma solução para a longa disputa com a Grécia sobre o nome do país e abrir assim as portas para a entrada na UE e na Otan. O problema com os gregos tem origem no fato de que a Grécia considera o nome Macedônia exclusivo de tradição helênica e, por conta disso, bloqueou o ingresso do país na Otan, em abril de 2008, e pode impedir também as negociações de adesão à UE.

Primeiro turno

O pleito Às 7h locais, as seções eleitorais do país foram abertas e fechadas as 19h locais. Mais de 300 observadores estrangeiros e 3 mil macedônios supervisionaram a votação.

A votação ocorreu sem violência e atendeu a padrões democráticos, mostrando uma melhoria evidente em relação à 2008, quando a eleição parlamentar foi arruinada por tiroteios e fraudes, afirmaram os monitores internacionais. "É um prazer ver que este país avançou na estrada da democracia", disse Pia Christmas-Moller, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. "Irregularidades e falta de confiança permanecem, e é preciso lidar com isso, mas não há dúvida de que houve progresso nas eleições, respeitando compromissos internacionais."

A missão de monitoramento notou algumas irregularidades processuais e alegações de pressão sobre funcionários públicos antes da votação. Segundo a comissão, melhorias podem ser feitas no processo de contagem das cédulas. Ainda assim, a votação mostrou um claro progresso ante a eleição parlamentar de junho de 2008, quando confrontos entre partidos rivais da minoria étnica albanesa causaram a morte de uma pessoa e feriram outras oito. O episódio foi a mais grave demonstração de violência desde 2001, quando a minoria albanesa lutou contra a insurgência durante seis meses.

Participação Cerca de 55,85% dos 1,8 milhão de eleitores da Macedônia votaram para eleger o quarto presidente desde 1991, ano em que o país se tornou independente da Iugoslávia.

Resultados Ivanov, de 49 anos, candidato pelo partido conservador VMRO-DPMNE, terminou confortavelmente em 1º lugar, com 35,06% dos votos, seguido por Frckoski, de 51 anos, que teve 20,45% dos votos, de acordo com a comissão eleitoral. "Os macedônios provaram que têm capacidade para conduzir eleições justas e democráticas", afirmou Ivanov. "Provamos que valores europeus vivem na Macedônia e que este país merece se tornar membro da UE e da Otan."

Segundo turno Giorgi Ivanov, do Partido Democrático para a Unidade Nacional, obteve 437.455 votos (63,41%), sendo o vencedor do pleito, contra 252.195 (36,56%) para Liubomir Frckoski, candidato da União Socialdemocrata, principal partido da oposição. O índice de participação foi estimado em 40,24%, superior ao limite de 40% necessário para validar a votação. Liubomir Frckoski aceitou a derrota, felicitando Ivanov por sua vitória. "Provamos que podemos realizar eleições à europeia: pacíficas, democráticas e sem violência", destacou Ivanov.

A Macedônia tem agora pela frente "três prioridades cruciais", que são a integração à União Europeia e à Otan, e "resolver a questão do nome" do país, objeto de litígio entre Skopje e Atenas há 18 anos. A questão do nome bloqueia o caminho da Macedônia para entrar na UE e na Otan, já que a Grécia afirma que o nome Macedônia pertence, exclusivamente, a seu patrimônio histórico nacional.

Fontes Macedônia vota em presidente pensando na UE Monitores internacionais aprovam eleição na Macedônia Conservador Giorgi Ivanov vence eleição na Macedônia

Ver também Eleições em 2009

Macedonia Categoria:Eleições na Macedônia do Norte