thumb|right|300px|As trajetórias que permitiram às sondas gêmeas Voyager da NASA, se aproximarem dos quatro planetas gasosos gigantes e atingir a velocidade necessária para deixar o sistema solar. miniatura|Efeito de atração gravitacional: A nave espacial é representada pelo ponto (canto superior direito) que se desloca para a esquerda. O planeta (bola preta) move-se para baixo. O sistema de coordenadas (canto inferior direito) mostra a velocidade da nave; a linha vermelha mais fina mostra a velocidade constante que a nave teria se o efeito não fosse utilizado para a acelerar
Assistência Gravitacional, popularmente conhecida como estilingue gravitacional, é o termo utilizado em Astrodinâmica e Engenharia Aeroespacial para designar a utilização do movimento relativo e a gravidade de um planeta ou outro corpo celeste objetivando a alteração da trajetória e da velocidade de uma espaçonave, o que proporciona economia de combustível, tempo ou recursos financeiros.
A "assistência" é fornecida pelo movimento do corpo gravitacional quando ele "puxa" a espaçonave.http://www2.jpl.nasa.gov/basics/bsf4-1.php Basics of Space Flight, Sec. 1 Ch. 4, NASA Jet Propulsion Laboratory A técnica foi proposta já na década de 1930 pelo pioneiro soviético Friedrich Zander, e utilizada por sondas interplanetárias desde a Mariner 10 em diante, incluindo as duas sondas do Programa Voyager nas suas passagens por Júpiter e Saturno. Alguns autores consideram a sonda soviética Luna 3, pioneira em imagear o "lado escuro" da Lua, como também a primeira missão a realizar uma assistência gravitacional.
A variação máxima de velocidade que um planeta pode proporcionar depende da sua massa e da distância mínima para o terceiro corpo em relação o qual se pretende realizar a manobra. O impulso máximo no caso de Vênus implica uma variação de cerca de 7,2 km/s, para a Terra de 7,9 km/s, para Marte está em 3,6 km/s, Júpiter em 42,6 km/s e para Saturno 25,7 km/s. Ainda que a mudança de velocidade dos planetas do sistema solar exterior seja maior, os ganhos mais expressivos em termos de economia de combustível são notados pela alteração na energia orbital, com Vênus sendo o terceiro local onde a manobra é mais expressiva (atrás apenas de Júpiter e Saturno, respectivamente) . Por conta disso, e sua proximidade com a Terra, Vênus é o planeta mais utilizado para esse tipo de manobra. Todas essas relações e vantagens já haviam sido discutidas com maestria na década de 1930 por Friedrich Zander.
Ver também 3753 Cruithne Efeito Oberth Fenda de ressonância gravitacional Messenger Juno New Horizons Pioneer 10 Pioneer 11 Pioneer H Problema dos N-Corpos STEREO: missão de gravidade assitida usando a Lua para ejetar duas sondas em órbita heliocêntrica Ulysses Voyager 1 Voyager 2
Ligações externas
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