O “Imperador do Divino” é o personagem principal da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, na cidade de Pirenópolis, Goiás.

Imperador do Divino 200px|thumb|Foto tirada durante a Procissão do Divino em 2008

A presença do Imperador, figura central da Festa, bem como sua corte, faz representar o Rei e a Corte lisbonense, com toda sua pompa. O trajeto feito da casa do Imperador à Igreja, para hora da Missa, quando o Imperador vai dentro do quadro formado por quatro varas e segurado nas pontas por quatro virgens, é também um resquício, do que, outrora , se fazia na corte de Lisboa.

Depoimento: A honra de ser Imperador left|200px|thumb|Foto tirada durante a Procissão do Divino em 2008. Para o cidadão pirenopolino não existe honra nem glória maior do que ser Imperador do Divino. A escolha, realizada através de sorteio, é atribuída ao próprio Divino Espírito Santo, sendo considerada uma benção. A Festa do Divino é Bem Antiga. Começou no século XIII, em Portugal, com a Rainha Isabel (mais tarde Santa Isabel). A soberana, esposa de Dom Dinis, rei de Portugal, era filha de Dom Pedro III, Rei de Aragão (hoje, Espanha). Como Portugal e Aragão estavam em guerra, a Rainha Isabel, ofereceu a sua Coroa ao Divino Espírito Santo, suplicando-lhe que fizesse a paz. Alcançada esta, a rainha levou a coroa à igreja, em procissão, no Domingo de Pentecostes, pedindo que se repetisse a cerimônia todos os anos, nessa ocasião. A festa foi introduzida no Brasil na época da colonização. Tem-se notícia dela em Pirenópolis já na segunda metade do Século XVIII. Contudo, é escassa a literatura sobre o assunto. Cuidaram dele Jarbas Jaime (Esboço Histórico de Pirenópolis, 1971) e Glória Grace Curado (Pirenópolis - uma cidade para turismo, 1980). Esta publicação contém excertos do mencionado livro de Glória Grace Curado. O texto constitui mera transcrição do original, restrito aquilo que me pareceu mais apropriado ao objetivo da divulgação. É um breve relato sobre a festa e alguns de seus componentes. A relação dos Imperadores s do Divino, de 1819 a 1944, foi obtida do citado livro de Jarbas Jayme, de 1945 a 1971, de anotações deixadas por Braz Wilson Pompeu de Pina, e a partir de 1972, de dados coletados por Valdo Lúcio Cardoso Silva. Pelo registro histórico se verá que, em Pirenópolis, até 1988 a festa do Divino Espírito Santo teve cento e setenta imperadores. Sou, portanto 171º Imperador do Divino. Desejo manifestar meu profundo reconhecimento, não só aqueles que estão colaborando diretamente na organização e nos preparativos da festa, como também a todos os que, de um modo ou de outro, têm contribuindo para seu maior brilhantismo, fazendo dela um belo espetáculo de religiosidade e folclore. A festa do Divino pertence a todos os pirenopolinos, indistintamente, pois é feita com o entusiasmo de cada um. Sem a sua participação jamais haveria essa maravilhosa demonstração de fé, alegria e beleza, que a todos comove, encantam e seduzam.

Carlos Hercílio de Campos Curado 171º Imperador do Divino

Pirenópolis, 5 a 16 de maio de 1989.

Coroação A solenidade é precedida de uma Procissão que leva à Igreja o Imperador, cujo mandato está vencendo. Há celebração de missa ou realização de cerimônia simples. Após a pregação, o padre convida o Imperador do ano, juntamente com o que promoverá a festa do ano seguinte, a se aproximarem do Altar. Ali, o padre depois de dá - lá a beijar, aos dois, coloca-se sobre a cabeça do novo Imperador. É um momento de tristeza para o imperador que sai, e de regozijo para o que entra.

Coroa e Cetro

Ambos em pura prata. Foram mandados fazer em 1826 pelo Padre Manuel Amâncio da Luz, quando Imperador.

Solenidade A escolha do Imperador é feita por sorteio. Todos os Pirenopolinos que se julgam em condições de realizar a festa podem se inscrever. Não se faz distinção entre ricos e pobres. Se rico, promove a festa com suas posses, se pobre, com a ajuda do povo. Não há limite de vezes para uma pessoa ser Imperador, bastando ser sorteada, inclusive várias pessoas já o foram por duas ou três vezes, conforme a Lista Abaixo:

Relação dos imperadores (1819/presente) (1819/1868) 1º - Coronel Joaquim da Costa Teixeira (1819) 2º - Padre José Joaquim Pereira da Veiga (1820) 3º - Major Fidêncio Graciano de Pina (1821) 4º - Padre Joaquim Gonçalves Dias Goulão (1822) 5º - Comendador Joaquim Alves de Oliveira (1823) 6º - Capitão José Francisco de Camargo (1824) 7º - Capitão José Francisco de Camargo (1825) 8º - Padre Manuel Amâncio da Luz (1826) 9º - Alferes Aleixo Antônio (1827) 10º -Alferes Domingos José de Sá (1828) 11º -Padre Feliz Alves de Amorim (1829) 12º -Comendador Joaquim Alves de Oliveira (1830) 13º -Padre Manuel Amâncio da Luz (1831) 14º -Capitão Braz Luiz de Pina (1832) 15º - Padre José Joaquim Pereira da Veiga (1833) 16º - Major João José do Couto (1834) 17º - Alferes Antônio José Pereira (1835) 18º - Tem - Cel. Francisco José Guimarães (1836) 19º - Professor José Inácio do Nascimento (1837) 20º - Alferes Antônio Manuel de Campos (1838) 21º - Tinoco Coelho Magalhães (1839) 22º - Alferes Manuel da Faria Albernaz (1840) 23º - Alferes Francisco Mendes Vieira (1841) 24º - Tenente Francisco da Costa Abrantes (1842) 25º - Alferes Martinho Coelho do Magalhães (1843) 26º - Alferes Francisco das Chagas Macedo (1844) 27º - Alferes Domingos Alves de Almeida (1845) 28º - Tenente Antônio Joaquim do Oliveira (1846) 29º - Alferes Bernardo do Souza Lobo (1847) 30º - Tenente Antônio Tomaz do Aquino (1848) 31º - Capitão Braz Luiz de Pina (1849) 32º - Capitão José Gomes de Siqueira (1850) 33º - Justino Candido Batista (1851) 34º - Alferes Braz Luiz de Pina (1852) 35º - Tenente Antônio Gomes de Siqueira (1853) 36º - Alferes José da Silva Carvalho (1854) 37º - Tenente Boaventura José de Oliveira (1855) 38° - Manuel da Costa Marques (1856) 39° - Alferes Domingos Gonçalves da Costa (1857) 40º - Capitão João Floriano Mendonça (1858) 41° - Tenente Antônio Gomes de Morais (1859) 42° - Alferes Luiz Manuel Moreira Farinha (1860) 43° - Capitão Luiz de Souza Lobo Fleury (1861) 44° - Tenente J. Gonzaga Jaime de Sá (1862) 45° - Capitão Manuel Barbo de Siqueira (1863) 46° - Capitão Roque José Pereira da Silva (1864) 47° - Professor João Bonifácio Sardinha de Siqueira (1865) 48° - Capitão Luiz de Souza Lobo Fleury (1866) 49° - Major Antônio Tomaz de Aquino Corrêa (1867) 50° - Timóteo Coelho de Magalhães (1868)

(1869/1918) 51º - Padre Antônio Tomaz de Aquino (1869) 52º - Joaquim Fleury de Sousa Lobo (1870) 53º - Modesto Pires da Penha (1871) 54º - Alferes Francisco Antônio Rodrigues Ferreira (1872) 55º - Bernardo Lobo de Sousa Fleury Júnior (1873) 56º - Alferes Francisco Antônio Rodrigues Ferreira (1874) 57º - Antônio Pereira da Veiga (1875) 58º - Joaquim Pereira Valle Júnior (1876) 59º - Capitão Joaquim Gomes Mendonça (1877) 60º - Padre Simeão Estelita Lopez Zedes (1878) 61º - Francisco de Assis Gomes (1879) 62º - Ten. - Cel. Bernardo Lobo de Sousa Fleury (1880) 63º - Antônio Bernardo Lobo Fleury (1881) 64º - Francisco de Assis Gomes (1882) 65º - Antônio Gomes de Sousa Lobo (1883) 66º - Braz Aristófanes de Pina (1884) 67º - Alferes Virgílio José do Nascimento (1885) 68º - José Nunes da Costa Santos (1886) 69º - Antônio Gomes de Sousa Lobo (1887) 70º - Alferes Joaquim Pereira Valle Junior (1888) 71º - Francisco Herculano de Pina (1889) 72º - Joaquim Fleury de Sousa Lobo (1890) 73º - Domingos Batista Ferreira (1891) 74º - Tenente João Gonzaga Jaime de Sá Júnior (1892) 75º - Manuel Moreira de Melo (1893) 76º - Comendador Manuel Batista de Siqueira (1894) 77º - José Lourenço Dias (1895) 78º - José Pereira Guimarães (1896) 79º - Pedro Batista Ferreira (1897) 80º - Joaquim Manuel da Paixão (1898) 81º - Manuel D’Assunção Bastos (1899) 82º - Romero Batista (1900) 83º - José Gutemberg (1901) 84º - Sebastião José de Siqueira (1902) 85º - Benedito D’Abadia Mendonça (1903) 86º - Bion Melchisédch de Siqueira (1904) 87º - Aristildes Hildebrando de Siqueira (1905) 88º - Antônio José da Veiga (1906) 89º - Luis de Araújo Goudinho (1907) 90º - Carlos D’Abadia Mendonça (1908) 91º - José Lourenço Dias (1909) 92º - José Lourenço Dias (1910) 93º - Gedeão de Siqueira (1911) 94º - Absalão Gonçalves Lopes (1912) 95º - Ermano Gomes da Silva (1913) 96º - Joaquim de Faria Lobo (1914) 97º - Benedito Nominato Gomes (1915) 98º - Francisco Raul Lobo (1916) 99º - Coronel Francisco José de Sá (1917) 100º - Antônio José da Veiga (1918)

(1919/1968) 101º - Cristóvão José da Veiga (1919) 102º - Sansão Mamedes Lopes (1920) 103º - Emílio de Carvalho (1921) 104º - Joaquim Mendonça (1922) 105º - Joaquim Propício de Pina (1923) 106º - Virgílio de Araújo Goudinho (1924) 107º - Horácio Alfredo de Sá (1925) 108º - Aquiles de Pina (1926) 109º - Aristel Jacinto da Silva (1927) 110º - Gastão Jaime de Siqueira (1928) 111º - João Luiz Pompeu de Pina (1929) 112º - Joaquim de Carvalho (1930) 113º - Homero Gomes da Silva (1931) 114º - Major Félix Jaime (1932) 115º - Coronel Francisco José de Sá (1933) 116º - Luis D’Abadia de Pina (1934) 117º - João Alves da Costa (1935) 118º - Braz Wilson Pompeu de Pina (1936) 119º - Coronel Francisco José de Sá (1937) 120º - Cinval de Carvalho (1938) 121º - Sansão Mamedes Lopes (1939) 122º - Jácome de Siqueira (1940) 123º - José Gomes da Rocha (1941) 124º - Braz Wilson Pompeu de Pina (1942) 125º - José Pereira Farinha (1943) 126º - José Antônio da Abadia (1944) 127º - Joaquim Basílio de Oliveira (1945) 128º - Ulisses Jaime (1946) 129º - José D’Abadia de Pina(1947) 130º - Dário Mendonça (1948) 131º - Dário Mendonça (1949) 132º - Oliveira da Veiga (1950) 133º - Francisco Arruda (1951) 134º - Pompeu Cristóvão de Pina (1952) 135º - Agostinho de Pina (1953) 136º - Salomão Afonso (1954) 137º - Sandoval da Veiga (1955) 138º - José Cristóvam Lobo (1956) 139º - Eloi Basílio de Oliveira (1957) 140º - Oliveira da Veiga (1958) 141º - Aguinaldo de Sá (1959) 142º - Aguinaldo de Sá (1960) 143º - Joaquim Carvalho (1961) 144º - Wildo Luiz Pompeu de Pina (1962) 145º - Ronaldo Jaime (1963) 146º - Sebastião Balduino (1964) 147º - Inácio Félix (1965) 148º - Mauro de Pina (1966) 149º - Abrão Luis Pereira (1967) 150º - Décio de Carvalho (1968)

(1969/2019) 151º - Geraldo D’Abadia de Pina (1969) 152º - Duílio Pompeu de Pina (1970) 153º - Alexandre Luiz Pompeu de Pina (1971) 154º - Clóvis de Oliveira (1972) 155º - José Inácio Gomes da Silva (1973) 156º - Balduino Pereira (1974) 157º - Benedito Néli Clapini (1975) 158º - Sonil Jacinto da Silva (1976) 159º - Antônio P. Gonçalves (1977) 160º - Lélio B. Figueiredo (1978) 161º - Manuel Inácio D’Abadia Aquino de Sá Filho (1979) 162º - Geraldo do Espírito Santo Lopes (1980) 163º - Benedito de Arruda (1981) 164º - Wesley Magalhães Batista (1982) 165º - Benedito da Luz (1983) 166º - Samuel Pompeu de Pina (1984) 167º - Antoni Wildes Peixoto (1985) 168º - Valdo Lúcio Cardoso (1986) 169º - Otávio Francisco de Morais (1987) 170º - Geraldo do Espírito Santo Lopes (1988) 171º - Carlos Hercílio de Campos Curado (1989) 172º - Joviano Sousa Moreira (1990) 173º - Wilno Luiz Pompeu de Pina (1991) 174º - Alvarino Zanelli (1992) 175º - Everton Jesus Tavares (1993) 176º - Leoni Mendonça Sobrinho (1994) 177º - Olímpio Jaime (1995) 178º - José Machado Neto (1996) 179º - Wagner de Jesus Canedo (1997) 180º - Wilson José Nogueira (1998) 181º - Arnaldo Peixoto de Oliveira (1999) 182º - Vicente Batista dos Santos (2000) 183º - Inácio Túlio de Oliveira (2001) 184º - Horácio Alfredo de Sá (2002) 185º - Luiz Pereira Gomes (2003) 186º - Raimundo José Miranda da Silva (2004) 187º - Joventino Nogueira Filho (2005) 188º - 2º Sgtº/PM Luiz Pereira da Silva (2006) 189º - Benedito Consuelo da Veiga (2007) 190º - Adão Rosa Pires (2008) 191º - Marcus de Siqueira (2009) 192º - Raimundo José Miranda da Silva (2010) 193º - Thales José Jaime (2011)