O Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC) é um museu com sede em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, que tem como fim fomentar a cultura na Galiza mediante a exibição, o deleite e o conhecimento das tendências e correntes da criação artística contemporânea.
A instituição thumb|Exposição de Jürgen Partenheimer no CGAC em 1999.|alt=|260x260px
O CGAC foi criado ao abrigo do artigo 27.19.º do Estatuto de Autonomia da Galiza e mediante o Decreto 308/1989. Foi inaugurado em 1993 com uma exposição antológica de Maruja Mallo e conta com programação estável desde 1995.
São objetivos e funções principais do CGAC: promover o conhecimento e o acesso do público à arte contemporânea; garantir a proteção, conservação e restauração das obras artísticas que o integram; exibir coleções para sua contemplação e estudo; desenvolver programas de exposições temporárias de arte contemporânea; fomentar o acesso dos visitantes às coleções; configurar um fundo bibliográfico e documental; desenvolver atividades didáticas relativas aos seus conteúdos; emitir pareceres técnicos que lhes sejam solicitados; promover a formação e o aperfeiçoamento de pessoal especializado em arte contemporânea; desenvolver programas de pesquisa, bem como elaborar e publicar catálogos e monografias; estabelecer relações de cooperação e colaboração com outras instituições; desenvolver ações conjuntas com outras entidades.
A coleção de arte contemporânea está composta pelos fundos da Junta da Galiza, destacando-se a inclusão de obras de artistas galegos em contínuo diálogo com a criação artística do restante do estado espanhol e do âmbito internacional.
Atualmente, a sua regulamentação está a cargo dos seguintes órgãos reitores: O patronato; A Direção do Centro; A gerência.
A Direção do Centro Galego de Arte Contemporânea foi exercida, desde a sua fundação, pelas seguintes pessoas: Antón Pulido Nóvoa; Gloria Moure Cao; Miguel Fernández-Cid Enríquez; Em 21 de novembro de 2005, a Conselharia de Cultura e Desporto da Junta da Galiza apresentou em entrevista coletiva o novo diretor do CGAC, responsabilidade outorgada a Manuel Olveira Paz.
O CGAC pertence à estrutura orgânica da Conselharia de Cultura e Desporto da Junta da Galiza. O seu horário de funcionamento é de terça-feira a domingo, das 11h às 20h, com entrada gratuita.
O edifício miniaturadaimagem|260x260px|O Centro Galego de Arte Contemporânea (esquerda) e o Museu do Povo Galego (direita).
O CGAC encontra-se no limite da cidade monumental de Santiago de Compostela, num espaço que partilha com o convento de São Domingos de Bonaval — onde se encontram o Panteão de Galegos Ilustres e o Museu do Povo Galego. A recuperação do parque de São Domingos, no espaço contíguo ao Centro, respeita a distribuição da antiga horta do convento, com a sequência de socalcos como solução para o aproveitamento do desnível do terreno para uso agrícola.
O edifício foi desenhado pelo arquiteto português Álvaro Siza Vieira (Matosinhos, 1933), vencedor do Prémio Pritzker em 1992, e veio contribuir para a valorização de uma parte de Santiago de Compostela que havia sido degradada quando se abriu a Rua Valle Inclán, facto que desarticulara o equilíbrio do conjunto histórico da zona.
A construção é respeitosa com o entorno e complementa os espaços arquitetónicos gerados pelas fachadas do convento e da Igreja de São Domingos de Bonaval, acrescentando, ao mesmo tempo, uma nova fachada à nova rua.
O interior organiza-se como um grande espaço contínuo, onde os jogos de volumes das salas, os pequenos detalhes escultóricos do terraço e a presença da luz exterior fazem do conjunto uma experiência que o visitante aprecia a cada passo. O edifício conta com várias salas de exposições permanentes e temporárias, oficinas, auditório, biblioteca, cafeteria de uso público e uma zona de escritórios destinada aos serviços administrativos do Centro.
Salienta-se a sala denominada «duplo espaço», situada entre o piso térreo e a planta de exposição permanente, o seu vestíbulo de receção e distribuição, bem como o terraço. Todos estes espaços surpreendem o visitante pela sua singularidade e pela forma como se vão conectando entre si, como num mágico labirinto.
Os materiais empregados na construção respeitam os elementos definidores da cidade de Santiago de Compostela: pedra e vidro nas fachadas, e mármore e madeira no interior. A adequação ao lugar e ao seu clima, em harmonia com o entorno, são as premissas desenvolvidas pelo arquiteto na conceção deste projeto.
Ligações externas
Centro Galego de Arte Contemporânea — Página oficial do CGAC. CGAC no portal Museos de Galicia — Xunta de Galicia. Entrevista com Manuel Olveira, diretor do CGAC
Categoria:Museus de arte da Espanha Categoria:Arquitetura civil de Santiago de Compostela Categoria:Museus da Galiza Categoria:Projetos arquitetónicos de Álvaro Siza Vieira Categoria:Museus fundados em 1993