A Ipomoea tricolor popularmente conhecida como Gloria da Manhã (Morning Glory) um nome com o qual são conhecidas muitas espécies de Ipomoeas, em especial as variedades da Ipomoea purpurea. É uma trepadeira anual da família das Convolvulaceas, uma planta bela e ornamental para sacadas, cercas e suportes em geral. De flores azuis rajadas com cinco pontas formando uma estrela de centro amarelo em cada flor, uma única planta pode crescer bastante e produzir muitas flores e sementes.
Composição bioquímica
Atualmente esta planta bastante difundida como ornamental, mais recentemente vem sido alvo de várias pesquisas científicas a respeito de seus componentes farmacológicos, dentre os descobertos estão vários alcaloides ergolínicos e Tricolorina A, um agente de alto potencial de aproveitamento na agricultura no campo da Alelopatia, já empregadas com sucesso em culturas de plantas C4.
É bastante difundida a informação que sementes desta planta possuem Ergina e que são utilizadas da mesma maneira da Argyreia nervosa. Supõem-se ainda que a presença de ergina em suas sementes é resultado da sintetização feita por um fungo. Segundo Meira et al. desde eu tricolor foram isoladas vários alcalóides ergolinicos além do dihydrolysegol, isolysergol mas somente da Ipomoea violacea L. (para os citados autores, uma outra espécie) a egine, erginine MEIRA, Marilena; SILVA, Eliezer Pereira da; DAVID, Jorge M and DAVID, Juceni P.. Review of the genus Ipomoea: traditional uses, chemistry and biological activities. Rev. bras. farmacogn. [online]. 2012, vol.22, n.3 [cited 2013-10-10], pp. 682-713 . Available from: PDF access on 10 Oct. 2013.
Uso tradicional A Ipomoea tricolor (Convolvulus tricolor) óriginária da Europa contém os mesmos alcalóides psicoativos que a Ipomoea violacea Shultes, Richard E.; Hofmann, Albert. Plantas de los Dioses: orígenes del uso de los alucinógenos. México, Fundo de Cultura Económica, 2010, e possivelmente era a planta utilizada na medicina Asteca, denominada como "Tlitliltzin", a palavra Nahuatl para "Negro", com um sufixo "reverencial", empregada em rituais de cura xamânica. Como dito alguns autores consideram a I. violácea e I. tricolor uma mesma planta Edley, J.P. Ipomoea violacea – Morning Glory Entheology Acesso out. 2013
O "Tlitliltzin" ou "Badoh Negro" (Ipomoea violacea), entre outras espécies, era também designado como "Ololiuqui" conforme relato de Shultes e Hofmann (o.c.) contudo o "Cóatl-xoxouhqui" (serpente verde) a principal planta cujas sementes são o "Ololiuqui" corresponde segundo esses autores à Turbina corymbosa.
Galeria variedades da Ipomoea tricolor
Ver também thumb|100px|Turbina ou Rivea corymbosa Ipomoea purpurea Ipomoea violacea Argyreia Nervosa Rivea corymbosa Ipomoea pes-caprae
Ligações externas
Ipomoea tricolor - Cav. Plants For A Future Acesso out. 2013 Russell, Alice B. - Ipomoea tricolor "Poisonous Plants of North Carolina" Acesso out. 2013 Notes on poisoning: Ipomoea tricolor Canadian Biodiversity Information Facility (CBIF) Acesso out. 2013 Marderosian, Ara H. Der. Nomenclatural History of the Morning Glory, Ipomoea violacea (L.). Taxon, Vol. 14, No. 7 (Sep., 1965), pp. 234–240 JSTOR On Line Acesso out. 2013
Categoria:Ipomoea