Los Pericos é uma popular banda argentina de reggae e ska fundada em 1986. Em 2006 havia superado a marca de dois milhões e meio de discos vendidos e alcançado quase 2.000 apresentações ao vivo. Foram nomeados embaixadores do reggae pela Jamaica.

História Primeiros anos A banda Los Pericos começa a tocar em 1986, como um grupo de amigos que se juntava para interpretar músicas que eles gostavam, no repertório havia canções de Toots & The Maytals, Bob Marley, Peter Tosh. Pouco depois de transformaram em uma promissora banda de reggae argentina.

Em 1988 lançam seu primeiro disco, Los Pericos. As vendas alcançam 180.000 cópias, convertendo-se no disco mais vendido daquele ano e outorgando-lhes o disco de platina triplo. As primeiras músicas de trabalho foram “El Ritual de la Banana”, “Jamaica Reggae” e “Nada que Perder”, essas canções escalam rapidamente o ranking de popularidade nas rádios e se convertem em verdadeiros clássicos. A música “El Ritual de la Banana” torna-se grande sucesso, fazendo com que o título do disco fosse alterado para o nome do hit. O álbum é lançado em toda a América Latina e a imprensa os define como grupo revelação de 1988. Na Argentina muitos jovens começam a conhecer e se interessar pelo cantor Bob Marley e pelo gênero musical de origem jamaicano.

Já em 1989 gravam King Kong, produzido por Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso), um disco que inclui temas como “Fronteras en América”, “Che Nena”, “Ocho Rios”, etc. Todos são massivamente executados em rádios, programas de televisão e espaços de entretenimento. Antes de gravar este disco Ale Perico sofre um acidente automobilístico e que em estado de coma, felizmente se recupera. Depois de gravar o referido álbum Ale decide deixar a banda. Nos anos 90 começam a chegar à Argentina bandas de importante trajetória internacional, o reggae se mostrar promissor para o empresários da música devido a grande capitação de seguidores e aficionados pelo ritmo. Assim chegam a Buenos Aires as atrações UB40, Eddy Grant, Jimmy Cliff e outros. Ainda em 1989, é lançado o álbum Maxi Anfitreu.

Em 1990 Los Pericos editam seu terceiro disco de estúdio Rab A Dab Stail. Daqui para frente começariam a fazer uma grande quantidade de shows no interior da Argentina, destacando-se as duas apresentações no estádio Luna Park de Buenos Aires. Se efetivaram mais de 400 apresentações ao longo dos anos 1990, 1991 e 1992 onde mais de 500.000 pessoas participaram, cantaram e dançaram as músicas da banda, fazendo Los Pericos a banda de maior performance do momento.

Em 1993 lançam seu quarto álbum, Big Yuyo. Neste trabalho Los Pericos mostram um som com identidade própria e contundente refletido através das canções, em temas como “Me Late”, “Waitin'”, “Hace Lo Que Quieras”, etc. A repercussão em toda a América Latina é uma clara evidência da qualidade do trabalho.

Envolvidos pelos shows, turnês e festivais o grupo Los Pericos lançam em 1994 o álbum Los Maxis, onde a canção “Eu Vi Chegar” os coloca mais uma vez no topo das paradas musicais. Em meados do ano a banda se apresenta no estádio do Vélez Sársfield ante um público de 50.000 em um recital conjunto com UB40 e Paralamas do Sucesso. Ainda nesse ano a banda é convidada para participar da sexta edição do International Festival Reggae Sunsplash que é realizado anualmente na Jamaica. Ali se reúnem aos grupos mais importantes e conhecidos do gênero a nível mundial. O público que presencia é, em sua grande maioria de jamaicanos, um público especialmente exigente com as bandas estrangeiras que interpretam o ritmo. Los Pericos, sendo a primeira banda hispânica, passam pelo difícil teste e se destacam pela qualidade da apresentação ao vivo, pela espontaneidade e pela energia transmitida desde o palco.

Jornalistas de prestígio internacional especializados no gênero musical, como John Lannert (Billboards Latin Affairs) e Peggy Quattro (The Reggae Report - USA), ou conhecedores do reggae como Papa Pilgrim (Reggae Ambassador Worldwide) encontraram no grupo Los Pericos a explicação da explosão do reggae na América do Sul.

Em 1994 voltam ao International Festival Reggae Sunsplash e são escolhidos para fazer o show de encerramento do festival, o World Beat Night. Ali Rita Marley os convida aos estúdios Tuff Gong Records, onde gravava Bob Marley. Esta aproximação ao berço do reggae abre as portas de uma constante visita de bandas de reggae à Argentina entre 1993 e 1994. O grupo Los Pericos, como bons anfitriões, dividem palco com Ziggy Marley & The Melody Makers em maio de 1993. Pouco depois foi realizada a primeira edição do International Festival Reggae Sunsplash em Buenos Aires. Ali ainda apresentaram-se Pablo Moses, Gregory Isaacs, Yellowman, Judy Mowatt, entre outros. Em maio de 1994 são convidados a participar da quinta Billboard Worldwide Latin Music Conference, em Miami.

Caminho ao sucesso

Em julho de 1994 o grupo Los Pericos retornam aos Estados Unidos para gravar as canções “Parate y Mira”, “Home Sweet Home”, “Runaway”, “Su Galn”, entre outras, que formam parte do seu quinto álbum de estúdio, Pampas Reggae (1994). Produzem o disco em dos dos estúdios mais importantes de Los Angeles, Corner Stone e Rusk Sound Studio.

Pouco depois realizam uma turnê pelos Estados Unidos, passando pelas cidades de Miami, Nova York, Los Angeles, Chicago e Boston. Com o lançamento de Pampas Reggae as turnês pela América Latina e as vendas do disco são cada vez mais ascendentes. Los Pericos se convertem na banda que mais vende disco e mais público atrai nos anos de 1993, 1994 e 1995 na Argentina, Chile e Venezuela. Durante este período realizam cerca de 200 apresentações anuais, abarcando todo o continente americano e a Espanha.

Em 1995 participam do disco Fuck You, em homenagem ao grupo Sumo, interpretando o clássico “El Ojo Blindado”. Dividem palco com artistas do porte de UB40 em Caracas (Venezuela) e no estádio do River Plate, em Buenos Aires, tocam ao lado de Steel Pulse. Outras importante parcerias no palco são com Big Mountain (Festival Viña del Mar ’95), Pet Shop Boys (Colômbia), Black Uhuru (São Paulo e Rio de Janeiro), Pato Banton (Miami), Sonic Youth, Paul Weller Beck, Babes in Toyland, Siniestro Total (no Pop Festival Espanha). A esta altura seus discos ultrapassam a marca de um milhão de cópias vendidas em todo o mundo. Seus vídeos chegaram aos primeiros postos dos rankings da rede MTV e suas apresentações no exterior foram televisionadas pela HBO, Direct TV e outros importantes canais televisivos do continente americano.

Nesse momento a banda edita seu sexto trabalho, Yerbabuena (1996), que foi lançado simultaneamente em toda a América Latina, Estados Unidos e Espanha. O vídeo de seu primeiro single, “Claiente”, ocupou o primeiro lugar do top 20 da rede de televisão MTV latina durante cinco semanas. Na Argentina alcançaram o disco de platina antes mesmo de sair à venda.

Em 8 de fevereiro de 1997 conseguem reunir mais de 100 mil pessoas em Buenos Aires, em uma atração que fazia parte do projeto Buenos Aires Vivo. No Chile as vendas de Yerbabuena superaram amplamente o disco de platina e em sua primeira apresentação em Santiago, no Estádio Nacional de Chile, são vistos por cerca de 60 mil espectadores. Similar acolhimento obtiveram na Venezuela e nos demais países da América do Sul. Na Espanha o single “Caliente” entrou diretamente entre os dez primeiros postos da rádio Los 40 Principales. O grupo passa a ser conhecido no Brasil através da música "Lourinha Bombril" dos Paralamas do Sucesso, versão brasileira para a música “Parate y Mira” do álbum Pampas Reggae. Ainda naquele ano foram convidados a participar pela segunda vez do festival de Viña del Mar onde confirmaram a popularidade da banda.

O alto nível musical e o reconhecimento internacional alcançado nos últimos anos fizeram com que o grupo fosse convidado a participar em diversos eventos de homenagem. Durante o mês de março de 1997 a banda Los Pericos juntamente com Stewart Coppeland gravaram a música “Darkness”, canção com a qual participaram do álbum tributo ao grupo The Police, um projeto de Miles Coppeland, ex-empresário do grupo inglês, encarregado na produção e seleção de músicos que participariam da homenagem. Entre os selecionados estão artistas alguns dos artistas mais destacados do gênero reggae, como Pato Banton, Aswad, Toots & The Maytals, Ziggy Marley, Chaka Demus & The Players, entre outros. Em abril do mesmo ano é editado na Argentina uma coletânea, Red Hot + Latin: Silencio = Muerte, em beneficio a luta contra o HIV. O grupo Los Pericos interpreta junto a Buju Banton o tema “I Wonna Be Loved”. No disco ainda participam David Byrne, Café Tacuba, Rubén Blades, Los Lobos, Fishbone, Los Fabulosos Cadillacs, Andrés Calamaro, La Ley, Aterciopelados e outros.

Ao longo do ano realizaram apresentações na Argentina, Brasil, Chile, Peru, Colômbia, México, Estados unidos e nas praias da Ilha Margarita (Venezuela) para mais de 150.000 pessoas. Nesse mesmo ano a banda filma no Chile o vídeo da terceira música de trabalho do disco Yerbabuena, “No Me Pares”. Dalí o grupo viaja para o Brasil para participar do Ruffles Reggae Festival nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, recebendo uma alta aceitação por parte do público que superou as expectativas. Ali dividiram palco com Black Uhuru, Maxi Priest, Shaggy e Pato Banton. No final do mês de maio realizaram uma turnê na Venezuela que começou na capital Caracas e se estendeu por todo interior do país.

Popularidade

Em 28 de dezembro de 1997, ante um público de mais de 120.000 pessoas, festejam seus dez anos de existência em um show gratuito ao ar livre, que contou com a participação e apoio do governo da cidade de Buenos Aires e a participação de músicos convidados, como Fito Paez, Zeta Bosio (Soda Stereo), Juanse (Ratones Paranoicos) e Los Auténticos Decadentes. Os distintos médios de comunicação e o público concordam que foi o melhor show ao vivo do ano.

Em 1998 iniciam uma série de apresentações pela América Central e novamente se apresentam na Ilha Margarita ante um público de 140.000 pessoas. Depois de voltar à Buenos Aires para definir com a EMI a produção do oitavo disco a banda excursiona pelo Peru e realizam quatro apresentações, três em Lima e uma em Cuzco. Em seguida se dirigiram à Caracas (Venezuela) onde se apresentaram no Festival Experiencia Roja diante da cifra recorde de 180.000 espectadores. Em meados de julho começam a gravação do próximo disco em um estúdio próprio, o Robledo Sound Machine. Novamente se dirigem à Caracas, mas desta vez em razão das festividades dos 50 anos da declaração universal dos direitos humanos, onde também estiveram Willy Colon, Rubén Blades e alguns artistas locais, evento organizado pela Anistia Internacional. O grupo segue com o trabalho e participa do Festival de la Ceverza Arequipeña, no Peru ante um público de 80.000 pessoas. Los depois retornam à Buenos Aires, onde se apresentam no encerramento do Buenos Aires No Duerme II.