Síndrome do choque tóxico é uma condição causada por toxinas bacterianas. Os sintomas incluem febre, erupções cutâneas, descamação da pele e baixa pressão arterial. Estes sintomas podem ser acompanhados de outros sintomas causados pela infeção subjacente específica, como mastite, osteomielite, fasceíte necrotizante ou pneumonia.
A síndrome do choque tóxico é geralmente causada por bactérias dos géneros Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus, embora possa também ser causada por outras. O mecanismo subjacente envolve a produção de superantígenos durante uma infeção por estreptococos invasiva ou uma infeção por estafilococos localizada. Entre os fatores de risco para o tipo estafilocócico estão a utilização de tampões muito absorventes e lesões na pele em crianças mais novas. O diagnóstico geralmente baseia-se nos sintomas.
O tratamento consiste na administração de soro, antibióticos, incisão e drenagem de eventuais abcessos e possivelmente imunoglobulina humana. Embora seja comum ser recomendada, há poucas evidências que apoiem a necessidade de rápida remoção cirúrgica do tecido infetado em casos estreptocócicos. Algumas orientações recomendam atrasar a remoção dos tecidos. Nos casos estreptocócico o risco de morte é de 50%, enquanto nos casos estafilocócicos é de 5%. A morte pode ocorrer no prazo de dois dias.
Nos Estados Unidos, a síndrome do choque tóxico estreptocócica ocorre em cerca de 3 em cada pessoas por ano, enquanto a estafilocócica ocorre em cerca de 0,5 em cada por ano. A síndrome é mais comum em países desenvolvidos. Foi descrita pela primeira vez em 1927. Devido à associação com os tampões muito absorventes, estes produtos têm sido retirados do mercado.
Sinais e sintomas Os sintomas incluem:http://wwwn.cdc.gov/nndss/script/casedef.aspx?CondYrID=869&DatePub=1/1/2011%2012:00:00%20AM Febre alta (mais de 39°C) Pressão sanguínea baixa (sistólica <90 mmHg) Vermelhidão, erupção difusa, branqueamento com descamação subsequente, especialmente das palmas e solas dos pés Envolvimento de três ou mais sistemas: Envolvimento gastrointestinal (vômito, diarreia) Hiperemia da membrana mucosa (vaginal, oral, conjuntival) Insuficiência renal Inflamação hepática (AST, ALT> 2x normal) Trombocitopenia (conta de plaquetas <100,000 / mm³) Envolvimento cerebral (confusão, dor de cabeça ou convulsão)
Causas A síndrome é causada pela resposta dos linfócitos T às toxinas produzidas pelas bactérias Gram-positivas Staphylococcus aureus ou Streptococcus de grupo A.
Nos primeiros casos identificados, a causa foi o acúmulo de sangue menstrual em absorventes internos por mais de um dia que utilizavam fibras sintéticas e produtos químicos que ampliavam sua absorção, facilitando a replicação do S. aureus. Atualmente os fabricantes voltaram a utilizar fibras de algodão e cessaram com o acréscimo desses produtos químicos. Atualmente o maior risco está em feridas de pele não esterilizadas adequadamente ou após cirurgia geral.http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/toxic-shock-syndrome/basics/definition/con-20021326
Tratamento
Após imediata hospitalização deve ser feita: Regulação da pressão arterial com soro fisiológico e corticosteroides Debridamento de necroses Terapia antibiótica de acordo com as vulnerabilidades dos cocos gram-positivos locais (as bactérias causadoras possuem diferentes resistências a antibióticos em cada região) Controle glicêmico Ventilação mecânica em caso de dificuldade para respirar Diálise em caso de insuficiência renal
O CDC americano aprova o uso de oritavancina, dalbavancina e tedizolid nesses casos.
Epidemiologia A incidência é de 15 a 52 casos em cada milhão de habitantes, na maior parte das vezes associado ao pós-cirúrgico. A mortalidade varia entre 30 e 70% dos casos. Desde de 1996 são raros os casos associados ao uso de tampões.http://emedicine.medscape.com/article/169177-overview#a0199
Ligações externas Síndrome do choque tóxico no Manual Merck
Categoria:Síndromes Categoria:Doenças bacterianas