thumb|right|350px|Exemplar de uma bombarda do início do
Bombarda é a designação coletiva das primeiras armas de fogo, que começaram a ser usadas entre o final do e o início do XIV (logo após a descoberta da pólvora pelos europeus), e é também o nome de uma peça de artilharia de tiro parabólico, de cano curto inicialmente construída com hastes de ferro forjado dispostas como aduelas e depois soldadas e reforçadas com aros de ferro que davam a forma cilíndrica ao soldar as bordas. Posteriormente passaram a ser fundidas em ferro e depois em bronze e outras ligas metálicas. Pode-se dizer que a bombarda foi a precursora do canhão e do morteiro.
Histórico thumb|right|350px|Bombarda de mão, antecessora das modernas armas de fogo portáveis.
A primeira vez que a palavra bombarda é encontrada em documentos italianos é em uma crônica de Brescia do ano 1311 por Bartolomeo da Ferrara e Giovanni Villani no artigo (Muratori, Rer. Ital. Script., XXIV, col. 722) usou a palavra bombarda referindo-se as armas de fogo que os ingleses colocaram em campo pela primeira vez na batalha de Crécy em 1346. Outras menções ocorreram, notadamente a "Cronica" de Graziani de 1364.
Projeto e utilização thumb|right|250px|Um exemplar de bombarda no Ordensburg Marienburg. thumb|right|250px|Dois modelos de bombardas usadas na Primeira Guerra Mundial.
A designação bombarda, que originalmente identificava um conjunto de armas, passou a ser associada a um tipo específico de arma de artilharia. As bombardas foram as primeiras armas de fogo, tanto as bombardas portáveis de 1365 quanto as bombardas de artilharia pesada, tinham o mesmo tipo de construção, mudando apenas a escala. A "munição", que no início chegou a ser flechas de ferro, logo passaram a ser bolas de chumbo, estanho ou bronze para armas menores e pedras para armas maiores.
Ao longo do tempo, a construção das bombardas evoluiu, e ela chegou a ser subdividida em partes para facilitar o transporte. Essas partes eram rosqueadas e/ou aparafusadas umas nas outras. As bombardas de menor porte eram transportadas nos ombros, e as maiores, passaram a ser transportadas por carroças. As bombardas portáteis eram de antecarga (carregadas pelo cano), enquanto as de grande porte eram de retrocarga (carregadas pela culatra). As bombardas portáveis deveriam ser utilizadas e transportadas por um só combatente; porém, assim como o arcabuz, não se podia mirar para baixo (pois a munição rolava para fora da arma), e serviram de inspiração para o surgimento do arcabuz no início do , cujo mecanismo de ignição estava mais próximo ao de uma espingarda moderna que ao de um canhão.
A pólvora geralmente usada, tinha a fórmula 4:1:1 (salitre:enxofre:carvão); mais tarde, uma pólvora mais potente passou a ser usada (6:1:1) e um gancho de ferro incandescente era usado como "gatilho", o que tornou necessário manter um fogão com brasas perto das bombardas; mas esse inconveniente grave foi posteriormente eliminado com a adoção do rastilho. Ainda assim, o processo de carregamento das bombardas de grande porte era bastante complicado.
As bombardas atingiram dimensões enormes, ao ponto de em 1478 existir uma com um cano de 14.000 libras e um peso total de 25.000 libras (8.435 kg.), e disparava artefatos de pedra de cerca de 375 libras (170 kg.). Daí por diante as bombardas precisaram ser fixadas em bases sólidas. Durante a Primeira Guerra Mundial, o uso das bombardas evoluiu e se expandiu por todos os exércitos beligerantes. Ao final desse processo, as bombardas haviam se tornado armas de infantaria transportadas em carroças.
Ver também Canhão Morteiro Artilharia Infantaria Boca de fogo Bombarda 58 A Lista dos maiores canhões por calibre
Ligações externas
The ballistic performance of the bombard Mons Meg The “Faule Magd” bombard of Dresden
Categoria:Canhões Categoria:Morteiros Categoria:Renascimento Categoria:Artilharia medieval Categoria:Artilharia de cerco