Tigranes II (; ; ), chamado o Grande (; ; ), foi um príncipe da dinastia artaxíada que reinou como rei da Armênia de 95 a . Sob o seu controle, o país se tornou por um curto tempo, o Estado mais poderoso do leste romano.Tigranes II The Great. (2007). Encyclopedia Britannica. Acesso 20 de abril, 2007, da Encyclopedia Britannica Online: Tigranes nasceu por volta de e foi filho ou sobrinho de Artavasdes I ou Tigranes I.Manaseryan, R. Տիգրան Բ (Tigran II). Soviet Armenian Encyclopedia, vol. xi. Erevã, Armenian SSR, 1985, 687-698
Nome
Tigranes (; , Tigránēs) é a forma latina e grega surgida do persa antigo *Tigrana (*Tigrāna) e do acadiano Tigranu (, Tīgranu). Hračʻya Ačaṙyan propôs que derivou por haplologia de *tigrarāna, supostamente significando "lutar com flechas" (cf. o persa antigo , tigrām, “pontiagudo”, acusativo singular feminino), que Ačaṙyan entendeu que derivou do avéstico (tiγra, "flecha") e sânscrito (tigmá, "pontiagudo") e do avéstico (rə̄na, "batalha, luta") e sânscrito (raṇa, "batalha")). Ele também comparou o grego antigo Tigrapates (, Tigrapátēs, literalmente “mestre das flechas”) e, para a haplologia, o nome avéstico (vīrāz) de *vīra-rāz-. J̌ahukyan considerou a explicação improvável. É mais provável que decorra do iraniano antigo Tigrana (*Tigrāna-), uma formação patronímica com o sufixo *-āna- do nome *Tigra (*Tigrā-; lit. “delgado”), refletido no elamita Tigra (, Tīgra) e acadiano Tigra (, Tīgraʾ), da palavra discutida acima para "pontiagudo". O nome foi tardiamente registrado em armênio como Tigrã (, Tigran).
Ascensão e Declínio
thumb|Império de Tigranes, o Grande
Durante sua infância, Tigranes foi entregue como refém a Mitrídates II da Pártia. Quando assumiu o trono armênio, aproveitou-se das Guerra Social (91–88 a.C.) bem como da subsequente Guerra civil Romana tanto quanto das disputas internas partas durante o reinado de para expandir seu território sobre Estados clientes das duas grandes potências, tal como a CapadóciaGarsoïan, Nina (2005). "Tigran II". Encyclopaedia Iranica.. Também conquistou territórios pertencentes ao Império Selêucida que se encontrava em meio a conflitos internos. Os limites territoriais armênios atingirem seu ponto máximo e Tigranes proclamou-se rei dos reis. Aliou-se com Mitrídates VI do Ponto, casando-se com sua filha Cleópatra (filha de Mitrídates VI do Ponto).
Quando seu sogro sofreu seguidas derrotas para Lúculo na Terceira Guerra Mitridática, recebeu-o em sua corte, acabando por irritar os romanos. Vale notar que nesse momento encontrava-se em campanha militar no sul, próximo ao Antigo Egito. De volta ao seu império, recusou-se a entregá-lo, entrando em combate tanto com tropas de Lúculo quanto, posteriormente, de Pompeu. Sofreu derrotas estrondosas frente aos dois, inclusive em situações em que possuía grande vantagem numérica como na Batalha de Tigranocerta na qual supostamente teria dito ao ver as forças romanas: "Se são embaixadores, são muitos. Se são soldados, são poucos"Plutarco. Vidas paralelas.. Após sua derrota final frente a Pompeu, recebeu permissão para permanecer com seu reino na condição de torna-lo um Estado-tampão cliente de Roma, perca territorial de locais conquistados e o pagamento de uma vultuosa multaScullard, H.H. (1959). From the Gracchi to Nero: A History of Rome from 133 B.C. to A.D. 68. New York: F.A. Praeger.. Governou nessas condições até a sua morte.
Bibliografia
Categoria:Reis artáxidas da Armênia Categoria:Armênios do século I a.C.