direita|thumb|250px|Bode Miller na prova de slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 O slalom gigante, ou abreviadamente gigante, é uma das disciplinas do esqui alpino e do snowboard. Trata-se de uma prova contra-relógio na qual os esquiadores e snowboarders têm de passar através de uma série de pórticos ("portas") dispostos pelo traçado.

A distância entre os pórticos no slalom gigante é maior do que no slalom especial e menor do que no super-G. Quanto maior forem as distâncias entre os pórticos , maior é o raio das curvas, aumentando a velocidade média dos esquiadores.

Tipicamente uma prova de slalom gigante é feita em duas mangas ou mãos, ou seja, em duas corridas separadas, e é vencedor o esquiador e snowboarder que tenha realizado o menor tempo somado das duas provas, sem ter falhado a passagem por nenhuma porta. Nas competições de títulos mundiais (WC) chegam habitualmente à segunda prova apenas os melhores 30 classificados da primeira. A ordem de partida da segunda prova é a inversa da classificação provisória da primeira, ou seja, o primeiro a partir é o 30º classificado.

Circuito alt=A Atleta Lotte Smiseth em 2011.|miniaturadaimagem|A atleta Lotte Smiseth em 2011. O desnível vertical de um percurso de slalom gigante deve ser de 250 a 450 m (820 a 1.480 pés) para homens e de 250 a 400 m (820 a 1.310 pés) para mulheres. O número de porticos nesta prova é de 56 a 70 para homens e de 46 a 58 para mulheres. O número de mudanças de direção em um percurso de slalom gigante corresponde a 11 a 15% do desnível vertical do percurso em metros, e a 13 a 18% para crianças. Por exemplo, um percurso com um desnível vertical de 300 m (984 pés) teria de 33 a 45 mudanças de direção para uma prova de adultos.

Velocidade Embora o slalom gigante não seja a prova mais rápida do esqui, em média um esquiador bem treinado pode atingir velocidades médias de 80 km/h.

Equipamento alt=esquis de slalom gigante e slalom.|miniaturadaimagem|Acima: esquis de Slalom Gigante. Abaixo: esquis de slalom especial. Os esquis de slalom gigante são mais curtos do que os esquis de super-G e de descida livre, e mais compridos do que os esquis de slalom.

Na tentativa de aumentar a segurança para a temporada de 2003-2004, a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) aumentou o raio mínimo de curvatura lateral para esquis de slalom gigante para 21 m (69 pés) e, pela primeira vez, impôs comprimentos mínimos de esqui para slalom gigante: 185 cm (72,8 polegadas) para homens e 180 cm (70,9 polegadas) para mulheres. Uma altura máxima de apoio (a distância da neve até a sola da bota) de 55 mm (2,17 polegadas) também foi estabelecida para todas as modalidades.

Em maio de 2006, a FIS anunciou novas alterações nas regras que regem os equipamentos. A partir da temporada 2007–2008, o raio mínimo para esquis de slalom gigante foi aumentado para 27 m (89 pés) para homens e 23 m (75 pés) para mulheres. Além disso, a largura mínima do esqui na cintura foi aumentada de 60 para 65 mm (2,36 para 2,56 polegadas), e a altura máxima de apoio para todas as disciplinas foi reduzida para 50 mm (1,97 polegadas).

De acordo com as Especificações de Equipamentos para Competições de Alpino, elaborado pela Federação Internacional de Esqui para a temporada 2024–2025, as especificações para os esquis de Slalom Gigante da Copa do Mundo FIS são as seguintes: o raio de curvatura lateral mínimo é de 30 m (98 pés) para homens e mulheres, e os comprimentos mínimos dos esquis são de 188 cm (74 pol.) para mulheres e 193 cm (75,9 pol.) para homens.

História O slalom gigante foi introduzido pela Federação Internacional de Esqui (FIS) na década de 1950 e faz parte do programa dos Jogos Olímpicos de Inverno desde 1952 no Esqui, já no snowboarding foi introduzido apenas em 1998. A Taça do Mundo de slalom gigante (no esqui) realiza-se desde a época 1966/1967, quando a FIS criou o circuito da Taça do Mundo de esqui alpino.

Dia 14 de fevereiro, Lucas Pinheiro Braathen (atleta brasilo-norueguês), sagrou-se campeão de slalom gigante masculino nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, tornando-se o primeiro brasileiro e latino-americano da história a ganhar uma medalha nos Jogos de Inverno.

Ver também Descida livre Super-G

Categoria:Esqui alpino