Cneu Servílio Gêmino (data de nascimento desconhecida — 02 de agosto de 216 a.C.; ) foi um político da gente Servília da República Romana eleito cônsul em 217 a.C. com Caio Flamínio Nepos. Era filho de Públio Servílio Gêmino, cônsul em 252 e 248 a.C..
Segunda Guerra Púnica
thumb|direita|upright=0.75|Mapa da antiga costa africana de Cartago (moderna Tunísia). No canto inferior direito, Meninx é a ilha maior, ao sul, e Cercina, um pouco mais ao norte, é a ilha de frente para a costa de Sfax. Ambas foram atacadas por Cneu Servílio e sua frota em 217 a.C.. Consulado (217 a.C.) Cneu foi eleito cônsul em 217 a.C., o segundo ano da Segunda Guerra Púnica, juntamente com Caio Flamínio Nepos.Políbio III, 106, 2. No outono anterior, Aníbal, tendo cruzado os Alpes, chegou até a planície Padana e já havia derrotado os cônsules Públio Cornélio Cipião (pai de Cipião, o Africano) na Batalha de Ticino e Tibério Semprônio Longo na Batalha de Trébia.Políbio III, 65-74.
No começo de março, iniciaram as operações militares contra Aníbal, partindo da cidade de Arímino.Políbio III, 77, 1-2. Logo depois da desastrosa derrota derrota na Batalha do Lago Trasimeno, na qual morreu Caio Flamínio,Políbio III, 83-84. entregou o comando das operações militares na Itália ao ditador Fábio Máximo e assumiu o comando da frota romana que defendia as províncias da Sicília e Sardenha e Córsega.Políbio III, 96, 8-14. Marco Atílio Régulo foi nomeado cônsul sufecto para substituir Flamínio e ele também serviu no exército de Fábio Máximo.
Servílio navegou com uma frota de 120 barcos pelas costas da Sardenha e Córsega caçando navios cartagineses e, depois de ter feito reféns por toda parte, cruzou para o norte da África. No caminho, arrasou a ilha de Meninx e Cercina só se salvou depois de pagar dez talentos de ouro de seus habitantes. Depois de desembarcar em território cartaginês, suas tropas passaram a saquear sistematicamente a região, mas, por descuido e por causa de informações incompletas que receberam, os romanos acabaram pegos de surpresa e foram forçados a recuar. Cerca de mil soldados foram mortos e os restantes navegaram para a Sicília, onde a frota foi colocada sob o comando de Públio Sura, que recebeu ordens de levá-la a Roma. O próprio Cneu Servílio viajou a pé, atravessando a Sicília, e, depois de ser convocado pelo ditador Fábio Máximo, cruzou o estreito de Messina e retornou para a Itália.
Em novembro, terminada a ditadura, Cneu recebeu novamente o comando das forças romanas, mas não empreendeu nenhuma operação de relevo.
Procônsulado (216 a.C.) No ano seguinte, tanto ele quanto Régulo receberam poderes proconsulares. Cneu enfrentou o exército cartaginês em diversas escaramuças e ajudou no alistamento de novas tropas comandado pelo cônsul Lúcio Emílio Paulo.Políbio III, 106, 4-11. Comandou o centro da linha romana que enfrentou as forças de Aníbal na Batalha de Canas e foi morto em combate.
Árvore genealógica
Ver também
Bibliografia Fontes primárias
Fontes secundárias
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Comandantes da Segunda Guerra Púnica Categoria:Romanos antigos mortos em combate Categoria:Procônsules da África Categoria:Almirantes romanos Categoria:Servilii