A temporada de furacões no Pacífico de 2006 ou estação de furacões no Pacífico de 2006 ou ainda época de furacões no Pacífico de 2006 foi um evento anual no ciclo de formação de ciclones tropicais. A temporada começou oficialmente em 15 de Maio de 2006 no Pacífico nordeste e em 1º de Junho no Pacífico centro-norte. Em ambas as regiões, a temporada terminou em 1º de Novembro de 2006. Estas datas delimitam convencionalmente o período de cada ano quando a maioria dos ciclones tropicais forma-se na bacia do Oceano Pacífico nordeste e centro-norte. __TOC__

Previsões para a temporada +Previsões para a atividade tropical para a temporada de 2006 para o Pacífico nordesteFonteDataTempestadesnomeadasFuracõesGrandesfuracõesNOAAMédia15,38,84,2NOAA22 de Maio de 200612 – 166 – 81 – 3Atividade final18105 Em 22 de Maio de 2006, a NOAA liberou suas previsões para as temporadas de furacões no Atlântico, Pacífico nordeste e Pacífico centro-norte em 2006. Eles previram uma atividade abaixo da média para o Pacífico nordeste, com 12 a 16 tempestades nomeadas, sendo que 6 a 8 destes se tornariam furacões e 1 a 3 destes tornando-se grandes furacões. Também foi previsto uma atividade abaixo da média para a bacia do pacífico central, sendo que apenas dois ou três ciclones tropicais eram esperados a se formarem ou cruzar a área. Eles não esperavam que o El Niño nem a La Niña afetassem as condições significativamente.

Sistemas Tempestade tropical Aletta

Uma área de distúrbios meteorológicos localizada a sul-sudoeste do porto mexicano de Acapulco, Guerrero, foi detectado inicialmente em 23 de Maio, somente oito dias após o começo oficial da temporada. O sistema ganhou gradualmente organização e foi classificado como uma depressão tropical no começo da madrugada de 27 de maio. A depressão tornou-se uma tempestade tropical depois, naquela manhã, o primeiro sistema a se formar em 2006 no Hemisfério Ocidental. Ciclones tropicais nomeados formados em Maio não são eventos frequentes, mas Aletta marcou a temporada de furacões no Pacífico de 2006 como sendo a sétima temporada consecutiva a ter tempestades nomeadas em Maio.

No mesmo dia, Aletta se fortaleceu para uma tempestade tropical com ventos máximos constantes de 75 km/h enquanto movia-se em direção à costa de Guerrero no sudoeste do México. O governo mexicano foi forçado a emitir alertas de tempestade tropical entre Punta Maldonado e Zihuatanejo. Aletta ficou estacionário próximo à costa de Guerrero e Oaxaca, mas depois começou a seguir para oeste e enfraqueceu-se em 29 de Maio. Aletta continuou a se enfraquecer até a sua dissipação em 31 de Maio.

Apesar do centro de Aletta não ter atingido a costa, suas bandas externas de tempestade causaram chuvas fortes, que alcançou 100,2 mm em Jacatepec, Oaxaca, em 30 de Maio e 96,0 mm em La Calera, Guerrero, no dia seguinte. Não houve, no entanto, relatos de danos, enchentes, mortos ou feridos em associação a Aletta.

Depressão tropical Dois-E

Em 1º de Junho, uma área de distúrbios meteorológicos formou-se perto da mesma área em que Aletta tinha se formado. Fortes ventos de cisalhamento causaram a lenta intensificação do sistema. No entanto, a área ganhou áreas de convecção e organização suficientes para ser classificado como uma depressão tropical em 3 de Junho. A depressão fortaleceu-se, alcançando a força próxima a uma tempestade tropical assim que se aproximava da costa sudoeste do México; no entanto, os ventos de cisalhamento persistiram sobre o sistema e a depressão se enfraqueceu antes de se dissipar em 4 de Junho.

Apesar da depressão nunca ter se fortalecido para uma tempestade nomeada, ele causou chuvas fortes, sendo que em Acapulco, a precipitação acumulada chegou a 250–300 mm como resultado da depressão. Deslizamentos de terra e enchentes ocorreram em associação a 2-E.Tropical Weather Summary A máxima precipitação acumulada estimada produzida pela depressão tropical Dois-E foi 660 mm em 4 de Junho.http://www.nhc.noaa.gov/archive/text/STDWCA/STDWCA.200606040935.txt

Furacão Bud

Depois de um mês de inatividade tropical, um distúrbio tropical no Pacífico nordeste próximo à Península da Baixa Califórnia começou a se intensificar e foi designado como a depressão tropical Três-E em 10 de Julho enquanto estava localizado a 1.200 km ao sul do extremo sul da Península de Baixa Califórnia e começou a se afastar da costa mexicana. Em 11 de Julho, somente seis horas depois do primeiro aviso, a depressão se fortaleceu para a tempestade tropical Bud. Depois disso, Bud começou a sofrer rápida intensificação sob condições favoráveis. Bud desenvolveu um olho na tarde de 11 de Julho e foi designado como um furacão num aviso especial no final daquela tarde. Bud continuou a se intensificar e tornou-se um grande furacão no final de 12 de Julho. Em 13 de Julho, Bud alcançou o pico de intensidade com ventos constantes de 205 km/h. e uma pressão atmosférica mínima central de 953 como um forte furacão de categoria 3. Então, Bud começou a se enfraquecer rapidamente assim que se movia sobre águas muito mais frias, perdendo toda as suas áreas de convecção e enfraquecendo-se para uma tempestade tropical em 14 de Julho e depois se enfraquecendo para uma depressão tropical em 15 de Julho. A depressão continuou a perder suas áreas de convecção e degenerou-se para uma área de baixa pressão remanescente naquele dia, sem nunca ter ameaçado a costa.

Furacão Carlotta

No final de 11 de julho, uma nova depressão tropical formou-se a cerca de 400 km a sudoeste do estado mexicano de Guerrero. A depressão fortaleceu-se rapidamente e seis horas depois foi classificado como uma tempestade tropical, recebendo o nome de Carlotta. A tempestade continuou a se intensificar e tornou-se um furacão 24 depois. No entanto, o sistema encontrou condições desfavoráveis e águas mais frias e enfraqueceu-se para uma tempestade tropical durante a tarde de 14 de julho. No entanto, Caroltta conseguiu ganhar novamente algumas áreas de convecção e se fortaleceu novamente para um furacão no final daquela noite, somente se enfraquecendo novamente numa tempestade tropical na manhã seguinte. O sistema continuou a se enfraquecer e foi "rebaixado" para uma depressão tropical na manhã de 16 de Julho. Carlotta degenerou-se numa área de baixa pressão não convectiva depois naquela noite.

Furacão Daniel

Em 16 de Julho, uma perturbação tropical formou-se a uma distância considerável ao sul da Península da Baixa Califórnia e rapidamente intensificou quanto à atividade convectiva e organização. O NHC classificou-o como uma depressão tropical naquela noite (17 de Julho UTC). A depressão continuou a se organizar e foi classificado como uma tempestade tropical no dia seguinte. A tempestade continuou a se intensificar e foi declarada como um furacão em 18 de Julho. No começo da madrugada de 20 de Julho, o furacão Daniel sofreu rápida intensificação e alcançou a força de um grande furacão (Categoria 3) e depois ainda foi classificado como um furacão de categoria 4. Depois de vários ciclos repetidos de substituição da parede do olho, Daniel tornou-se, depois, um furacão anular, permitindo-o a manter a força de um furacão de categoria 4 por mais tempo do que se fosse um furacão normal.

Daniel adentrou a área da bacia do pacífico centro-norte no começo de 24 de Julho e foi previsto afetar o Havaí como uma tempestade tropical. No entanto, Daniel encontrou fracas correntes de ar em mar aberto, causando-o a ter um deslocamento muito lento. Daniel rapidamente degenerou-se para uma depressão tropical em 25 de Julho e o CPHC emitiu seu último aviso em 26 de Julho enquanto a tempestade ainda estava bem ao leste do Havaí.

Tempestade tropical Emilia

Uma depressão tropical formou-se em 21 de Julho de uma área de distúrbios meteorológicos a cerca de 610 km a sul-sudoeste de Acapulco e tornou-se a tempestade tropical Emília em 22 de Julho. Alertas de tempestade tropical foram emitidos para a costa mexicana logo depois devido à incerteza em sua trajetória, mas foram descontinuados depois que a tempestade seguiu para noroeste, afastando-se da costa mexicana. Depois, Emilia aproximou-se da Península da Baixa Califórnia e trouxe ventos de tempestade tropical para o extremo sul e para a costa oeste da península antes de Emilia seguir para noroeste a rapidamente se enfraquecer.

Foi previsto que Emilia alcançasse a força de um furacão de categoria 1 ou 2 em 24 ou 25 de Julho, mas devido às condições hostis, Emilia não ganhou a força de um furacão. No entanto, o sistema alcançou o pico de intensidade com ventos constantes de 100 km/h e começou a formar uma parede do olho no exato momento de seu pico de intensidade.

Tempestade tropical Fabio

Uma área de baixa pressão seguiu para oeste sobre o mar aberto no Pacífico na última semana de Julho. O sistema desenvolveu gradualmente organização e tornou-se uma depressão tropical na tarde de 31 de Julho. O sistema continuou a se organizar e foi designado como a tempestade tropical Fabio seis horas depois. A tempestade moveu-se para oeste sobre águas abertas e não se fortaleceu significativamente devido aos fortes ventos de cisalhamento. Fabio enfraqueceu-se para uma depressão tropical em 2 de Agosto e degenerou-se para uma área de baixa pressão remanescente em 3 de Agosto.

Tempestade tropical Gilma

A depressão tropical Oito-E formou-se próximo à costa da América Central no final de 31 de Julho e fortaleceu-se lentamente para uma tempestade tropical em 1º de Agosto. Gilma encontrou áreas de ventos de cisalhamento e ar seco e enfraqueceu-se para uma depressão tropical no dia seguinte, dissipando-se em 3 de Agosto.

Furacão Hector

O furacão Hector originou-se de uma onda tropical que deixou a costa ocidental da África em 31 de Julho. A onda era pouco definida enquanto atravessava o Oceano Atlântico, mas tornou-se mais ativo assim que entrou no Mar do Caribe. Em 10 de Agosto, a onda cruzou a América Central e entrou na bacia do Pacífico nordeste. A atividade de temporais e trovoadas dentro da onda começou a aumentar, fortalecendo a onda numa área de baixa pressão em 13 de Agosto. As classificações Dvorak começaram em 15 de Agosto assim que o sistema ficou mais convectivo. o sistema de baixa pressão foi designado como a depressão tropical Nove-E no mesmo dia.

A depressão tropical Nove-E moveu-se para oeste-noroeste ao sul de uma crista de médios níveis. A depressão fortaleceu-se rapidamente para na tempestade tropical Hector em 16 de Agosto. Os ventos de cisalhamento eram moderados na área, mas Hector foi capaz de se fortalecer num furacão em 17 de Agosto. Assim que Hector continuava a seguir para oeste-noroeste, o sistema se fortaleceu mais. Hector alcançou o pico de intensidade com ventos constantes de 175 km/h em 18 de Agosto às 06:00 UTC. Hector manteve a força de um furacão de categoria dois por cerca de 24 horas, encontrando águas mais frias logo depois. Junto com os ventos de cisalhamento, as temperaturas mais baixas da superfície do mar causaram o enfraquecimento de Hector. Hector enfraqueceu-se numa tempestade tropical em 20 de Agosto assim que as áreas de convecção ficaram limitadas ao quadrante nordeste da tempestade.

Os ventos de cisalhamento não eram suficientemente fortes para enfraquecer o ciclone totalmente e assim, Hector manteve ventos constantes de 80 km/h por cerca de 24 horas. Hector enfraqueceu-se numa depressão tropical em 23 de Agosto e degenerou-se numa área de baixa pressão remanescente seis horas depois. Hector continuou a seguir para oeste, entrando na bacia do Pacífico central e dissipando-se em 24 de Agosto perto do Havaí.

Furacão Ioke