Maria Fernanda Botelho de Faria (Porto, 1 de dezembro de 1926 - Lisboa, 11 de dezembro de 2007) foi uma escritora e tradutora portuguesa.

Biografia Era parente afastada do escritor Camilo Castelo Branco e sobrinha-neta de Abel Botelho. Estudou Filologia Clássica nas Universidades de Coimbra e Lisboa, viria a fixar-se em Lisboa para ocupar a direção do departamento belga de turismo entre 1973 e 1983.

Foi co-fundadora da revista Távola Redonda, tendo ainda colaborado ainda em outras publicações periódicas, como as revistas Europa, Panorama, Tempo Presente, Graal e o jornal Diário de Notícias. Foi colaboradora do programa Convergências da RTP. Em termos literários deu início à sua carreira literária com o livro Coordenadas Líricas (1951).

Viveu na Vermelha, concelho de Cadaval, onde se pretende construir uma casa-museu dedicada à sua vida e obra.

A Câmara Municipal de Lisboa prestou uma homenagem póstuma à escritora através da transladação das suas ossadas para o Cemitério dos Prazeres e atribuindo o seu nome a um arruamento transversal à Estrada de Benfica.Franco, Ana (2019). Património literário em contexto museológico : estudo de caso : Casa-Museu Fernanda Botelho, Mestrado em Arte, Património e Teoria do Restauro, Universidade de LisboaToponímia de Lisboa

A 4 de fevereiro de 1989, foi agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

Em 1990, deixou a cidade de Lisboa e mudou-se para a Vermelha, Cadaval. Atualmente a sua casa é a Casa-Museu Fernanda Botelho.

Obras Coordenadas Líricas (1951, poemas) O Enigma das Sete Alíneas (1956) O Ângulo Raso (1957) Calendário Privado (1958) A Gata e a Fábula (1960) Xerazade e os outros (1964) Terra sem Música (1969) Lourenço É Nome de Jogral (1971) Esta Noite Sonhei com Brughel (1987) Festa em Casa de Flores (1990) As contadoras de histórias (1998) Gritos da Minha Dança (2003)

Crítica Sobre o estilo o escritor Urbano Tavares Rodrigues disse que «que é de um rigor, de uma originalidade tais que a troca de uma simples palavra na maioria das suas frases apagaria intenções. Esse estilo acutilante, irónico, pessoalíssimo, todo ele nervo e criação, bastaria para impor decisivamente Fernanda Botelho».

O poeta Jorge de Sena afirmou: que a sua escrita era "[...] árida, sarcástica, anti-lirica [...] vivendo a sua lucidez na desagregação e pela desagregação de uma desassombrada e cínica visão que usa insolitamente as palavras e os símbolos."

Prémios e homenagens 1961 - Prémio Castelo Branco, graças à obra Gata e a Fábula 1995 - Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística com Dramaticamente vestida de negro Grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito Grau da Ordem de Leopoldo I (Bélgica) Medalha de Tradução pela Direção-Geral das Relações Culturais de Itália

Ligações externas Informações sobre Fernanda Botelho Notícia da morte da escritora no jornal Público Leitur@ Gulbenkian "Fernanda Botelho" Programa Vultos da Cultura Portuguesa, RTP - Episódio sobre Fernanda Botelho (1989)

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