Dendropsophus giesleri é uma espécie de anfíbio da família Hylidae.

É endêmica do Brasil, ocorrendo em baixadas da Floresta Atlântica costeira nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.Sergio Potsch de Carvalho-e-Silva, Ana Maria Telles (2004). «Dendropsophus giesleri». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2004: e.T55488A11306314. doi:10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T55488A11306314.en[livremente]. Consultado em 17 de novembro de 2021

Está ameaçada por perda de habitat.

Histórico taxonômico O histórico taxonômico da espécie revela que D. giesleri foi inicialmente tratada como sinônimo de D. microps (na época Hyla microps), mas posteriormente reconhecida como distinta. Heyer, em 1980, retira o táxon da sinonímia de Hyla microps (atual Dendropsophus microps), onde havia sido incluído por Mertens, em 1967 e Lutz, em 1973.

A espécie foi posteriormente incluída no grupo Dendropsophus parviceps (grupo D. parviceps e não espécie D. parviceps) por Faivovich e colaboradores em 2005 e, mais recentemente, no clado Dendropsophus microps (novamente, clado D. microps e não espécie D. microps) por Whitcher e colaboradores em 2025. Com status taxônomico melhor esclarecido, informações sobre a história natural de D. giesleri (desenvolvimento, biologia reprodutiva, ecologia e etologia) foram obtidos e registrados por Abrunhosa (2003), Pezzuti e colaboradores (2021) e Perrotta e colaboradores (2026).

História natural Existem poucas informações disponíveis sobre a sua história natural, tornando escasso o conhecimento sobre sua etologia e ecologia. Machos formam coro ao longo da estação úmida, especialmente em novembro e dezembro (2002 como ano de referência), com o coro podendo se estender até entre 3:00h e 5:00h. Ao longo da noite, a atividade de vocalização de D. giesleri se inicia por volta das 17:00h, tendo sido observada uma concentração de coros de 18:00 às 20:00h.

Os dois microhabitats com maior atividade observados em estudos foram formados por gramíneas ou por herbáceas e arbustos, respectivamente. A altura mediana dos poleiros de vocalização é de 40 cm, onde vocalizam sempre de maneira exposta. Aparentemente, fêmeas mais pesadas amplexam com machos relativamente mais pesados.

A espécie possui o comportamento de comunicação visual com uso da mão e das pernas se movimentando em interações agressivas entre machos. O comportamento de sinalização visual já foi registrado em outras espécies do gênero, incluindo a espécie irmã D. microps. Entre os comportamentos, também observa-se a vocalização em diferentes contextos, como antifonia e duelo acústico com alternância entre cantos de anúncio e territoriais. Combates acústicos podem escalonar para combates físicos entre machos.

As desovas podem apresentar mais de 500 ovos e a morfologia larval dos girinos vem sendo estudada.

Ver também

Declínio contemporâneo da biodiversidade mundial Declínio das populações de anfíbios Lista de anfíbios do Brasil

Ligações externas

Categoria:Dendropsophus Categoria:Anfíbios do Brasil Categoria:Anfíbios descritos em 1950