Roberto Carlos é um álbum de estúdio e ao vivo do cantor e compositor Roberto Carlos, de 1998. Contém regravações ao vivo de alguns de seus maiores sucessos retirados do registro de um show realizado no Olympia em São Paulo, além de canções inéditas gravadas em estúdio.
O álbum apresenta uma característica híbrida devido ao agravamento do estado de saúde da então esposa do cantor, Maria Rita Simões Braga, que levou Roberto Carlos a praticamente abandonar as gravações. Isto obrigou a Sony Music a completar o repertório de 10 faixas com seis canções gravadas ao vivo do referido show acima. A faixa "Eu Te Amo Tanto" é a dedicada à Maria Rita e Roberto a compôs sozinho, ao piano, durante um difícil momento em que a mulher sofria com um tumor instalado em sua região pélvica.
Produção e lançamento Foram apenas quatro canções inéditas para este álbum: a religiosa Meu Menino Jesus, o forró O Baile da Fazenda e o pagode Vê Se Volta Pra Mim e a romântica Eu Te Amo Tanto, homenageando a sua então esposa Maria Rita.
A doença de Maria Rita abreviou a produção do disco, marcado pela inauguração do estúdio Amigo, local próprio de gravações do artista, no Rio de Janeiro. As gravações foram divididas no estúdio Mosh, em São Paulo. O álbum conta com a participação de Dominguinhos, na faixa O Baile da Fazenda. Em Vê se Volta Pra Mim, o tamborim do músico Esguleba se divide com os arranjos de Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle. Uma participação de Luciano Pavarotti acabou tirada do álbum por razões técnicas.
A divulgação das novas músicas aconteceu no tradicional especial de fim de ano da TV Globo, que teve participações de Erasmo Carlos, Robertinho de Recife e Dominguinhos.
Faixas Meu Menino Jesus O Baile Da Fazenda (participação especial de Dominguinhos) Eu Te Amo Tanto Vê Se Volta Para Mim (samba-canção composto por Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle emulando o pagode romântico então em voga na época) De Tanto Amor Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos Nossa Canção Amada, Amante Falando Sério Outra Vez
Recepção
O Jornal do Brasil, na crítica de Tarik de Souza, deu avaliação mínima ao álbum. Para a publicação, Roberto Carlos ficou "devendo o melhor de sua arte" devido ao momento que passava.
Rodrigo Faour, ao jornal Tribuna da Imprensa, disse que as quatro canções inéditas são "da pior qualidade", mas elogiou as seis versões ao vivo dos sucessos do cantor. Para ele, um CD totalmente ao vivo com resgates de seu repertório seria melhor do que os trabalhos considerados "sem inspiração e apelativas".
Por sua vez, Pedro Alexandre Sanches, da Folha de S. Paulo, afirmou que toda a expectativa de fim de ano sobre o novo álbum do rei já virou "antimarketing". Ele criticou recursos considerados "apelativos", como o aceno ao pagode na faixa Vê Se Volta Pra Mim. Sobre a música Baile da Fazenda, ele apontou que foi uma das "sombras de criatividade" do álbum, elogiando a participação do sanfoneiro Dominguinhos. Outro ponto positivo, para ele, foram os arranjos do maestro Eduardo Lages ao longo do álbum.
Ver também Erasmo Carlos
Roberto Carlos (1998) Roberto Carlos