O Cemitério da Saudade é o maior cemitério municipal de Campinas, sendo assim, um complexo constituído por mais cinco cemitérios: Cemitério São José, São Miguel e Almas, Cura D'Ars, Cemitério Venerável da 3ª Ordem do Carmo e o Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento. É considerado um museu a céu aberto.

Localizado próximo à zona central da cidade, no bairro Ponte Preta, abriga mais de 3 mil sepulturas em estilo tradicional que ocupam suas 112 quadras dispostas em área de 181,5 mil metros quadrados. O mapa do Cemitério da Saudade é similar à planta de Campinas de 1878.

O portal de entrada e um dos prédios administrativos foram feitos pelo arquiteto Ramos de Azevedo entre 1911 e 1914 Várias Reticências, 17/06/2009, acesso em 23 de julho de 2009..

História miniaturadaimagem|esquerda|Praça dos Voluntários de 1932, à esquerda está a entrada do Cemitério da Saudade Fundado em 1880 Prefeitura Municipal de Campinas, acesso em 23 de julho de 2009. após o terreno ser doado à Prefeitura pelo Barão de Itatiba, é considerado um dos mais importantes cemitérios do Brasil por conta da riqueza arquitetônica, da beleza e da importância das obras de arte que ostentam grande parte de seus túmulos, entre elas peças em mármore Carrara, granito e cobre/latão, esculpidas por artistas como Giuseppe Tomagnini, J. Rosadas, Marcelino Velez, Albertini e Coluccini.

Este complexo funerário possui cinco cemitérios anexos: Cemitérios Curas D’ars (para vítimas de febre amarela), Cemitério São Miguel e Almas (para os negros católicos), Cemitério Terceira Ordem do Carmo, Cemitério Santíssimo Sacramento (destinados a brancos católicos) e Cemitério São José.

Em frente à entrada do Cemitério da Saudade temos o Cruzeiro. Esse marco totalmente de ferro foi instalado em 1910 no lugar do antigo, de madeira, em homenagem a um escravo que se perdeu ao tentar achar o endereço de entrega de uma carta.

thumb|219x219px|right|Monumento aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932. O cemitério abriga, ainda, sepulturas de heróis da Revolução de 1932, que foram homenageados em um mausoléu localizado na entrada da necrópole. Conhecido como 'Monumento aos Heróis de 32', foi inaugurado em 9 de julho de 1935, projetado por Marcelino Velez. À frente dele está uma estátua de um soldado constitucionalista, com o brasão de Campinas e versos do poeta campineiro Guilherme de Almeida. Nas colunas do monumento vemos os desenhos da bandeira de São Paulo e em cada uma das 16 colunas está gravado o nome de um soldado campineiro morto em combate.

Além dos combatentes do movimento de 1932, o cemitério também abriga sepulturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo e de milagreiros como o escravo Toninho (escravo de Geraldo Ribeiro de Sousa Resende), Maria Jandira (uma prostituta que, na década de 30, ateou fogo ao corpo quando teve seu casamento desfeito) e os três anjinhos (três crianças que morreram em decorrência de um incêndio na casa onde moravam).

O túmulo de Francisco Glicério possui registros do projeto e da lei que deliberou a construção pela Câmara Municipal, em 1920. Localiza-se na alameda principal do cemitério. Outras construções são atribuídas a Ramos de Azevedo, porém, não foram confirmadas: a capela e o túmulo de Vieira Ramos.

Até 1925, o lugar era conhecido como Cemitério do Fundão, nome que tinha origem na fazenda de mesmo nome, que se localizava entre o núcleo urbano de Campinas e o então distrito de Valinhos.

Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) em 2003, o Cemitério da Saudade foi cenário de parte do filme Memórias Póstumas, inspirado no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis e estrelado por Sônia Braga e Reginaldo Farias.

É frequentemente utilizado como campo para desenvolvimento de teses universitárias e de estudos do meio (por estudantes do ciclo fundamental de ensino). O livro “Muito além da Saudade”, escrito pelo jornalista Élcio Henrique Ramos, fala da história do cemitério.

Personalidades miniaturadaimagem|150px|Mausoléu da Família Ferreira Penteado, onde está sepultado Joaquim Ferreira Penteado miniaturadaimagem|Mausoléu da Família Gatti, onde está sepultado Mario Gatti miniaturadaimagem|direita|Túmulo de Francisco Glicério miniaturadaimagem|direita|Vista parcial do Cemitério da Saudade É no Cemitério da Saudade que estão sepultadas várias personalidades da história de Campinas: Membros da nobreza do Império do Brasil Maria Luzia de Sousa Aranha, Viscondessa de Campinas (1797-1879) Francisco Egídio de Sousa Aranha (1778-1860), fazendeiro, esposo da Viscondessa de Campinas Joaquim Antônio de Arruda, Barão de Atibaia (1809-1881) Ferreira Penteado, Barão de Itatiba (1808-1884), doador da gleba para o estabelecimento do cemitério Joaquim Bonifácio do Amaral, Visconde de Indaiatuba (1815-1884) Joaquim Celestino de Abreu Soares, Barão de Paranapanema (1822-1888) Joaquim Policarpo Aranha, Barão de Itapura (1809-1902) Libânia de Sousa Aranha, (1829–1921), esposa do Barão de Itapura Isolethe Augusta de Sousa Aranha, fazendeira, benemérita, filha do Barão de Itapura Geraldo Ribeiro de Sousa Resende, Barão Geraldo de Resende (1846-1907) Toninho (?-1904), homem escravizado e figura central da tradição local, sepultado ao lado do Barão Geraldo Joaquim Ferreira de Camargo Andrade, Barão de Ibitinga (1832-1915) João de Ataliba Nogueira, Barão de Ataliba Nogueira (1834-1921)

Prefeitos de Campinas Manoel de Assis Vieira Bueno (1848-1905) Orosimbo Maia (1862-1939) Heitor Teixeira Penteado (1878-1947) Raphael de Andrade Duarte (1867-1958) José Nicolau Ludgero Maselli (?-1996) Antônio da Costa Santos (1952-2001) Lauro Péricles Gonçalves (1935-2025)

Políticos Antônio Pompêo de Camargo (1828-1884), político e latifundiário Bento Quirino (1837-1914), político e comerciante José Paulino Nogueira (1853-1915), político e empresário Francisco Glicério (1846-1916), político, advogado, jornalista, professor e comerciante Álvaro Ribeiro (1876-1929), político e jornalista brasileiro fundador do jornal Correio Popular Sylvino de Godoy (1889-1970), político, advogado e empresário Clovis Antonio Garcia (?-1985), políticoPrimeiro presidente do Partido dos Trabalhadores em Campinas e também ex-vereador de Campinas

Outras pessoas famosas Hércules Florence (1804-1879), pioneiro da fotografia franco-brasileiro Carlos Gomes (1836-1896), maestro e compositorApós seu falecimento em Belém, o corpo de Carlos Gomes foi enterrado no mausoléu da família Ferreira Penteado. O sepultamento definitivo em seu jazigo próprio, localizado no Centro, foi realizado em 1905. César Bierrenbach (1872-1907), advogado, jornalista e orador Sant’Anna Gomes (1834-1908), maestro irmão de Carlos Gomes Henrique de Barcellos (1854-1911), jornalista, professor e escritor nascido em Portugal e radicado no Brasil Salustiano Penteado (1860-1924), advogado, fazendeiro, filântropo e benemérito da Santa Casa Irmãos Penteado Aldo Chioratto (1922-1932), escoteiro brasileiro morto durante um bombardeio ocorrido na Revolução de 1932Encontra-se no cemitério apenas a lápide original de Aldo Chioratto, pois seus restos mortais foram transladados para o Mausoléu Constitucionalista em julho de 1966. Mario Gatti (1879-1964), médico que dá nome ao Hospital Municipal Mário Gatti Monsenhor Emílio José Salim (1903-1968), sacerdotes da Igreja Católica, um dos fundadores da PUC-Campinas e dá nome ao Parque Ecológico José de Castro Mendes (1901-1970), artista, historiador, jornalista, músico e pesquisador campineiro. Roque Melillo (1889-1976), empresário, engenheiro, mecenas e filântropo brasileiro Moysés Lucarelli (1900-1978), diretor da que promoveu a construção do Estádio Moisés Lucarelli Renato Corte Real (1924-1982), ator e comediante Lelio Coluccini (1910-1983), escultor italiano radicado em Campinas Lix da Cunha (1896-1984), arquiteto, engenheiro e empresário João Falchi Trinca (1911-1995), bibliófilo campineiro doou seu acervo para o que hoje é conhecido como a Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa Fausto Massaini (1913-2001), maestro compositor do Hino de Paulínia José Duarte (1935-2004), treinador de futebol mais conhecido como Zé do Boné

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