Luís Peregrino de Ataíde (Mártires, Lisboa, 16 de outubro de 1700 — Ajuda, Lisboa, 7 de setembro de 1756) foi um nobre e administrador português, 10.º Conde de Atouguia, Capitão-general do Reino do Algarve de 1742 a 1749, e 6.º Vice-Rei do Brasil, de 1749 a 1754.
Início de vida Luís Pedro Peregrino Carvalho de Meneses e Ataíde nasceu a 16 de outubro de 1700, na freguesia dos Mártires, em Lisboa. Filho legítimo de Jerónimo Casimiro de Ataíde, 9.º Conde de Atouguia, também natural dos Mártires, e de sua esposa D. Mariana Teresa de Távora, natural de Mirandela, filha do 2.º Marquês de Távora. O título de Conde foi-lhe confirmado por D. João V de Portugal, por carta de 11 de março de 1713.
Era senhor das vilas de Peniche, Atouguia, Sernache, Monforte, Vilhães, Lomba, e Paço da Ilha Deserta, comendador das comendas de Santa Maria de Adaúfe, e Vila Velha de Ródão, na Ordem de Cristo.
Foi fidalgo da Casa Real, governador e capitão-general do reino do Algarve, foi o 6.º vice-rei do Brasil e viveu na Bahia, nomeado em 1749, até 1755. Foi do conselho de el-Rei D. João V de Portugal. Durante seu governo, Portugal cedeu à Espanha a margem esquerda do rio da Prata, onde havia fundado a colónia do Sacramento. Reorganizou as unidades militares e regulamentou o trabalho nas minas de ouro e nas casas de fundição. Diz «Nobreza de Portugal», Tomo II, página 226, que como tardassem em lhe conceder demissão, entregou o governo a uma Junta Provisória de que faziam parte o Arcebispo da Bahia, D. José Botelho de Matos, o provedor da Fazenda, Manuel António da Cunha Soto-Maior, e o Coronel Lourenço Monteiro.
Casou em 30 de janeiro de 1720 com D. Clara de Assis Mascarenhas, filha de D. Fernando Mascarenhas, Conde de Óbidos, meirinho-mor, e de D. Brites de Mascarenhas.
Morte Luís Peregrino de Ataíde morreu aos 7 de setembro de 1756, na freguesia da Ajuda, enquanto residente da rua da Boa Viagem, freguesia dos Mártires. Deixou testamento a seu filho, D. Jerónimo de Ataíde (sucessor no título de Conde da Atouguia, que dois anos depois iria ser morto no decurso do Processo dos Távoras), e a Frei António de Távora.
Ver também Lista de governadores-gerais do Brasil — incluem-se aí também os vice-reis
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