BMS Scuderia Italia (conhecida apenas por Scuderia Italia) foi uma equipe de automobilismo fundada pelo magnata italiano Beppe Lucchini. Disputou as temporadas de a .

1988: estreia sem brilho A estreia da equipe na Fórmula 1 aconteceu no Grande Prêmio do Brasil de 1988, com a participação de apenas um piloto: Alex Caffi. Entretanto, Caffi não consegue terminar a corrida, o que já deu indícios de como seria a temporada da equipe. O restante da temporada só confirmou o que aconteceu no Brasil: Caffi, pilotando um carro fraco e sem muita experiência na categoria, conseguiu completar apenas sete provas (o melhor resultado foi o 7º lugar no GP de Portugal) de um total de 16, abandonando outros nove grande prêmios. Dessa maneira, a equipe estreou sem marcar ponto algum.

1989: melhor pontuação Em as coisas melhoraram muito em termos de estrutura dos carros e de resultados para a equipe. Para esta temporada, Alex Caffi ganhou a companhia de seu compatriota Andrea de Cesaris, vindo da equipe Rial Racing, sem muito destaque. No campeonato, Caffi foi 4º no GP de Mônaco e o piloto do carro número 21 chegou a estar 12 voltas entre os três primeiros durante o GP dos Estados Unidos, sendo 5 na 2ª posição. no GP do Canadá a equipe surpreendeu com o 6º lugar de Caffi e o 3º lugar de Andrea e pela primeira e unica vez os pilotos da Scuderia Italia pontuaram na mesma corrida. Na Hungria, Caffi largou na 3ª posição, sua melhor posição de largada na carreira assim como da escuderia italiana, graças ao bom rendimento dos pneus Pirelli. Com três provas terminadas nos pontos incluindo o primeiro pódio, o time terminou em 8º na classificação geral e os primeiros 8 pontos em sua segunda temporada na Fórmula 1.

1990: de novo sem marcar pontos A temporada de foi de retrocesso, onde a equipe, assim como em 1988, não marcou pontos. De Cesaris só conseguiu completar duas corridas, sempre longe dos pontos; Seu companheiro de equipe Gianni Morbidelli, contratado para substituir Alex Caffi que se transferiu para a Footwork, disputou dois GPS, sendo que em apenas um conseguiu vaga no grid de largada, sendo dispensado após o GP do Brasil. Emanuele Pirro assumiu o seu lugar, terminando apenas três corridas, sempre longe dos pontos também. A temporada ficou marcada pelo grande número de abandonos e nenhum ponto marcado.

1991: volta aos pontos, mas excesso de abandonos Em , sai o Cosworth e vem o Judd e a dupla de pilotos da equipe foi formada por Emanuele Pirro e J.J. Letho (que veio para o lugar de De Cesaris, que foi para a Jordan). No mundial de construtores, a equipe conquistou 5 pontos (4 de JJ Letho (incluindo o 3º lugar em San Marino) e 1 de Pirro) terminando na 8º colocação na classificação geral. Nesta temporada, os abandonos são menos frequentes.

1992: a última temporada com a Dallara Para a temporada de , a equipe troca o Judd e vai de motor Ferrari. O campeonato ficou marcado pela estabilidade dos carros da equipe, chegando aos finais das corridas na maioria dos GPS, mas apenas 2 pontos marcados em toda a temporada (com os dois 6º lugares de Pierluigi Martini nos GPS da Espanha e de San Marino). Atritos entre Dallara e Ferrari fez com que Giuseppe Lucchini rompesse a parceria com o chassi italiano no final da temporada.

1993: o desastre O campeonato de vai de chassi Lola. Essa nova parceria foi um retumbante fracasso. O modelo T93/30, desenhado novamente por Broadley, revelou-se bastante fora de ritmo, apesar de equipado com um motor Ferrari, ainda que numa versão cliente. Nem o experiente Michele Alboreto e o jovem Luca Badoer, (campeão da Fórmula 3000 Internacional de 1992), conseguiram fazer algo mais do que frequentar as últimas posições do grid de largada. Das 14 corridas participadas, apenas 8 conseguiu terminar e uma quase pontuou com o 7º lugar de Badoer em San Marino. O time encerrou as atividades no GP de Portugal, deixando de participar dos GPs do Japão e da Austrália. O nome BMS sumiria no ano seguinte, quando se fundiu com a Minardi.

Todos os Resultados da Scuderia Italia na Fórmula 1 (legenda) Ano Chassi Motor Pneus Nº Pilotos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Pontos Posição RSA BRA EUR SMR ESP MON CAN FRA GBR GER HUN BEL ITA POR JPN AUS T93/30 Ferrari 040 3.5 V12 21 Michele Alboreto Ret 11 11 NQ NQ Ret NQ NQ NQ 16 Ret 14 Ret Ret0NC(12º) 22 Luca Badoer Ret 12 NQ 7 Ret NQ 15 Ret Ret Ret Ret 13 10 14 RSA MEX BRA ESP SMR MON CAN FRA GBR GER HUN BEL ITA POR JPN AUS 192 Ferrari 037 3.5 V12 21 JJ Lehto Ret 8 8 Ret 11 9 9 9 13 10 NQ 7 11 Ret 9 Ret 2 10º 22 Pierluigi Martini Ret Ret Ret 6 6 Ret 8 10 15 11 Ret Ret 8 Ret 10 Ret USA BRA SMR MON CAN MEX FRA GBR GER HUN BEL ITA POR ESP JAP AUS 191 Judd GV 3.5 V10 21 Emanuele Pirro Ret 11 NPQ 6 9 NPQ NQ 10 10 Ret 8 10 Ret 15 Ret 7 5 8º 22 JJ Lehto Ret Ret 3 11 Ret Ret Ret 13 Ret Ret Ret Ret Ret 8 Ret 12 USA BRA SMR MON CAN MEX FRA GBR GER HUN BEL ITA POR ESP JAP AUS 190 Ford CosworthDFR 3.5 V8 21 Gianni Morbidelli NQ 14 0 NC(15º) Emanuele Pirro Ret Ret Ret Ret Ret 11 Ret 10 Ret Ret 15 Ret Ret Ret 22 Andrea de Cesaris Ret Ret Ret Ret Ret 13 DSQ Ret NQ Ret Ret 10 Ret Ret Ret Ret BRA SMR MON MEX USA CAN FRA GBR GER HUN BEL ITA POR ESP JAP AUS 189 Ford CosworthDFR 3.5 V8 21 Alex Caffi NPQ 7 4 13 Ret 6 Ret NPQ Ret 7 Ret 11 Ret Ret 9 Ret 8 8º 22 Andrea de Cesaris 13 10 13 Ret 8 3 NQ Ret 7 Ret 11 Ret Ret 7 10 Ret BRA SMR MON MEX CAN USE FRA GBR GER HUN BEL ITA POR ESP JAP AUS 3087 Ford CosworthDFV 3.5 V8 36 Alex Caffi NPQ 0 NC(12º) 188 Ford CosworthDFZ 3.5 V8 Ret Ret Ret NPQ 8 12 11 15 Ret 8 Ret 7 10 Ret Ret

Categoria:Equipes de Fórmula 1