TV A Crítica (também conhecida como A Crítica e estilizada como acrítica) é uma emissora de televisão brasileira sediada em Manaus, capital do estado do Amazonas. Opera no canal 4 (17 UHF digital) e faz parte da Rede Calderaro de Comunicação, do qual também fazem parte o periódico homônimo A Crítica e o Manaus Hoje, as rádios FM O Dia Manaus e Jovem Pan FM Manaus, a Inova TV, entre outros veículos. Desde a sua independência, retransmite em caráter provisório conteúdos da RedeTV!.
História TV Baré (1972–1986) 200x200px|thumb|Logotipo da TV Baré, usado até 1986. Em 1968, o Governo Federal lançou concorrência para segundo canal de televisão em Manaus. Na época, a TV Ajuricaba estava no ar desde 1967, através do canal 38 UHF. Porém, algumas residências já tinham aparelhos de televisão (cerca de 2 mil televisores para uma população de 300 mil habitantes em Manaus), que na época recebiam sinais vindos do canal 2 da RCTV (sinal de emissora vinda de Caracas, capital da Venezuela) de maneira muito precária, pois tinha chiado e péssima imagem.
O grupo Diários Associados ganhou a concorrência e obteve a concessão em 1968. Para colocar a emissora no ar, foi formado empresa com 30 sócios (entre eles, o empresário Umberto Calderaro Filho, dono do jornal A Crítica), com cada um das cotas, todos ligados aos Diários Associados, entre estes o jornalista Alfredo Sade (falecido em 1971).
Após os testes de sinais, sons e equipamentos, a TV Baré entra no ar em 2 de junho de 1972 transmitindo a cerimônia de abertura direto do Palácio Rio Negro, com um discurso do então governador do Amazonas João Andrade onde ao final ele diz: "Autorizo a partir deste momento, o inicio do funcionamento e das atividades da Rádio e Televisão Baré, canal 4 de Manaus", seguido das imagens do índio curumim com a frase "No Ar, a Pioneira em Imagem-Som, Alcance e Côr!" - sendo esse slogan utilizado como um anuncio das futuras transmissões em cores. Assim, a recém-fundada emissora passa a ser afiliada da Rede Tupi, até então era da TV Ajuricaba, de 1967 a 1972, quando ocorre a inauguração da nova emissora e ser apenas exibidora da REI.
Inicialmente, a transmissão da programação da Tupi era feita por fitas e películas de filmes enviadas da cidade de São Paulo, gerando atraso bastante por semanas a exibição da programação (novelas, partidas de futebol e outros eventos) em relação de São Paulo. Diante disso, ampliou a programação local.
Entre 1974 e 1976, a TV Baré passou também a exibir atrações produzidas pela REI, depois que a TV Ajuricaba, sua antiga parceira, passou a retransmitir a programação da Rede Globo na íntegra. Durante esse período, permaneceu como líder de audiência no estado do Amazonas, vindo a perder gradativamente a audiência à medida que a Tupi agravava a sua crise financeira-administrativa.
Com a falência da Rede Tupi em 1980, a TV Baré passou a gerar sua programação de maneira independente, até tornar-se afiliada ao SBT, em 1981. A sociedade da emissora constituía-se de 30 acionistas, que posteriormente venderam suas cotas ao empresário e jornalista Umberto Calderaro Filho, dono do jornal A Crítica, quando uma crise financeira-administrativa atingia os Diários Associados. O jornalista assumiu o controle da emissora em 1986, e nesse ano, a TV Baré passa a se chamar TV A Crítica, assumindo o nome do jornal que era o carro-chefe da Rede Calderaro de Comunicação.
TV A Crítica (1986–2024) No dia 30 de setembro de 2006, véspera do dia da eleição federal e estadual brasileira, um Oficial de Justiça do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) foi enviado à sede da TV A Crítica em Manaus para lacrar os transmissores para suspender transmissões em Manaus e todo Amazonas por 24 horas por determinação da juíza Encarnação Graça Sampaio. da Justiça Eleitoral. O motivo foi que a emissora tentou associar o candidato Eduardo Braga à escândalos administrativos durante debate entre candidatos à Governador do Estado (mediado pelo jornalista do SBT, Hermano Henning), na qual nem Braga e nem Amazonino Mendes não compareceram durante debate, o que levou pedido da coligação do governador Braga a entrar no TRE contra emissora, que ficou quase 24 horas fora do ar, o que quase prejudicou na cobertura das eleições O governador Eduardo Braga foi reeleito no dia 1.º de outubro.
Nos primeiros meses de 2007, a TV A Crítica demonstra interesse em querer sair do SBT, devido as mudanças repentinas da programação por ordem de Sílvio Santos a partir de 2001 e que sofria forte oposição por parte da direção da emissora.
No dia 5 de julho, representantes da TV A Crítica fecham parceria com os da Rede Record, que passa a transmitir o seu sinal em 1.º de setembro.
No final de outubro, surgiram especulação de que a TV A Crítica quer voltar a se afiliar ao SBT por conta da queda de audiência sofrida nos primeiros meses após a afiliação à Record, perdendo dessa forma a vice-liderança de audiência na capital para agora recém nomeada TV Em Tempo (antiga TV Manaus), para que a ex-afiliada voltasse com a Record,
Em 13 de agosto de 2009, a retransmissora de Manicoré, no interior do Amazonas, foi alvo de um atentado, não investigado pelas autoridades.
Em 10 de agosto de 2009, a emissora em Manaus inaugura o sinal digital, sendo a primeira afiliada da Record na Região Norte com esta tecnologia, transmitindo para mais de 2 milhões de telespectadores em Manaus e municípios adjacentes, através do canal 17 UHF.
Em 22 de março de 2011 a emissora veiculou com exclusividade (mais tarde toda imprensa amazonense), vídeo com imagens de policiais militares atirando à queima-roupa contra adolescente de 14 anos num bairro da periferia de Manaus, gravado por câmeras de segurança do hipermercado nas proximidades do local. As imagens chocaram pela frieza do ato e posteriormente ganharam repercussão nacional e internacional, através dos telejornais das maiores redes de televisão do país, chegando tal atitude a ser condenada pelo UNICEF (órgão da ONU com o qual o Governo do Estado do Amazonas possui convênios). Os sete policiais militares envolvidos no vídeo foram presos e o comandante da Polícia Militar do Amazonas, Coronel Dan Câmara, foi exonerado do cargo pelo governador Omar Aziz em 29 de março.
Em 2 de junho de 2012, a emissora completou 40 anos de existência, com uma programação especial e o início das transmissões em 3D, sendo a primeira da Região Norte a implementar tal tecnologia.
Em 4 de dezembro, a emissora estreia o primeiro reality-show da TV amazonense, Peladão A Bordo - O Reality, em que as candidatas a Rainha do Peladão são colocadas em um barco de luxo, no qual elas participam de provas de eliminação a cada semana.
Em 30 de janeiro de 2013, a emissora renova parceria entre os clubes de futebol amazonense e a Federação Amazonense de Futebol para a transmissão de mais um Campeonato Amazonense, na qual já havia transmissão pela emissora desde 2009. Havendo novidade na mudança dos dias de transmissão dos jogos, que passará a ser nas quintas-feiras à noite e aos sábados à tarde.
Em 15 de fevereiro, o Boi Bumbá Garantido assinou contrato de exclusividade com a Rede Calderaro de Comunicação (TV A Crítica, emissoras de rádio, portal e demais veículos de comunicação do grupo) para a transmissão de suas apresentações oficiais no Festival Folclórico de Parintins por um período de 5 anos. O contrato prevê cobertura jornalística na programação local da TV A Crítica, no site do Jornal A Crítica, transmissão na íntegra das apresentações do Garantido no Festival Folclórico de Parintins através da emissora e da Record Internacional, inserção dos itens do Garantido nos programas da Rede Record, gravação e divulgação do CD e DVD do Garantido, aporte financeiro, entre outros itens. O Boi Bumbá Caprichoso, por sua vez, também recebeu as propostas da Rede Calderaro de Comunicação, porém posteriormente decidiu por assinar contrato de exclusividade com a TV Amazonas. Entre os anos de 2008 e 2012 o Festival Folclórico de Parintins era transmitido para todo o Brasil através da Rede Bandeirantes.
No dia 15 de maio a emissora transmitiu, em conjunto com a Record Internacional, a partida entre Vasco e Fast Clube pela Copa Brasil de Beach Soccer, direto do Centro Cultural Povos da Amazônia.
Em 25 de junho a emissora lançou seu sinal digital em HDTV para a cidade de Parintins.
Em 22 de março de 2014, num sábado, às 20h42, quando transmitia a sessão de filmes Cine Maior, a emissora, por motivos desconhecidos, teve o seu sinal suspenso, ficando fora do ar por mais de 35 horas na Grande Manaus. A TV A Crítica voltou ao ar na manhã de segunda-feira, dia 24 de março, às 08h11, durante o Fala Brasil. Há relatos de que a emissora não teve queda de sinal, apenas os telespectadores que moram nas adjacências da mesma assistiram a programação de fim de semana da Rede Record. Porém, nas demais zonas da cidade, os telespectadores não conseguiram sintonizar a emissora.TV 'A Crítica', afiliada da Record em Manaus, está fora do ar. http://www.tudodatv.com.br/2014/03/tv-critica-afiliada-da-record-em-manaus.html
Depois de ser eleito governador do estado do Amazonas, tendo a maior votação do estado, Wilson Lima se despede do comando do Alô Amazonas depois de 9 anos de casa e passa a apresentação para o jornalista Clayton Pascarelli, que passa a ser titular do programa em novembro de 2018 até maio de 2019, quando deixa a emissora para assinar com a RecordTV Manaus. Ainda em maio, Mário César Filho é efetivado como novo apresentador do Alô Amazonas.
Saída da Record, programação independente e exibição dos programas da RedeTV! thumb|Logotipo usado entre 2019 e 2024 Após dois anos operando em negociações com a Record, na qual transmitiam a rede sem contrato, a TV A Crítica anunciou em 10 de maio de 2019 que optou por encerrar a afiliação com a rede. Segundo o presidente da emissora, Dissica Calderaro, a parceria com a Record não deixava a TV local à vontade para ampliar o foco no estado e por isso passariam a seguir com programação independente. Teria pesado para a Record o fato da emissora investir em contratos internacionais para fortalecer a grade local, além da recusa de seguir o padrão de programação da rede e o corte de atrações nacionais, como o Cidade Alerta, sendo classificada como "insubordinada" pelos diretores da rede.
Inicialmente, estava previsto que a TV A Crítica deixaria a Record em 17 de junho, quando a rede lançaria sua filial, RecordTV Manaus, para repor a afiliação. Porém, a emissora antecipou por conta própria o seu desligamento em duas semanas, e à meia-noite do dia 3 de junho, enquanto era exibido um episódio da série CSI: Investigação Criminal (que não foi concluído), a TV A Crítica interrompeu a programação e exibiu um institucional de 5 minutos, contando parte de sua trajetória de 47 anos (completados um dia antes) e os planos de virar uma emissora independente, encerrando abruptamente sua afiliação com a Record após 11 anos e 9 meses. Depois, no lugar da programação da Igreja Universal do Reino de Deus exibida na madrugada, a emissora prosseguiu com a exibição de chamadas da nova programação e clipes com as toadas do Festival Folclórico de Parintins, que seria realizado no mesmo mês.