Cordeiro Pascal (também conhecido como Cordeiro Místico ou Agnus Dei), é um óleo sobre tela, da autoria da pintora Josefa de Óbidos. Foi pintado entre 1660 e 1670 e mede 88 cm de altura e 116 cm de largura. Fez parte da coleção de Frei Manuel do Cenáculo que está na origem do atual Museu de Évora.
Outras versões Josefa de Óbidos terá pintado também outras versões do mesmo tema, uma, sem a moldura floral, existe no Museu de Arte Walters, na cidade de Baltimore nos Estados Unidos da América e outra faz parte da coleção do Paço dos Duques de Bragança em Guimarães:
Interpretação Representa iconograficamente o Cordeiro de Deus, uma representação de Jesus Cristo como cordeiro sacrificado para remissão dos pecados da Humanidade. Este surge num altar, com os pés atados e calmamente aceitando o seu destino. Encontra-se rodeado por uma moldura floral onde flores e uvas em referência da transubstanciação. Numa legenda (que partilha com a versão do Museu de Arte Walters) lê-se a frase em latim: "occīsus ab orīgine mundī". Trata-se de uma citação bíblica do livro do Apocalipse:
A influência de Zurbarán
A figura do Cordeiro de Deus reflete uma série de pinturas do pintor espanhol Francisco de Zurbarán chamada Agnus Dei que este realizou entre 1635 e 1640. A pintora teve, de facto, contacto com este artista através do seu pai, o também pintor Baltazar Gomes Figueira, que conviveu com o mesmo em Sevilha e que também utilizou o mesmo carneiro na sua obra Natureza Morta com Cordeiro e Peças de Caça que pintou entre 1645 e 1655 exposto no mesmo museu elvense.
Ver também Josefa de Óbidos Agnus Dei
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