Demografia de Santa Catarina Ficha técnica População (2017). Densidade 70,27 hab./km² (2014).</sup> Crescimento demográfico 1,5% ao ano (2000-2010).</sup> População urbana 84,7% (2010).</sup> Domicílios (2000).</sup> Carência habitacional (est. 2000). Acesso à água 83,6%. Acesso à rede de esgoto 74,6%. IDH 0,840 (2005). right|thumb|350px|Densidade Populacional de Santa Catarina.
A Demografia de Santa Catarina é domínio de estudos e conhecimentos sobre as características demográficas do território catarinense. Segundo o IBGE, o estado tem uma população de de habitantes (2005), (mas já existem alguns dados de 2006, com fonte do IBGE que dizem que a população de Santa Catarina é de habitantes) e uma densidade populacional de 61,53 hab./km². As cidades mais populosas de Santa Catarina são: Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Criciúma, Itajaí, Chapecó, Lages, Jaraguá do Sul, Palhoça e Tubarão.
De acordo com o censo de 2000, o estado de Santa Catarina conta com habitantes. Desse total, 40,63% moram no campo, enquanto 59,37% residem nas cidades. Em relação ao ano de 1991, quando a população foi de habitantes, esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 1,9%, inferior a do Brasil como um todo (1,6% para o ano de 2000). Ainda segundo o censo de 2000, Santa Catarina é o décimo-primeiro estado mais populoso do Brasil e concentra 3,15% da população brasileira. Do total da população do estado, habitantes são mulheres e habitantes são homens. Para 2006, a estimativa é de habitantes.
Em 2005, a densidade demográfica chegou a 61,53 hab./km². As maiores densidades estão localizadas na zona de mais intenso desenvolvimento industrial (Blumenau, Joinville, Itajaí e Brusque), onde colonos instalaram grandes empresas, e no sul catarinense, área de exploração de carvão. Nessas regiões a densidade atingiu 62,6 a 77,8 hab./km². No oeste do estado, onde se registram as mais elevadas taxas de crescimento populacional, a densidade varia de 25 a 70 hab./km². Nas zonas de criação de bovinos, os campos de criação do planalto, a densidade demográfica baixa para menos de 20 hab./km². Em Lages a densidade demográfica chega a 63,7 hab./km² e São Joaquim a 12,3 hab./km².
Rede demográfica O estado de Santa Catarina está em parte situado na área de influência da cidade de São Paulo, em parte, na de Porto Alegre. A metrópole paulista domina toda a metade setentrional, onde sua ação se faz sentir nos centros intermediários de Florianópolis e Blumenau, enquanto a capital gaúcha domina o sul, pelos centros mais modestos de Lages e Joaçaba. As maiores cidades, além da capital, Florianópolis, são Joinville, Blumenau, Itajaí, São José, Lages, Chapecó e Criciúma.
Evolução demográfica
No século XIX (1872), o primeiro censo brasileiro revelava que a população catarinense era de apenas habitantes, isto é, um efetivo demográfico que corresponde a pouco mais do que a atual população de Jaraguá do Sul. O censo demográfico de 1960 revelava que a população catarinense era de pessoas, entre homens e mulheres no total. Cresceu, pois em 90 anos, em torno de 13,3 vezes.
Se houvesse repetição desse crescimento, em 2060, a população catarinense seria de .
Até a primeira década do século XX, o crescimento foi muito influenciado pela imigração. Nas primeiras décadas seguintes, a imigração que influiu foi a de origem interna, orientada, principalmente do Rio Grande do Sul para as áreas do Meio e do Extremo Oeste.
Mas, já por esse tempo, o crescimento da população catarinense dependia bastante do superávit da natalidade sobre a mortalidade. Atualmente, a imigração (interna e externa) se tornou inexpressiva e, assim sendo, o rápido aumento de efetivo demográfico, encontra na elevada natalidade e na redução da mortalidade as causas dominantes.
A taxa média anual do crescimento, observada no período intercensitário (1950-1960), nos permite estimar que, em 1970, o estado tenha atingido um montante demográfico absoluto de habitantes. Esse montante absoluto da população decorre da estimativa de que a taxa média anual tenha se mantido em torno de 1,33% ao ano . A taxa média anual de 1,33% é a taxa do crescimento demográfico brasileiro. A de Santa Catarina, em verdade, tem se revelado ligeiramente inferior (1,9% ao ano).
Natalidade e mortalidade A taxa de crescimento demográfico (1,9%) é pouco elevada. Representa, apesar de algumas controvérsias a respeito, que em cada grupo de pessoas, nasçam, anualmente, 40. Tal índice tem, em contrapartida, o índice de mortalidade, expresso pela relação de 16 mortos ao ano para cada grupo de pessoas.
Quaisquer que sejam as controvérsias, o fato é que, anualmente, no Brasil, em Santa Catarina, elevada proporção de nascimentos é registrada. Esta situação afeta a estrutura etária da população, ou seja, a distribuição dessa população segundo grupos de idade.
Em decorrência, a população catarinense é muito jovem, pois os grupos de idades menores predominam, percentualmente, no montante global demográfico. Basta-nos ver que, a população situada entre 0 a 14 anos de idade atinge 47% do montante global.
Mas, a condição jovem da população não é demarcada pelo limite da idade de 14 anos. Vai além. E, portanto, se acrescentarmos o grupo etário de 15 a 19 anos, aos grupos de 0 a 14 anos veremos que a população catarinense antes dos 20 anos, representa-se pela parcela de quase 60%.
Infância e juventude Embora a extrema "juventude" da população indique um conteúdo de "vitalidade", o elevado contingente de crianças e jovens pode acarretar numerosos problemas. Em têrmos gerais, os problemas decorrem do inevitável "ônus ou encargo demográfico".
Dispondo a sociedade de reduzido número de "adultos", que presumivelmente produzem "renda", que "trabalham", a parcela dos "inativos" é muito grande. Os indivíduos em "idade de trabalho", de um modo ou de outro, acabam produzindo a renda que será distribuída para a totalidade.
Mesmo que a renda produzida seja elevada, como média por indivíduo economicamente ativo, a faixa de puros consumidores, de indivíduos que usufruem a renda, é dilatada. E, assim, em realidade, a renda geral por indivíduo tende a se expressar muito baixa.
A sociedade se vê forçada, ademais, a investir muito, em realizações consideradas, a curto prazo, como "não germinativas" ou "não reprodutivas"; hospitais maternais, escolas; e muitas "frentes" de consumo são abertas, e são consideradas como investimentos não reprodutivos.
Entretanto, dado às características da elevada população rural, em Santa Catarina, muitos indivíduos, em idades menores, estão mobilizados em atividades econômicas. Mas, essa mobilização de crianças e jovens para as atividades econômicas pode prejudicar a "qualidade" da população, pois, entre outros prejuízos, reduz a taxa de escolaridade.
O fenômeno da "evasão escolar", ou o da "repetência", observados em todo o Brasil, são, até certo ponto, consequências da necessidade da mobilização de populações jovens e até mesmo infantís para as atividades produtivas.
Por tais e outras razões é que se aponta: E, em geral, a maior gravidade ocorre exatamente entre as famílias mais pobres, pois são aquelas que apresentam prole mais numerosa. São, estas famílias, as que têm, em suma, maior encargo.
Migrações interestaduais O aumento da população catarinense também se deve às migrações internas. Quer dizer que, há mais "entrada do que saída" de indivíduos. Ou, em outros termos, o número de imigrantes é maior do que o número de emigrantes.
Entretanto, o saldo positivo das migrações internas vem apresentando redução. Este fato pode indicar que o estado de Santa Catarina está perdendo a condição de "Canaã", ou de "Eldorado". O deslocamento de migrantes para Santa Catarina, no período de 1940-50, atingiu um saldo de pessoas, deduzidas as que emigraram. No período de 1950-60, o saldo positivo decresceu para .
Muitos fatores terão que ser considerados para explicar o fato da redução da "atratividade" de Santa Catarina em relação ao deslocamento interno de populações, bem como os motivos da saída de catarinenses para outras áreas. É importante a emigração de catarinenses para o Oeste do Paraná, sobretudo para a "Zona de Pato Branco".
Para as zonas cafeicultoras paranaenses, nas etapas iniciais (1940-50), muitos rurícolas catarinenses foram atraídos.
Para a Zona de Pato Branco o deslocamento é mais atual, pois só recentemente vem sendo ocupada. Mas é forte seu poder de atração, tanto para catarinenses quanto para gaúchos. E, para Santa Catarina, as áreas mais atrativas continuaram, no período 1950-60, sendo o Oeste. não somente em relação às migrações interestaduais como em relação às migrações estaduais principalmente partidas das áreas do Meio Oeste.
Entretanto, não se pode desprezar a influência exercida por grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo. além de outros menores, como Curitiba. Constituem centros dinâmicos, de oportunidades de trabalho, e tendem a compensar, somando-se à atração das zonas rurais paranaenses, a recepção de imigrantes que ainda procuram Santa Catarina.
A atração paranaense é tão sentida que um dito jocoso tenta conceituar o fato de que "todo paranaense é um catarinense corrido".
O mesmo exagero de afirmação procura conceituar o "catarinense como sendo um gaúcho corrido," já que o Oeste e o Meio Oeste têm recebido grande afluxo de populações dos Pampas.
Migrações intra-estaduais Seria quase óbvio falar que a população catarinense se encontra principalmente localizada em áreas rurais, pois a recenticidade da ocupação do território, sob bases de empresas agrícolas, tenderia a fixar forte contingente humano em áreas rurais.
No entanto, nos últimos decênios, a transferência de populações rurais para centros urbanos tem sido expressiva.
O deslocamento de indivíduos das áreas rurais para os centros urbanos não significa diminuição absoluta da população rural. Esta apresenta mais elevada taxa de natalidade e, assim, salvo situações anormais, as áreas rurais continuam detentoras de crescente efetivo demográfico.
Observa-se, portanto, um fenômeno de "desruralização", com o crescimento vertiginoso da população urbana, sem a redução da densidade demográfica nas áreas rurais.
Tomando-se determinadas cidades como exemplos, poderemos sentir o caráter "galopante" do crescimento da população urbana: Florianópolis, Lages, Joinville, Criciúma, Blumenau, Tubarão, Chapecó, Rio do Sul, Mafra, afora outras, apresentaram taxas de crescimento, no período 50-60. até mesmo superiores a 10% ao ano, conquanto o crescimento total da população é pouco superior a 3% ao ano.
Mesmo sem nos utilizarmos dos resultados do Censo de 1970, já em avaliação, poderemos sentir que já se pode falar em "êxodo rural" em Santa Catarina. O êxodo rural é fato muito complexo, relacionado com o crescimento da população (superavit da natalidade sôbre a mortalidade = crescimento "vegetativo"), mas relacionado com transformações que se operam, principalmente as de ordem econômico-tecnológica. Vejamos alguns fatos relacionados à transferência de populações rurais para centros urbanos:
Mecanização de atividades agrárias, e consequente liberação de mão-de-obra. Decadência econômica de propriedades rurais, acarretando a fuga dos "campos". Ampliação de mercado de trabalho (serviços) em áreas urbanas, e consequente atração exercida sobre rurícolas. Atração em particular pelos salários em geral mais elevados nas cidades. Redução das áreas novas àe ocupação agrícola. Suposição de maiores oportunidades de emprego e de condições de vida cultural.
Nota-se, pois, que tanto o progresso quanto a estagnação podem condicionar a "desruralização". Mas, quando ocorre nas atividades rurais, a liberação de mão-de-obra para as cidades é, quase sempre, acompanhada de desenvolvimento de atividades econômicas em centros urbanos. Assim, não haverá, propriamente, fuga à miséria, mas busca de situação melhor.
Principais centros urbanos