Região Metropolitana de Manaus (RMM), também conhecida como Grande Manaus, é a maior região metropolitana da região Norte do Brasil e a décima primeira de todo o país, com de habitantes em 2025. Instituída em 2007 pela Lei Complementar Estadual nº 52, reúne 13 municípios do estado do Amazonas em processo de conurbação.
Manaus exerce significativa influência como metrópole regional, influenciando cerca de 4,5 milhões de pessoas nos estados do Amazonas e Roraima, sendo a segunda maior rede urbana em área do Brasil. É o centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Amazonas, representando em torno de 84% da economia e 64% da população do estado. Em 2017, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Grande Manaus era considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cujo valor, de 0,767, é o maior dentre todas as regiões metropolitanas da região Norte e o 12.º do país.
A metrópole abriga um grande número de sedes nacionais e internacionais de instituições e empresas públicas e privadas, como a Confederação Sul-Americana de Atletismo, o Comando Militar da Amazônia, o CINDACTA IV, o VII COMAR, a SUFRAMA, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região, a Petróleo Sabbá SA, a Atem's Distribuidora, a CIEX, a Amazon Sat, a Rede Amazônica, a rede de Supermercados DB, a rede de lojas Bemol, entre outras.
A Região Metropolitana de Manaus constitui-se numa área estratégica para o desenvolvimento do estado. Nela estende-se uma área de livre comércio, onde estão abrigadas algumas das maiores e mais importantes empresas instaladas no país do ramo de transportes e comunicações, além de polos biotecnológicos, petroquímicos, centros comerciais e intensa atividade portuária. A RMM também está localizada estrategicamente em relação aos países da América Latina e aos Estados Unidos, sendo o Aeroporto Internacional de Manaus a principal porta de entrada da Amazônia com voos diretos para Miami, Orlando, Buenos Aires, Cidade do Panamá e Caracas.
História
Primórdios - A importância de Manaus no cenário regional ocorre desde o ciclo da borracha. A partir de 1890, a influência europeia em transformações urbanas marcou o início do processo de metropolização de Manaus. Em 1896 a cidade já contava com energia elétrica, água encanada, telefonia e costumes de cidades modernas. Em 1899 já circulava suas primeiras linhas de bonde.
1978 - Após a consolidação da metropolização da capital amazonense, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) reconheceu Manaus como metrópole regional em estudo de 1978.
1991 - Manaus superou a marca de 1 milhão de habitantes, segundo o Censo do IBGE de 1991, contingente populacional característico de metrópole.
2007 - O Governo do Estado do Amazonas, por meio da Lei Complementar nº 52, de 30 de maio de 2007, instituiu a Região Metropolitana de Manaus com vistas à organização, ao planejamento e à execução de funções públicas e serviços de interesse metropolitano ou comuns. Esta Lei instituiu a RMM, composta pelos municípios de Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. Em novembro do mesmo ano, o Governo do Estado iniciou a construção da Ponte Rio Negro, ligando Manaus ao município de Iranduba. Em 27 de dezembro, o município de Manacapuru é incluído na região metropolitana.
2008 - Foi criada a Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus - SRMM pela Lei Complementar nº 60, de 29 de fevereiro de 2008, como órgão integrante da administração direta do Poder Executivo.
2009 - São incluídos os municípios de Autazes, Careiro, Itapiranga, Manaquiri e Silves, totalizando 13 municípios na região metropolitana.
2011 - Em 24 de outubro de 2011 foi inaugurada a Ponte Rio Negro com 3 595 metros de comprimento, a maior ponte fluvial estaiada do Brasil. O empreendimento, que liga Manaus ao município de Iranduba, representa muito mais que uma solução logística para o escoamento da produção e o transporte de pessoas. A ponte abre uma leque de novas oportunidades e de desenvolvimento socioeconômico para os municípios da Grande Manaus e interior do estado., bem como a possibilidade de expansão urbana e imobiliária de Manaus em direção aos municípios mais próximos que passam a ter uma ligação mais rápida viabilizada pela Ponte e a Rodovia Manoel Urbano (AM-070).
2012 - O Governo do Estado do Amazonas anunciara, em janeiro de 2012, o projeto de duplicação da Rodovia Manoel Urbano (AM-070). Com 93 km de extensão, ela liga Manaus aos municípios de Iranduba e Manacapuru, sendo a principal via para o escoamento da produção local.
2015 - Foi aprovado em 2015 o Projeto de Lei que visa estender a área da Zona Franca de Manaus, cujo objetivo é fazer coincidir com os perímetros da Região Metropolitana de Manaus. A proposta visa a maior abrangência física legal em relação à promoção ao desenvolvimento regional dos municípios envolvidos em face do incremento das atividades econômicas existentes.
2021 - O Governo do Estado do Amazonas entregou a AM-070 duplicada e modernizada. A rodovia, conhecida como Manoel Urbano, é de extrema importância para o desenvolvimento econômico e social de municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM), que reúnem grande potencial em atividades do setor primário e turismo.
Economia A Região Metropolitana de Manaus é o maior polo de riqueza regional. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, abrigando um dos mais importantes complexos industriais do país, centros comerciais, instituições financeiras, universidades e importantes centros tecnológicos e de pesquisa.
Seu Produto Interno Bruto, de acordo com o IBGE, era de R$ 91.5 bilhões em 2019. Esse número coloca a RMM como a mais rica da região Norte do Brasil e representa 1,22% do PIB nacional. No mesmo ano, a renda per capita foi calculada em R$ 29.824,56.
Agropecuária O Distrito Agropecuário da SUFRAMA, localizado ao norte de Manaus, dispõe de grandes áreas destinadas a projetos agropecuários e agroindustriais. Entende-se por atividade agropecuária a produção, o processamento e a comercialização dos produtos, subprodutos e derivados, serviços e insumos agrícolas, pecuários, pesqueiros e florestais, inclusive do extrativismo vegetal. O pólo agropecuário abriga projetos voltados à atividades de produção de alimentos, agroindústria, piscicultura, turismo, beneficiamento de madeira, entre outras, formando um dos mais modernos pólos industriais da América Latina. Estima-se que o faturamento do Distrito Agropecuário supere atualmente o montante de R$ 20 milhões e que mais de dois mil empregos são gerados de forma direta e indireta a partir de suas propriedades. Os municípios de Autazes, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru e Presidente Figueiredo são destaques no setor primário da região metropolitana.
Autazes: a economia do município baseia-se na criação de gado leiteiro, o que valeu a cidade o título de terra do leite e do queijo. Também há uma grande produção de queijo coalho, queijo manteiga e leite, bem como o cultivo de mandioca (farinha), cupuaçu, guaraná, laranja, feijão e milho. Iranduba: situado à margem esquerda do Rio Solimões, é o maior produtor de hortifrutigranjeiros no Amazonas. A localização do município permite a existência de dois ecossistemas diversos. Na orla do Rio Negro figuram paisagens paradisíacas, praias, cachoeiras e florestas abundantes; ao longo do rio Solimões descortinam-se extensas áreas de várzea com atividades agrícolas, pesqueiras e de contemplação. Itacoatiara: considerado um dos maiores polos agropecuários da região Norte do Brasil, destaca-se como importante produtor de mandioca, banana, laranja, feijão, café, hortaliças e milho. A pecuária e a pesca também constituem um forte empreendedor econômico do município, com destaque para a criação de bovinos equinos e suínos. Na pesca, as espécies mais comuns são o pacu, sardinha, curimatã, branquinha, jaraqui, matrinxã, acari-bodó e outras espécies de peixes oriundos de água doce. A produção agrícola de frutos no município alcançou R$ 296 milhões, em 2016, o quinto município com maior valor de produção do país. Manacapuru: destaca-se na produção de fibras. Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), em 2018 foram produzidas 6 770 toneladas de juta e malva no Amazonas, sendo Manacapuru o maior produtor do estado, com 4.042 toneladas. Presidente Figueiredo: o cupuaçu é o principal item da cultura econômica rural do município, que reflete também no setor de turismo através da Festa do Cupuaçu, alavancando toda a economia da cidade nesse período.
Biotecnologia A Grande Manaus vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica em nível nacional. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização. Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). É uma iniciativa conjunta da comunidade científica, do setor privado, do governo federal, e dos governos estaduais da Região Amazônica e visa: contribuir para o desenvolvimento da bioindústria no país e em especial na região amazônica; atuar fortemente na geração de conhecimento e transferência de tecnologia de ponta, mediante diversas modalidades de parcerias com instituição de pesquisa e o setor privado; e contribuir para diversificação da estrutura produtiva do Polo Industrial de Manaus, no que se refere à ampliação das oportunidades de investimento na região.
Petroquímica A Refinaria Isaac Sabbá, pertencente à Petrobras, localizada às margens do Rio Negro, em Manaus, iniciou suas operações em 6 de setembro de 1956 com a denominação de Companhia de Petróleo da Amazônia, mas foi inaugurada oficialmente em 3 de janeiro de 1957, com a presença do então presidente da República Juscelino Kubitschek. Opera desde o ano 2000 com capacidade de processamento de 7 milhões e 300 mil litros de petróleo por dia, ou seja, 46 mil barris por dia. A refinaria é autossuficiente em energia, dispondo de uma central termoelétrica que produz e distribui 5,8 megawatts, uma capacidade suficiente para atender a demanda por energia de uma cidade com 35 mil habitantes. Atende aos mercados de Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Acre e Roraima.
O gasoduto Urucu-Coari-Manaus iniciou as operações em 2009 e tem capacidade de transportar 5,5 milhões de metros cúbicos por dia. Em julho de 2019, a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) informou que está expandindo sua rede de gás natural pela cidade de Manaus e que já atende vários conjuntos residenciais e edifícios na capital.
Indústria O setor industrial fica por conta da SUFRAMA. Trata-se de um modelo de desenvolvimento econômico implantado pelo Governo Federal em 1967 objetivando viabilizar uma base econômica na Amazônia Ocidental, promover a melhor integração produtiva e social dessa região ao país, garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras. A mais bem-sucedida estratégia de desenvolvimento regional, o modelo leva à região de sua abrangência (estados da Amazônia Ocidental: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá) desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental, proporcionando melhor qualidade de vida às suas populações.