O conde Hippolyte François Jaubert (Paris, 28 de outubro de 1798 — Montpellier (Hérault), 5 de dezembro de 1874) foi um botânico e político francês.

Biografia Filho de François Hippolyte Jaubert, membro da marinha e morto na batalha de Aboukir (1798), e de Rosalie Mélanie Cheminade que faleceu em (1817). Foi adotado pelo seu tio , o conde François Jaubert (1758-1822), Conselheiro de Estado e regente do banco da França sob o primeiro império.

Embora apaixonado pela história natural, o seu tio convenceu-o a fazer direito, permitindo-lhe frequentar os cursos de René Desfontaines (1750-1831) e de Antoine Laurent de Jussieu (1748-1836). Em 1821, quando ia se inscrever na na escola de advogacia herdou do seu tio o título de conde e uma imensa fortuna. Comprou grandes propriedades de terras em Berry e dez altos fornos em Nièvre e em Cher, local de origem da sua família materna. Tornou-se administrador da companhia de estradas de ferro de Orléans, dedicando-se ao mesmo tempo ao estudo da botânica e à política. Esposou Marie Boigues (†1864), irmã de Louis Boigues, mestre de forjas em Imphy (Nièvre) e fundador da cidade de Fourchambault. Desta união tiveram dois filhos:

Louis Hippolyte François Jaubert, que foi prefeito de Sarthe, e Claire Mélanie Jaubert, que pelo casamento tornou-se a condessa de Benoist d'Azy.

Fez uma longa viagem para Auvergne e Provence, em 1821, onde estudou a flora e a geologia destas regiões com o seu amigo Victor Jacquemont (1801-1832). Participou em 1821, na formação da efêmera Sociedade de História Natural de Paris juntamente com Karl Sigismund Kunth (1788-1850), Adolphe Brongniart (1801-1876), Adrien de Jussieu (1797-1853), Jean Baptiste Antoine Guillemin (1796-1842) e Achille Richard (1794-1852). Financiou a viagem de vários naturalistas para a Ásia, entre eles Pierre Martin Rémi Aucher-Éloy (1793-1838).

Foi do Conselho Geral de Cher en 1830, tornando-se presidente do Conselho com participação política na Revolução de julho. Graças a sua facilidade em oratória e vivacidade de seu espírito foi eleito sucessivamente deputado no terceiro colégio de Cher (Saint-Amand) ( 5 de julho de 1831, 21 de junho de 1834, 4 de novembro de 1837 e 2 de março de 1839 ). Em 1º de março de 1840 torna-se Ministro de Obras Públicas do governo de Adolphe Thiers. Se retira do Ministério em 28 de outubro do mesmo ano.

A sua nomeação como Ministro do governo obrigou-o à voltar a se candidar como deputado, sendo reeleito em 28 de março de 1840, e novamente reeleito nas eleições gerais de 9 de julho de 1842.

Não participou da Revolução de 1848. Afastou-se da vida política e voltou à administrar as usinas de Fourchambault. Em 1854 participou da criação da "Sociedade Botânica da França" que dirigiu de 1858 até 1866. Em 1858, tornou-se membro livre da Academia das Ciências da França.

Apresentou-se como candidato da oposição nas eleições de 23 de maio de 1869, porém foi derrotado. Em 8 de fevereiro de 1871 elegeu-se como representante de Cher para a Assembleia Nacional. A partir desta data dedicou-se quase inteiramente à politica, usando seus momentos de lazer ao estudo da botânica.

A partir do herbário que constituiu e dos espécimes do Museu Nacional de História Natural, e com a ajuda de Édouard Spach (1801-1879) produziu a obra Illustrationes plantarum orientalium (cinco volumes, Roret, Paris, 1842-1857).

Condecorações Cavaleiro da Legião de honra (27 de abril de 1830)

Fontes Benoît Dayrat, Les Botanistes et la Flore de France, trois siècles de découvertes, Publications scientifiques du Muséum national d’histoire naturelle, 2003, 690 p. François Pellegrin, « Un siècle de Société de botanique de France », Bulletin de la Société botanique de France, supplément au n° 101, 1954, pp. 17–46 « Hippolyte François Jaubert », Adolphe Robert, Edgar Bourloton e Gaston Cougny, Dictionnaire des parlementaires français (1889-1891).

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