250px|Ingresso principal da universidade|right|thumbnail 250px|Claustro vignolesco do Angelicum|thumbnail 250px|Aula Magna “João Paulo II”|thumbnail
A Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, conhecida como Angelicum em homenagem a Tomás de Aquino (Doctor Angelicus), é uma universidade pontifícia administrada pela Ordem dos Dominicanos em Roma. Depende diretamente do Papa e opera sob a Constituição apostólica Sapientia Christiana, que define sua autoridade e liberdade acadêmica.Sapientia Christiana, VI, 39 É um dos principais centros mundiais de estudos tomistas.
História Origens Medievais (1222) As raízes do Angelicum remontam a 1222, com a fundação do primeiro studium conventuale dominicano na Santa Sabina, em Roma, onde "os estudos sacros floresciam". A Ordem dos Dominicanos, aprovada pelo Papa Honório III entre 1216 e 1217, estabeleceu o convento em 1220 e formalizou a transferência da propriedade em 5 de junho de 1222. Em 1265, Tomás de Aquino liderou o studium provinciale em Santa Sabina, conforme mandato do Capítulo de Agnani.
Studium Generale (1426) Em 1426, o studium da Santa Maria sopra Minerva tornou-se studium generale da província romana, função que exerceu até 1539 e novamente a partir de 1694. Em 1577, Juan Solano transformou-o no Collegium Divi Thomae, inspirado no Colégio de São Gregório de Valladolid. Em 1727, o Papa Bento XIII concedeu o direito de conferir graus acadêmicos a estudantes externos, ampliando seu alcance internacional.
Era Moderna Entre 1797 e 1814, durante a ocupação francesa, o colégio enfrentou declínio. Após a restauração em 1815, foi expropriado pelo governo italiano em 1871, mas continuou em locais provisórios. A encíclica Aeterni Patris (1879) do Papa Leão XIII impulsionou o tomismo, levando à criação da Faculdade de Filosofia (1882) e de Direito Canônico (1896). Em 1906, o Papa Pio X conferiu o título de Pontificium, equiparando seus graus às universidades católicas.
Em 1908, o Pontificium Collegium Angelicum foi estabelecido na Via San Vitale. Em 1923, a encíclica Studiorum Ducem do Papa Pio XI reconheceu o Angelicum como a principal sede tomista. Em 1932, transferiu-se para o convento dos Santos Domingos e Sisto. Em 7 de março de 1963, o Papa João XXIII elevou-o a universidade pontifícia com o motu proprio Dominicanus Ordo.
Era Contemporânea Em 1950, foi fundado o Instituto de Espiritualidade (Faculdade de Teologia), seguido pelo Instituto de Ciências Sociais (1952, Filosofia) e pela Faculdade de Ciências Religiosas Mater Ecclesiae (1964, elevada em 1974). Desde 2003, a “Cátedra Tillard” promove o ecumenismo.
Estrutura A universidade organiza-se em quatro faculdades: Teologia: Oferece Bacharelado (3 anos), Licenciatura (2 anos, com especializações como Teologia Dogmática, Bíblica, Moral) e Doutorado (mínimo 2 anos). Filosofia: Bacharelado (3 anos), Licenciatura (2 anos, com foco em Metafísica, Ética ou Filosofia da Ciência) e Doutorado (mínimo 3 anos). Direito Canônico: Bacharelado (3 anos), Licenciatura (2 anos) e Doutorado (mínimo 2 anos). Ciências Sociais: Bacharelado, Licenciatura e Doutorado, com ênfase em ética econômica e desenvolvimento sustentável.
Institutos Afiliados Teologia: - Sacred Heart Major Seminary (Detroit, EUA, agregado) - Colégio Alberoni (Piacenza, Itália) - Blackfriars Studium (Oxford, Reino Unido) - Centro de Teologia Santo Domingo de Guzman (Santo Domingo, Rep. Dominicana) - Irish Dominican Studium (Dublin, Irlanda) - Sacred Heart Institute (Gozo, Malta) - St. Charles’ Seminary (Nagpur, Índia) - St. Joseph’s Seminary Dunwoodie (Nova York, EUA) - St. John’s Seminary (Boston, EUA) - St. John Vianney Theological Seminary (Denver, EUA) Filosofia: - Studio Filosofico Domenicano (Bologna, Itália)
Campus Localizado no rione Monti, no Quirinal, o campus ocupa o convento dos Santos Domingos e Sisto, construído em 1575 para freiras dominicanas e adquirido pelos dominicanos em 1927. O complexo, projetado por arquitetos como Jacopo Barozzi da Vignola, inclui um claustro central com jardim e fonte alimentada pelo Acqua Felice (1585). A entrada exibe estátuas de Alberto Magno e Tomás de Aquino por Cesare Aureli (1910). A Aula Magna “João Paulo II” (1.100 lugares) e a Aula Minor “São Raimundo” (350 lugares) são destaques.
Biblioteca A biblioteca possui um acervo significativo, parte do qual foi preservado após a expropriação de 1870. Localizada sob a Aula Magna, inclui uma sala de leitura com vista para o jardim murado.
Publicações Angelicum: Revista trimestral neotomista (desde 1923), em italiano e inglês, com artigos de filosofia, teologia, direito canônico e ciências sociais. Oikonomia: Revista quadrimestral (desde 1999) da Faculdade de Ciências Sociais, focada em filosofia, economia, psicologia social e ética econômica, em italiano e inglês.
Reitores Tomás Maria Zigliara (1873–1879) Alberto Lepidi Chioti (1885–1897) Mariano Cordovani (1927–1932) Michael Browne (1932–1941) Edward Władysław Kaczyński (1993–2001) Francesco Compagnoni (2001–2005) Joseph Agius (2005–2009) Charles Morerod (2009–2011) Miroslav Konštanc Adam (2012–2016) Michał Paluch (2017–2021) Thomas Joseph White (2021–presente)
Grão-Chanceleres Hyacinthe-Marie Cormier (1904–1916) Heinrich Suso Denifle (1916–1920) Juan González Arintero (1920–1926) Martin Stanislaus Gillet (1926–1935) Pierre-Paul Méouchi (1935–1947) Emmanuel Suárez (1947–1954) Michael Browne (1955–1962) Aniceto Fernández Alonso (1962–1969) Vicente de Couesnongle (1974–1980) Damian Byrne (1983–1992) Timothy Radcliffe (1992–2001) Carlos Alfonso Azpiroz Costa (2001–2010) Bruno Cadoré (2010–2019) Gerard Francisco Timoner III (2019–presente)
Bibliografia
Ligações externas Página oficial da Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino ISSR Mater Ecclesiae Revista Angelicum Revista Oikonomia
Categoria:Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino