Brokeback Mountain (br/pt: O Segredo de Brokeback Mountain) é um conto escrito pela autora estadunidense Annie Proulx e publicado primeiramente na revista The New Yorker em 1997.

História "Brokeback Mountain" foi originalmente publicado na revista The New Yorker na edição de 13 de outubro de 1997. Dois anos mais tarde, foi publicado numa versão um pouco mais longa no livro Close Range: Wyoming Stories, uma coleção dos contos de Proulx. Venceu um prêmio O. Henry de melhor conto em 1998 (ficando em terceiro lugar na competição). A revista The New Yorker venceu o prêmio National Magazine de ficção pela publicação de Brokeback Mountain em 1998. A coleção de contos foi nomeada uma das finalistas para o prêmio Pulitzer em 2000.

Origem Annie Proulx afirmou que escreveu a história com base em suas próprias reflexões sobre a vida no Oeste. A respeito do cenário, Proulx declarou:A América do Norte rural, as culturas regionais, as imagens de um mundo ideal e aparentemente alcançável que os personagens acalentam em suas perspectivas de longo prazo, apesar das circunstâncias rígidas e difíceis de seu lugar e de seu tempo, interessam-me e são aquilo sobre o que escrevo. Observo a distorção histórica entre aquilo que as pessoas esperavam e quem pensavam ser, e aquilo que de fato lhes aconteceu.Ela mencionou ter notado certa vez um homem de meia-idade em um bar que parecia observar apenas os homens jogando sinuca, o que a levou a imaginar a vida de um típico trabalhador de rancho do Oeste que poderia ser gay. miniaturadaimagem|Ennis del Mar em duas idades: o narrador e o personagem da trama Ela escreveu a história ao longo de cerca de seis meses, passando por mais de sessenta versões do texto.Handley, William (2011). The Brokeback Book: From Story to Cultural Phenomenon. U of Nebraska Press. p. 50. Entre os títulos provisórios da história estavam “The Pleasures of Whiskey Mountain”, “Bulldust Mountain”, “Swill-Swallow Mountain” e “Drinkard Mountain”.http://archives.nypl.org/uploads/collection/pdf_finding_aid/Annie_Proulx_Papers_finding_aid.pdf Proulx afirmou que seus dois personagens principais continuaram a afetá-la muito tempo depois da publicação da história. A versão cinematográfica reacendeu seus sentimentos por eles — um apego que ela anteriormente havia rejeitado.

Em uma entrevista de 1999 para a revista The Missouri Review,"Interview with Annie Proulx". The Missouri Review. 1999. Archived from the original on September 27, 2007. Retrieved July 25, 2007. Proulx desmentiu o rumor de que teria se apaixonado por seus próprios personagens fictícios, afirmando que essa ideia era “repugnante” e que o dever central deles é conduzir a narrativa. No entanto, em dezembro de 2005, Proulx descreveu essa afirmação como uma “mentira” em seu próprio site:Há uma mentira nesta entrevista, onde eu disse que nunca me apaixonei por nenhum de meus personagens. Acho que realmente me apaixonei tanto por Jack quanto por Ennis, ou senti algum outro forte vínculo que persistiu pelos oito anos desde que a história foi escrita.

Sinopse O Segredo de Brokeback Mountain conta a história de dois jovens que se conhecem em 1963 em Wyoming. Rapidamente, ambos estabelecem relacionamento emocional e sexual, mas, terminado o período de trabalho conjunto nas montanhas, cada um toma seu rumo. Contudo, embora vivam suas vidas separadamente, com respectivas esposas, filhos e empregos, encontram-se, em rápidas viagens, na montanha de Brokeback - onde se conheceram pela primeira vez - ao longo de aproximadamente vinte anos.miniaturadaimagem|Alma (Francis Helena Cozta) e Ennis del Mar (Daniel Tonsig) na versão teatral brasileira de Brokeback Mountain

Forma literária “Brokeback Mountain” é uma história com narrador onisciente em tom realista e emprega descrição, metáfora e diálogo para examinar as ações, pensamentos, emoções e motivações de seus personagens principais.

A narrativa é majoritariamente linear, exceto por um prólogo introdutório (que foi acidentalmente omitido da publicação inicial na revista The New Yorker); a história descreve os acontecimentos em sequência, desde um ponto inicial no tempo, o ano de 1963, quando os personagens são apresentados, até o final da história cerca de 20 anos depois. Além do local que dá título à obra e da cidade de Signal — o povoado mais próximo da montanha homônima — os cenários são locais reais dos Estados Unidos. Os personagens são descritos de maneira naturalista, como pessoas vivendo em um meio social específico. A história segue convenções da ficção dramática moderna; seus recursos literários servem para apresentar um retrato de pessoas reconhecíveis em situações familiares, sem alusões sobrenaturais ou metafísicas (embora outros contos de Wyoming Stories incluam passagens de realismo mágico). miniaturadaimagem|Família de Jack Twist na adaptação brasileira para o teatro No prólogo de dois parágrafos, o protagonista principal, Ennis del Mar, desperta em seu trailer em algum momento não especificado após o final da história. Ele teve um sonho com Jack Twist e, enquanto toma uma xícara de café, reflete sobre o momento em 1963 em que conheceu Jack pela primeira vez. A narrativa principal começa então com a descrição dos dois protagonistas como eram em 1963:Eles foram criados em pequenos e pobres ranchos em cantos opostos do estado: Jack Twist em Lightning Flat, na fronteira com Montana; Ennis del Mar vindo da região de Sage, perto da divisa com Utah — ambos rapazes do interior que abandonaram o ensino médio, sem perspectivas, criados no trabalho duro e na privação, ambos de modos rudes e fala áspera, habituados a uma vida estoica.A partir daí, a história constitui um exame episódico dos conflitos que surgem da interação dos personagens entre si e com outras pessoas em suas vidas. O relato condensa anos que passam e acontecimentos significativos em passagens breves e utiliza o diálogo para revelar caráter e conflito.Eles nunca falavam sobre o sexo, deixavam simplesmente acontecer — no começo apenas na barraca à noite, depois à plena luz do dia com o sol quente batendo forte, e à noite no brilho da fogueira, rápido, áspero, rindo e bufando, sem falta de ruídos, mas sem dizer uma maldita palavra, exceto uma vez quando Ennis disse: “Eu não sou nenhum viado”, e Jack respondeu de imediato: “Eu também não. Foi coisa de uma vez só. Não é da conta de ninguém além de nós.”

Adaptações miniaturadaimagem|Musicistas da adaptação brasileira para o teatro: Breno Ganz, Milena Suzano e Júlia Maez Os roteiristas Larry McMurtry e Diana Ossana transformaram o conto no filme homónimo que foi lançado no final de 2005 e que venceu três prêmios Oscars em março de 2006. No mesmo ano de lançamento do filme, ambos conto e roteiro foram publicados juntos no livro Brokeback Mountain: Story to Screenplay.

O conto também foi publicado separadamente na forma de livro.

Em 2025-2026, teve uma adaptação para teatro no Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, idealizada por Marcelo Brou, com texto de Ashley Robinson, música de Dan Gillespie Sells e direção de Moacyr Góes. Ennis del Mar foi interpretado por Marcéu Pierrotti e por Daniel Tonsig (alternadamente), Jack Twist por Júlio Oliveira, e Alma por Francis Helena Cozta.

Leitura adicional Brokeback Mountain na The New Yorker Proulx, Annie (1997, 1999, 2006). Close Range: Brokeback Mountain and Other Stories. Londres, Nova Iorque, Toronto e Sydney: Harper Perennial. ; Brokeback Mountain: Story to Screenplay (inclui o conto e o roteiro do filme), Nova Iorque: Scribner, 2005. ;

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