D. Jerónimo Carvalho e Meneses de Ataíde (Mártires, Lisboa, 14 de julho de 1721 — Beco do Chão Salgado, Belém, Lisboa, 13 de janeiro de 1759) foi um nobre português, 11.º Conde de Atouguia. Acusado de cumplicidade no processo dos Távoras a setembro de 1758, foi executado a 13 de janeiro de 1759 no atual Beco do Chão Salgado, em Belém, Lisboa.

Início de vida Jerónimo de Sá Boaventura Carvalho e Meneses de Ataíde nasceu na freguesia dos Mártires, Lisboa, a 14 de julho de 1721, onde sua família residia, no Palácio dos Condes de Atouguia (destruído com o terremoto de Lisboa). Filho de Luís Peregrino de Ataíde, 10.º Conde de Atouguia e de sua mulher, D. Clara de Assis Mascarenhas, Jerónimo seria o natural sucessor dos títulos e da casa de seu pai. A 10 de junho de 1756, é feito Comendador da Ordem de Cristo, como também seu pai tinha sido.

Envolvimento no processo dos Távoras Foi envolvido na conspiração contra o rei José I de Portugal, de que era acusada a família da mulher na sequência de um atentado de que o rei foi vítima quando voltava de um encontro com a sua amante dona Teresa de Távora, nora e irmã do marquês de Távora seu sogro.

Preso com os outros réus, inclusive e principalmente o duque de Aveiro, foi levado para a prisão intitulada Pátio dos Bichos, em Belém, dali saiu para o patíbulo. Teve seu bem confiscados, a casa demolida e picado o brasão, o qual se compunha de quatro bandas de prata em campo azul, tendo por timbre uma onça azul bandada de prata, como que saltando.

O Príncipe Regente João, mais tarde João VI de Portugal, em 20 de fevereiro de 1800 perdoou a pena legal em que se achava incurso Luís de Ataíde e seus dois irmãos, que eram filhos do 11º conde de Atouguia. Reconheceu-os como cidadãos inocentes e determinou que o Desembargo do Paço o fizesse executar, declarando que para poderem viver com decência no seu novo estado tinha dado providências por outra repartição. Mas ainda em 1822 não havia notícia naquele Tribunal nem no Erário, apesar de terem eles concessão, por dois decretos de Maria I de Portugal, de 50 000$ réis anuais.

O condado foi extinto e a representação da casa está na casa do conde da Ribeira Grande.

Dados genealógicos Filho de Luís Peregrino de Ataíde (16 de outubro de 1700 — 7 de setembro de 1756), 10º conde de Atouguia e de D. Clara de Assis Mascarenhas, filha de D. Fernando Martins de Mascarenhas, conde de Óbidos.

Era casado com a escritora Mariana Bernarda Raimunda de Távora e Ataíde, filha de Francisco de Assis de Távora, 3º conde de Alvor, 45º vice-Rei da Índia (1703-1759), e de Leonor Tomásia de Lorena e Távora, 3ª marquesa de Távora (1700-1759).Mariana Bernarda Raimunda de Távora e Ataíde, 11ª Condessa de Atouguia, Escritoras

Filhosː D. Luís António Maria de Ataíde (convento de Rilhafoles quando a mãe foi encerrada no Convento das Religiosas de Sacavém) D. António de Ataíde D. Francisco Domingos António Maria de Ataíde (foi com o irmão para Sacavém) D. Leonor Maria Antónia de Ataíde (foi com a mãe para o Convento das Religiosas de Sacavém) D. Rosa de Ataíde (falecida antes da execução do pai e reclusão da mãe) D. Clara Romoalda Maria Antónia de Ataíde (foi com a mãe para o Convento das Religiosas de Sacavém) D. Ana Maria Antónia de Ataíde (foi com a mãe para o Convento das Religiosas de Sacavém)

Ligações externas Atouguia (D. Jerónimo de Ataíde, 11.º conde de), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume I, pág. 852, Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor, Edição electrónica © 2000-2012 Manuel Amaral

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