João Franco Barreto (Lisboa, 1600Ensaio biographico-critico sobre os melhores poetas portuguezes, de José Maria da Costa e Silva, Volumes 5-6 (Imprensa Silviana, 1853), p. 268 – 1674) foi um polifacetado escritor, filólogo,‎Tomás José de Aquino. Obras de Luís de Camões. Lisboa: Oficina Luisiana, Vol. I, 1779, "Discurso Preliminar", p. xxxxi e bibliógrafo lisboeta do século XVII.

Biografia Filho de Maria da Costa Barreto e de Bernardo Franco. Estudou no Colégio de Santo Antão e em 1624 participou na expedição enviada à Baía para a libertar do domínio holandês, tendo redigido um relato (denominado Relação) desta mesma viagem.

Estudou depois Direito Canónico na Universidade de Coimbra e em 1631 escreveu uma obra que os seus contemporâneos elogiaram profusamente: Cyparisso. Fabula Mythologica, escrita em oitavas.

Em 1641 deslocou-se a França, numa embaixada a Luís XIII, com o monteiro-mor D. Francisco de Melo, depois de se ter inscrito no curso de Cânones na Universidade de Coimbra em 1638 e de ter dado aulas em 1640 aos filhos do dito monteiro-mor. Mais uma vez, esta viagem foi pretexto para escrever os acontecimentos vividos, obra (também chamada Relação) que foi publicada em 1642 juntamente com o Catálogo dos reis e rainhas de França desde Pharamond até Luiz XIII. Como as Gazetas de França e as Relações estavam a ser mal traduzidas em Portugal, assim como já estando ele a prestar um bom papel na redacção da chamada Gazeta da "Restauração"'SOUSA, Jorge Pedro et al. A acção jornalística dos gazeteiros portugueses na primeira metade do século XVII. Revista da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa, 2009, neste mesmo ano D. João IV concedeu-lhe a prerrogativa de ser somente ele a poder traduzir e publicar estas obras.

Tornou-se prior de Redondo, depois de ter casado com uma senhora local, ter tido filhos e enviuvado. Em 1648 assumiu o cargo de vigário do Barreiro.

A data da sua morte é ignorada, mas como a última obra publicada pelo próprio (a tradução de Flos Sanctorum) foi em 1674 terá falecido em data posterior.

Obras Algumas das obras originais e traduzidas deste autor são: História dos cardiais portugueses Ortografia da Língua Portuguesa de 1670 História eclesiástica da cidade de Évora Biblioteca Portuguesa Discurso apologético sôbre a visão do Indo e Ganges que o grande Luiz de Camões representou em o canto IV dos Lusíadas a el-rei D. Sebastião (publicado somente em 1881) Micrologia Camoniana de 1672 Flos Sanctorum, de Frei Pedro Ribadaneira Odes, de Horácio Eneida, de Virgílio de 1664

Eneida Portuguesa

Primeira estrofe da sua Eneida PortuguesaJoão Franco Barreto. Eneida Portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1981., tradução em oitava-rima (de influência camoniana), pela qual ficou conhecido:As armas e o varão canto, piedoso,Que primeiro de Tróia desterradoA Itália trouxe o Fado poderoso,E às praias de Lavino veio armado;Aquele que, no golfo tempestuosoE nas terras, foi muito contrastado,Por violência dos Deuses e excessivaLembrada ira de Juno vingativa.''

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