Gugu Dlamini (Cuazulo, 1962 — 1986) foi uma ativista sul-africana soropositiva assassinada pelos vizinhos.
Até sua morte, Dlamini havia sido uma trabalhadora de campo voluntária da Associação Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA, onde trabalhava para convencer os sul-africanos a não discriminarem pessoas infectadas com HIV. Em uma entrevista para um canal de rádio e televisão de língua zulu, no Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, em 1 de dezembro de 1998, Dlamini disse que tinha o Vírus HIV. Após suas declarações, de acordo com enfermeiras que a conheciam, ela foi repetidamente ameaçada por moradores de seu bairro, KwaMashu, nos arredores de Durban, que disseram que ela estava dando má fama à comunidade.
Dias depois, em uma festa, um homem a empurrou e a ameaçou em voz alta, chamando atenção dos presentes. Em seguida, foi então espancada, apedrejada e esfaqueada por outras pessoas e, por fim, jogada de um penhasco. Algumas horas antes, Dlamini havia sido agredida por um jovem em sua casa. Ele aparentemente ameaçou voltar para a matar. No entanto, a polícia não respondeu aos pedidos de ajuda de Dlamini. Ela morreu em 16 de dezembro no hospital.
O seu assassinato confirmou as suspeitas de defensores de portadores da SIDA de que a maioria dos três milhões de pessoas infetadas na África do Sul tem medo de o admitir devido à hostilidade que enfrentam.
Sua filha, Mandisa Dlamini, que tinha treze anos quando sua mãe foi assassinada, fundou a Fundação Gugu Dlamini anos depois para continuar a luta contra o HIV/SIDA e a violência de gênero. O Parque Gugu Dlamini no centro de Durban foi nomeado em sua homenagem no Dia Mundial da SIDA em 2000.
Dlamini, Gugi Categoria:Mortes por esfaqueamento Categoria:Assassinados em 1986