Simplesmente Maria é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Tupi entre 06 de julho de 1970 e 26 de junho de 1971, em 315 capítulos, substituiu Nino, o Italianinho e substituída por A Fábrica.

Começou sendo exibida às 19 horas, mas a partir de 1 de março de 1971 foi transferida para as 20 horas.

Foi escrita por Benjamin Cattan e Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Benjamin Cattan e Walter Avancini. É baseada na trama Argentina, Simplemente María, produzida em 1967.

Dos 315 capítulos originalmente exibidos, apenas 4 foram preservados, estando sob a guarda da Cinemateca Brasileira.

Enredo Maria é uma jovem humilde, que vive no interior. Para tentar mudar de vida, ela viaja para a cidade grande e começa a trabalhar como doméstica. Uma história de amor, de amor simples, comum. Seres comuns com seus problemas cotidianos. É uma novela sem maldade, sem vilão. Há gente com todos os defeitos e qualidades de todos os seres humanos.

Maria (Yoná Magalhães) é o símbolo da pureza e inocência. É uma moça ingênua que enfrenta a cidade grande e traiçoeira. Maria Ramos que vem do interior, que não conhece a malícia e não sabe distinguir o amor da hipocrisia, da mentira. É uma moça na multidão, simplesmente Maria. A presa fácil para os homens experientes da cidade. Maria que é amada e abandonada. Maria que durante muitos meses vai lutar para conseguir um lugar no mundo. Maria que deseja apenas ser mulher, companheira, mãe.

Estevão (Carlos Alberto) é um homem decente. Um homem autêntico. Uma figura modesta que se confunde no anonimato da massa. Apenas um professor que se impôs a tarefa de ensinar, ensinar sempre. Um homem que atende aos humildes que precisam aprender a ler. Estevão traz a verdade em seu olhar profundo e é ele que ensina Maria a ler. E aprende a amar Maria, simplesmente Maria. Maria encontra Estevão, mas Roberto (Ênio Gonçalves) veio antes. E com Roberto todo o drama que modificará a vida de Maria e de todos os que a cercam. Roberto é um estudante de medicina, bom, simples mas irresponsável. Roberto se empolga com Maria, com sua beleza e simplicidade, e sua ingenuidade. Ele é um rapaz sedutor. Inês (Irene Ravache) a irmã de Roberto, Carlos (Paulo Figueiredo) o amigo mais íntimo de Roberto.

O drama de Maria é o mesmo de centenas de jovenzinhas que deixam o lar da pequena cidade para ganhar mais dinheiro na metrópole fria e cinzenta. Maria simboliza a mulher, doce, terna, companheira. Forte acima de tudo. Capaz de tirar de sua desgraça os elementos que a ajudarão a reorganizar a sua vida.

Pierina (Etty Fraser), mulher de meia idade, viúva, mãe de quatro filhos entre 10 e 25 anos. É entretanto o símbolo de mãe para toda comunidade. Mãe de Roberto, homem autêntico, bondoso que vai amar Maria, a mulher mais simples, pura e ingênua, que parte da classe baixa para o topo da sociedade sem abandonar a sua dignidade e seu orgulho. Pierina também é mãe do adolescente Serafim (João Francisco Garcia) e de Genaro e Mafalda, ainda crianças. Pierina, gorda, bonachona, compreensiva, é a dona da casa de cômodos que todos os hóspedes consideram como mãe. É a conciliadora dos problemas que surgem entre os seus hóspedes: José (Wilson Fragoso), um mecânico que vive sujo de graxa, pobre, analfabeto, rude mas bom. Cristóvão (Elisio Albuquerque) um velho filósofo, um lobo do mar agarrado às suas lembranças e cria uma netinha de 15 anos, Bambina. Bóris (Elias Gleizer) é o companheiro de Zé, o homem que conhece todo o mundo mas tem suas raízes na velha mas grande casa de cômodos onde domina a figura bondosa de Pierina. E a empregadinha doméstica Tereza (Walderez de Barros), namoradeira e amiga fiel de Maria. Mirtes (Yara Lins) é a beldade local que deseja conquistar Estevão. Pierina apoia sempre o filho Estevão e procura compreender o ciúme da bela Mirtes. A casa de cômodos mostra como vive uma parte da população. E tudo girará em torno de um bebezinho. Vai se formar um círculo protetor que conseguirá tirar Maria de sua pobreza e ajudá-la a conquistar uma situação melhor. Ao longo da trama chega à cidade grande Juvenal Ramos (Rildo Gonçalves), primo de Maria, um homem rude, simples, e sem maldade, que vem do campo para a cidade em busca de oportunidade.

É uma história de amor e ternura onde existem fraqueza, revoltas, amor, bondade e compreensão. É uma novela que trata do cotidiano, aquele que nós todos conhecemos e vivemos.

Elenco Yoná Magalhães - Maria Ramos Carlos Alberto - Estevão Tony Ramos - Antônio Ramos (Tony) Bete Mendes - Angélica Annamaria Dias - Angélica (2ª fase) Fernando Torres - Tinoco Carlos Zara - Fernando Yara Lins - Mirtes Léa Camargo - Fernanda Walderez de Barros - Tereza Irene Ravache - Inês Paulo Figueiredo - Carlos Rildo Gonçalves - Juvenal Wilson Fragoso - José Etty Fraser - Pierina Ênio Gonçalves - Roberto Cláudia Mello - Cláudia Kate Hansen - Paula Suely Franco - Suzana Maria de Fátima - Adélia Elísio de Albuquerque - Cristóvão João Francisco Garcia - Serafim Castro Gonzaga - Juiz Paulino Elias Gleizer - Bóris Henrique Martins - Gil Roberto Maya - Alexandre Patrícia Mayo - Anabela Elizabeth Gomes - Neném Jonas Bloch - Dr. Vitório Homero Kossac - Henrique Selma Egrei - Sandrinha Marili Gomes - Mafalda Marilu Martinelli - Branca Luísa di Franco - Enfª. Madalena Carmem Monegal - Bia Rui Rezende - Marcos Marisa Sanches - Alexandra Edgard Franco - Toninho Germano Filho Nilson Condé

Participações especiais Jovelty Archângelo Olívia Camargo Gian Carlo Joana d'Arc Rosa Dihel Irenita Duarte Norma Grecco Teófilo Marcos Mariaty Carmen Marinho Clenira Michel Leonor Navarro José Parisi Paulo César Peréio Marcos Plonka

Trilha sonora Melodia no Ar - Omar Fontana Primeiro Concerto para Maria - Benito Di Paula Maria - Silvio César Canção a Maria - J. Garcia A Minha Prece de Amor - Silvio César Sonata a Maria - Élcio Alvarez Simplesmente Maria - Paulinho da Viola Sem Amor - Marcos Roberto e César Roberto A Mesma Maria - Élcio Alvarez Pra Não Dizer Adeus - Benito Di Paula Sonho e Saudade - Salathiel Coelho Poema de Maria - Martinha

Versões

Simplemente María (1967) telenovela argentina produzida pelo Canal 9 com Irma Roy no papel título. Simplemente María (1969) telenovela peruana produzida pela Panamericana Televisión com Saby Kamalich. Simplemente María (1971) telenovela venezuelana produzida pela Venezolana de Televisión com Carmén Júlia Álvares. Rosa.. de lejos (1980) telenovela argentina produzida pela ATC com Leonor Benedetto. Simplemente María (1989) telenovela mexicana produzida pela Televisa com Victoria Ruffo. Simplemente María (2015) telenovela mexicana produzida pela Televisa com Claudia Álvarez.

Ligações externas

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