O Aeroporto Estadual de Ribeirão Preto - Doutor Leite Lopes (IATA: RAO - ICAO: SBRP) é um aeroporto brasileiro localizado no município de Ribeirão Preto, na região nordeste do estado de São Paulo. O aeroporto é a sede do Aeroclube de Ribeirão Preto e de uma Escola de Aviação (Aviate). Conta com vôos regulares das empresas AZUL, GOL e LATAM.
Com 6 aerovias e mais de 100 aeronaves ao dia, o aeroporto Leite Lopes é o segundo mais relevante do interior de São Paulo, após Viracopos. As aerovias inferiores, com largura de 30 quilômetros, estão a uma altitude mínima de 15 mil pés (cada mil pés corresponde a 300 metros) e máximo de 24 mil pés. Levam a letra W como iniciais e são chamadas de Whisky. São a W-13, W-19, W-30, W-32 e W-51. Podem ser de mão única ou dupla. A única aerovia superior é a UP (Upper Zulu), que passa a 24.500 pés – altura mínima. O piloto tem autonomia, dependendo do aparelho, de voar mais alto. A UP tem 80 quilômetros de largura.
Conforme estudo divulgado pela empresa de Inteligência de Mercado Urban Systems, o Aeroporto Leite Lopes é o segundo terminal aeroportuário regional com maior potencial de desenvolvimento econômico no país, devido aos fatores como infraestrutura e localização, transporte de passageiros, transporte de cargas, hospedagem, varejo e educação. Foi criado o Índice de Qualidade Mercadológica (IQM), uma metodologia que leva em consideração aspectos como informações comerciais, urbanísticas, econômicas e infraestruturais dos impactos da atividade portuária na região estudada, objetivando aferir o desempenho de cada equipamento.
Como o aeroporto Leite Lopes esta autorizado e classificado pela ANAC, como sendo da categoria 4C, que permite a operação de vários modelos de aeronaves, sobretudo, dos modelos Airbus A320, A321 e Boeing 737-800, que são os mais utilizados em voos dentro da América do Sul, devido a capacidade de passageiros acima de 160 pax e alcance com carga máxima na faixa de 5.600 km de distância, este aeródromo poderá ter voos internacionais da aviação executiva, de passageiros e de cargas, no referido continente, inclusive, na modalidade voos charter (fretados).
História Foi inaugurado no dia 2 de abril de 1939. A primeira ampliação da pista do Leite Lopes foi realizada na década de 1940. Para isso, foram utilizadas terras particulares que, como nunca foram pagas, deram origem a um processo judicial que é considerado hoje o processo sem solução mais antigo do país. Seu nome é uma homenagem a Dr. Luiz Leite Lopes, famoso médico atuante em Ribeirão Preto e fundador do aeroclube dessa cidade.
Em 4 de novembro de 1973, com o aeroporto inteiramente remodelado para poder atender os voos diários, iniciaram-se os voos para Ribeirão Preto com dois aviões Bandeirantes da VASP, com comitiva do governador do Estado Laudo Natel.https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=4929&anchor=4381436&origem=busca&originURL=&pd=0a8b96d06af9a0bc759d3aab54d2b9c8 miniaturadaimagem|Viaduto de acesso ao aeroporto - entre as avenidas Brasil x Thomaz Alberto Whately
Desde a década de 1990, o Aeroporto Leite Lopes teve vários projetos de expansão, os quais, em sua maioria, nunca avançaram conforme planejado. O movimento de resistência a estes projetos que desde sua fundação em 1995 os têm questionados na justiça e a favor da construção de um segundo novo aeroporto, denomina-se Movimento Pró Novo Aeroporto de Ribeirão Preto e Região. No ano de 2008, o ex-prefeito Welson Gasparini e a Justiça assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) a fim de viabilizar o projeto, que possibilitou a ampliação do terminal de passageiros. Todavia, no mesmo ano de 2008, o Governo do Estado e o Ministério Público assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) na justiça que impede a ampliação da pista.
No dia 15 de julho de 2021, na sede da B3, na capital paulista, o aeroporto Leite Lopes foi arrematado pela iniciativa privada, o lote Sudeste, que inclui outros 11 aeroportos, com destaque para o de Ribeirão Preto, o vencedor foi o Consórcio Voa NW e Voa SE, a partir da proposta de R$ 14,7 milhões, equivalente a ágio de 11,5% sobre a outorga mínima. A concessão à gestão da iniciativa privada prevê a prestação dos serviços públicos de operação, manutenção, exploração e ampliação da infraestrutura aeroportuária estadual. A ARTESP passa a ser agência reguladora do contrato de concessão. Com caráter de concorrência internacional e prazo de operação de 30 anos, o contrato prevê modelo de remuneração tarifária e não tarifária, por meio da exploração de receitas acessórias, como aluguéis de hangares ou atividades comerciais, no terminal, restaurantes e estacionamento, ou pela realização de investimentos para exploração de imobiliária, com grande potencial para o desenvolvimento de novas atividades e negócios em torno dos aeroportos.
Em março de 2026, a Azul Linhas Aéreas completou 15 anos de operação no Aeroporto Leite Lopes, transportando aproximadamente 3,88 milhões de passageiros em cerca de 62,7 mil voos desde o início das operações. Atualmente, o aeroporto conta com média de 216 voos mensais da companhia, conectando a cidade a seis destinos: Porto Seguro (BA), Confins (MG), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE) e Viracopos (SP).
Gestão Daesp Em 1996, o aeroporto Leite Lopes passou por reforma e ampliação que contou com a cooperação da Prefeitura de Ribeirão Preto, do Ministério da Aeronáutica e do DAESP (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo). A pista de pouso foi ampliada de 1.800 para 2.100 metros. A de taxiamento foi de 730 para 2.100 metros. O novo pátio de estacionamento, com 27.600 metros quadrados, pode receber simultaneamente oito aeronaves Fokker F-100 (jato de porte médio, com capacidade para 108 passageiros) ou Boeing B-737. Para maior proteção e segurança às operações noturnas de pouso e decolagem foi instalada nova cabina de força, recuperado o sistema elétrico, feito o balizamento das pistas e implantada iluminação dos pátios. miniaturadaimagem|Antigo TPSminiaturadaimagem|Complexo Aeroportuário em 2023 Em 2006, houve uma nova reforma, com sua pista passando a ter 45 metros de largura, além de ter sido adicionado ao seu asfalto uma substância chamada polímero, usada também em todos os circuitos de Fórmula-1, o que garante maior aderência entre a pista e os pneus. O tempo de paralisação do aeroporto para a reforma foi de 90 dias, durante os quais seus voos foram desviados para Araraquara e Franca, voltando ao funcionamento normal em 1 de setembro de 2006. Iniciadas em 2008 e finalizadas em 2010, foram realizadas obras de ampliação e reforma do terminal de passageiros. Após a abertura da nova ala, a antiga foi fechada, remodelada e reaberta, juntando-se à nova. O terminal agora está com o dobro do tamanho original e com isso sobe a classe de Conforto de E para B. O terminal passou a contar com ar condicionado, esteiras para bagagem e melhores condições. Toda a reforma e ampliação foram realizadas com base no aumento da demanda (crescimento de 10% ao ano), e objetivando a futura internacionalização de cargas e passageiros.
Em 2011, outras adequações forem feitas, como aumento da oferta de carrinhos de bagagem para passageiros, de táxis e de policiamento, ampliação do estacionamento, instalação de aparelhos detectores raio-X e novo ônibus de passageiros para uso interno. O Aeroporto Leite Lopes dispõe de um caminhão de combate a incêndio modelo AP-2, entregue em setembro de 2012. O investimento foi da ordem de R$ 1,57 milhão. Em 2013, o estacionamento do aeroporto Leite Lopes foi ampliado, passando de 200 para 400 vagas, totalizando acréscimo de 100%, com investimento da ordem de R$ 3,3 milhões.
Em 2019, foram entregues as obras que abrangeram a implantação de área de giro nas duas cabeceiras da pista, a instalação de acostamento nas pistas de taxiamento de aeronaves e reforço na pista que dá acesso ao pátio. Os investimentos foram da ordem de R$ 4,2 milhões. O objetivo da intervenção foi de proporcionar mais segurança e flexibilidade às operações, facilitando as manobras dos aviões.
Rede VOA miniaturadaimagem|Maquete de expansão TPS do Aeroporto Leite Lopes miniaturadaimagem|Novo complexo RAO Airport
miniaturadaimagem|Novo desembarque_Doméstico e Internacional Desde abril de 2022, a Rede VOA é a concessionária do Aeroporto de Ribeirão Preto, e de outros 15 aeroportos no estado de SP. RAO é o principal aeroporto comercial da Rede VOA. Ainda no primeiro ano, foram entregues as obras da Fase 1 de investimentos da concessionária, que incluíram a modernização e ampliação da sala de embarque, que passou a acomodar 400 pessoas sentadas no pré-embarque e acontar com catracas eletrônicas, novo sistema de ar condicionado, e sanitário reformados. com investimento . Os investimentos foram de um total de R$ 3,5 milhões.
Em 2023, a Rede Voa protocolou o pedido de internacionalização do Leite Lopes na Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC). Neste mesmo ano, foi inaugurada a sala VIP do aeroporto Leite Lopes, operada pela W Premium Group. O local conta com serviços de wi-fi, comidas e bebidas, e acomodações aos passageiros que aguardam pelo horário de embarque.
Em fevereiro de 2025 a Latam voltou a oferecer voos diários de Ribeirão Preto para Congonhas (inicialmente vôos 2 diários) e para Guarulhos (inicialmente 1 vôo diário), mas que já foi ampliado para 14 voos semanais para o maior aeroporto do país, após cancelamento do acordo com a empresa Voepass, que até então realizava estas rotas.
Em abril de 2026, foram entregues a fase 2 de ampliação do terminal de passageiros, a obra de modernização custou R$ 48 milhões (62,5% a mais que a estimativa). Com isso, a Rede Voa espera dobrar o fluxo de passageiros por ano. Com a revitalização, o espaço do terminal passou de 3,6 mil metros quadrados para 10 mil metros quadrados. Uma passarela climatizada e uma área de gastronomia e comércio foram construídas. O Aeroporto Leite Lopes passou por uma importante etapa de modernização e ampliação do Terminal de Passageiros (TPS), com o objetivo de elevar sua capacidade operacional e preparar a infraestrutura para futuras operações internacionais. Embora essa fase já tenha proporcionado avanços significativos, o projeto prevê a implantação de uma nova sala de embarque internacional, equipada com canal de inspeção de segurança (raio X) e fluxo operacional totalmente segregados das operações domésticas. Com essa configuração, o embarque nacional passará a utilizar exclusivamente a infraestrutura atualmente existente, enquanto o embarque internacional contará com instalações dedicadas, em conformidade com os requisitos operacionais e regulatórios aplicáveis. No desembarque, a segregação dos fluxos já foi incorporada ao novo terminal, permitindo o processamento independente de passageiros provenientes de voos domésticos e internacionais. Essa solução fortalece a eficiência operacional, amplia a flexibilidade do terminal e posiciona o Aeroporto Leite Lopes para atender, de forma segura e adequada, à futura expansão de sua malha aérea internacional.
Área de atuação miniaturadaimagem|Mesorregião de Ribeirão Preto O Aeroporto Leite Lopes é o maior equipamento do nordeste paulista, atendendo prioritariamente a Região Metropolitana de Ribeirão Preto, com mais de 1.7 milhões de habitantes. Tem sua abrangência expandida para outros estados, como a região sul de Minas Gerais, impactando aproximadamente 4 milhões de habitantes, sendo que diversas cidades da Mesorregião de Ribeirão Preto são atendidas pelo referido, além de outras localidades, tais como: Araraquara, São Carlos, Passos e São Sebastião do Paraíso.
O Aeroporto Leite Lopes foi escolhido pela ANAC juntamente com 11 dos principais aeroportos brasileiros, a participar do projeto de segurança, o monitoramento será feito através de indicadores, como registros de acidentes, incidentes com lesões, condições de infraestrutura, posições incorretas de aviões, pessoas e veículos, entre outras ocorrências.