miniaturadaimagem|Mortalidade materna, em 2012, a cada milhão de gestações.
Eclampsia ou eclâmpsia é o aparecimento de convulsões numa pessoa com pré-eclampsia. É uma complicação da gravidez em que se verifica hipertensão arterial, quantidade elevada de proteínas no sangue ou outras disfunções em órgãos. A condição pode aparecer antes, durante ou após o parto. É mais comum durante o segundo trimestre da gravidez. As convulsões são do tipo tónico-clónico e duram em média um minuto. Na sequência das convulsões ocorre geralmente um período de confusão ou coma. As complicações incluem pneumonia por aspiração, hemorragia cerebral, insuficiência renal e paragem cardiorrespiratória. A pré-eclampsia e a eclampsia fazem parte de um grupo maior de condições denominado perturbações hipertensivas na gravidez.
As recomendações de prevenção incluem a administração de aspirina em pessoas de risco elevado, suplementos de cálcio em regiões onde o consumo é baixo e tratamento da hipertensão anterior à gravidez com medicação. O exercício físico durante a gravidez pode também ser benéfico. A administração de sulfato de magnésio por via intravenosa ou muscular melhora o prognóstico em pessoas com eclampsia e é geralmente seguro, tanto em países desenvolvidos como em vias de desenvolvimento. No entanto, o tratamento pode necessitar de respiração assistida. Entre outros possíveis tratamentos estão medicamentos para a hipertensão, como a hidralazina, e o parto de emergência do bebé, quer por via vaginal ou por cesariana.
Estima-se que a pré-eclampsia afete 5 a 10% dos nascimentos e a eclampsia 1,4% dos nascimentos. Nos países desenvolvidos, a prevalência é de 1 caso em cada 2000 nascimentos devido aos melhores cuidados de saúde. As perturbações hipertensivas da gravidez são uma das causas mais comuns de morte durante a gravidez. Em 2015 provocaram a morte a pessoas, uma diminuição em relação às em 1990. Cerca de uma em cada cem mulheres com eclampsia morre. A palavra eclampsia tem origem no termo grego para relâmpago. A primeira descrição conhecida da doença foi feita por Hipócrates no a.C.
Sinais e sintomas Pré-eclampsia Os sinais característicos da pré-eclampsia sãohttp://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/preeclampsia/basics/symptoms/con-20031644: Pressão maior que 140/90 mmHg durante mais de 4h Urina espumosa (por conter mais de 300 mg/dia de proteínas) ou outros sinais de problemas renais (como urinar pouco) Inchaço das mãos, pés e face
A pré-eclampsia só é considerada como eclampsia depois de uma convulsão.
Eclampsismo O eclampsismo é sinal de complicação da gestação. Mesmo sem problemas renais (proteinúria), pode ser diagnosticada quando há alguns dos seguintes sintomashttp://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/preeclampsia/basics/symptoms/con-20031644: Dores de cabeça fortes Alterações na visão (perda temporária da visão, visão turva ou sensibilidade à luz) Dor abdominal, geralmente sob suas costelas do lado direito Náuseas ou vômitos Diminuição dos níveis de plaquetas no sangue (trombocitopenia) Insuficiência hepática Falta de ar, devido a líquido nos pulmões
Síndrome HELLP HELLP é uma sigla inglesa (Hemolysis, Elevated Enzymes Liver, Low Plaquets), em português um mnemônico equivalente seria PPEEHH, pois essa complicação da eclampsia é caracterizada por: Poucas plaquetas (dificultam a coagulação do sangue) Elevação das Enzimas Hepáticas (representam lesão hepática) Hemólise (causam anemia)
Causas Especialistas acreditam que o problema está no desenvolvimento anormal dos vasos sanguíneos que conectam a placenta com o útero. Quando o fluxo sanguíneo é insuficiente para o útero ou ocorrem danos aos vasos sanguíneos, eles podem responder inadequadamente a estímulos hormonais e causar a pré-eclampsia. Existe uma forte relação com diabetes millitus gestacional (DMG) e diabetes (principalmente tipo 1) pelo fato destas doenças já apresentarem alto índice glicêmico e proteinúria. O aborto recorrente (AR) e pré-eclâmpsia (PE) compartilham muitos mecanismos semelhantes com rejeição do enxerto demonstrando assim falhas no sistema imunológico de não rejeição do feto.
Fatores de risco Dentre os factores que aumentam o risco de sofrer esse transtornos incluemhttp://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/preeclampsia/basics/risk-factors/con-20031644 Al-Jameil, N; Aziz Khan, F; Fareed Khan, M; Tabassum, H (February 2014). "A brief overview of preeclampsia.". Journal of clinical medicine research 6 (1): 1–7. PMID 24400024.: Histórico próprio ou familiar de pré-eclampsia Obesidade Diabetes Mellitus Hipertensão prévia Idade menor de 18 ou maior que 40 anos Primeira gravidez Gêmeos Hipotiroidismo Problemas renais Gravidez menos de 2 anos depois ou mais de 10 anos depois da gravidez anterior Poluição do ar Baixo consumo de cálcio Doenças autoimunes
Prevenção e tratamento
As recomendações de prevenção incluem a administração de aspirina em pessoas de risco elevado, suplementos de cálcio em regiões onde o consumo é baixo e tratamento da hipertensão anterior à gravidez com medicação. O exercício físico durante a gravidez pode também ser benéfico. A administração de sulfato de magnésio por via intravenosa ou muscular melhora o prognóstico em pessoas com eclampsia e é geralmente seguro, tanto em países desenvolvidos como em vias de desenvolvimento. No entanto, o tratamento pode necessitar de respiração assistida. Entre outros possíveis tratamentos estão medicamentos para a hipertensão, como a hidralazina, e o parto de emergência do bebé, quer por via vaginal ou por cesariana.
Alimentação O cuidado com a alimentação anti-inflamatoria uma vez que o quadro de proteinúria, pressão alta , valores glicêmicos altos e alta de leucócitos (que indicam desencadeamento de inflamações produzidas pelo sistema imunógico). Preferir os alimentos anti-inflamatorios (alho, cebola, cebolinha, brocolis, escarola, repolho, espinafre...) e diminuir alimentos pró-inflamatorios (massas, gordura, leite, açucar) e estilo de vida pró-inflamatorio (sedentarianismo e stress).
Um estudo coorte publicado em 2014 encontrou uma associação entre o consumo de alimentos biológicos e a diminuição do risco de pré-eclâmpsia.
Epidemiologia, prognóstico e história Estima-se que a pré-eclampsia afete 5 a 10% dos nascimentos e a eclampsia 1,4% dos nascimentos. Nos países desenvolvidos, a prevalência é de 1 caso em cada 2000 nascimentos devido aos melhores cuidados de saúde. As perturbações hipertensivas da gravidez são uma das causas mais comuns de morte durante a gravidez. Em 2015 provocaram a morte a pessoas, uma diminuição em relação às em 1990. Cerca de uma em cada cem mulheres com eclampsia morre. A palavra eclampsia tem origem no termo grego para relâmpago. A primeira descrição conhecida da doença foi feita por Hipócrates no a.C.
Ver também Hipertensão gestacional Síndrome HELLP
Categoria:Obstetrícia Categoria:Emergências médicas