Palmira Bastos, nome artístico de Maria da Conceição Martins (Aldeia Gavinha, Alenquer, 30 de Maio de 1875 Mercês, Lisboa, 10 de Maio de 1967), foi uma das mais conhecidas atrizes portuguesas.
Biografia Maria da Conceição Martins nasceu a 30 de maio de 1875, em Aldeia Gavinha, concelho de Alenquer (distrito de Lisboa), onde foi batizada a 14 de junho de 1875. Foi a terceira filha de um casal de atores espanhóis de uma companhia ambulante que estavam temporariamente em Portugal sendo ele, Pedro Echevarría Martínez, de Valladolid e a mãe, Maria das Dores, de Santiago de Compostela. Após o pai ter abandonado a mãe, esta foi para Lisboa empregando-se de dia numa modista e de noite no Teatro Trindade como corista, onde utilizou o nome artístico Palmira Rey.
A estreia de Palmira Bastos como atriz deu-se em 18 de julho de 1890, com apenas 15 anos, sendo o início de uma longa carreira de 75 anos de dedicação ao teatro. esquerda|miniaturadaimagem|Palmira Bastos e seu marido, António de Sousa Bastos, década de 1890. miniaturadaimagem|Fotografia autografada de Palmira Bastos, cerca de 1900. Palmira Bastos casou com o nome de Maria da Conceição Palmira Martins em 1 de julho de 1894, na igreja de São José, em Lisboa, com o dramaturgo e empresário teatral António de Sousa Bastos, trinta anos mais velho e já viúvo. António de Sousa Bastos viria a morrer em Lisboa, a 2 de julho de 1911. Desta união nasceram duas filhas: Alda e Amélia. Casou segunda vez em Lisboa, em 20 de julho de 1917, com o ator-tenor António Maria Monteiro de Sousa de Almeida Cruz.
Representou no Teatro Nacional D. Maria II, na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro e na Companhia Palmira Bastos-Alexandre d'Azevedo.
No cinema Palmira Bastos participou no filme mudo O Destino, do realizador francês George Pallu em 1922.
Em 1966 regista-se a última peça com que Palmira Bastos apareceu nos ecrãs de televisão. Foi As Árvores Morrem de Pé, de Alejandro Casona, tendo ficado célebre a frase "Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores" dita pela actriz de cerca de 90 anos no Teatro Avenida.
Palmira Bastos morreu com o nome de Maria da Conceição Martins, a 10 de maio de 1967, no Hospital da Liga dos Amigos dos Hospitais, ao Príncipe Real (freguesia das Mercês), em Lisboa, com 91 anos, vítima de trombose cerebral e foi sepultada no Cemitério do Alto de São João.
Homenagens e condecorações 1920 - Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (3 de Abril) 1958 - Comendadora da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (8 de Agosto) 1963 - Prémio António Pinheiro, do SNI, pela encenação de Para Cada Um a Sua Verdade de Luigi Pirandello. 1965 - Comendadora da Ordem Militar de Cristo (16 de Junho) 1965 - Prémio Lucinda Simões, do SNI, pela actuação na peça O Ciclone de Sommerset Maughan Medalha de Prata da Cidade de Lisboa Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa Ordem do Cruzeiro do SulA condecoração não está registada, a esta data (2016), na Presidência da República Portuguesa. Ordem de Cidadã Carioca
Ver também Casa Museu Palmira Bastos
Ligações externas
Categoria:Nascidos em 1875 Categoria:Mortos em 1967 Categoria:Atores de Portugal Categoria:Atores portugueses do século XIX Categoria:Atrizes de Portugal Categoria:Naturais de Alenquer (Portugal) Categoria:Atores do distrito de Lisboa Categoria:Oficiais da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada Categoria:Comendadores da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada Categoria:Comendadores da Ordem Militar de Cristo Categoria:Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul Categoria:Portugueses de ascendência espanhola Categoria:Portugueses de ascendência galega Categoria:Teatro Variedades