O tutu de feijão, tutu ou ungui (u ou ü) é uma iguaria típica da culinária brasileira feita com feijão cozido, refogado e engrossado com farinha de mandioca ou de milho.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 729. Ele costuma ser refogado com pedaços de bacon frito, cebola e alho, e misturado com farinha de mandioca se for preto ou farinha de milho se for mulatinho. O feijão poderá ser passado no liquidificador antes de ser refogado, e então ficará com a consistência do angu de fubá. É normalmente associado à culinária típica de Minas Gerais e São Paulo. Mas também pode ser encontrado nas cidades interioranas do estado do Rio de Janeiro, principalmente quando feito com feijão preto, e também no estado do Paraná. Etimologia A palavra "tutu" se originou do termo quimbundo ki'tutu. "Ungui" se originou provavelmente de um idioma africano.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 737. História left|thumb|191x191px|Um tutu de feijão preto feito em casa em panela de ferro. O prato pode ter sua origem no estado de São Paulo, onde faz parte do prato conhecido como virado à paulista, servido nos botecos e restaurantes da capital paulista às segundas-feiras. Foi no século XVI(16),com a chegada ao Brasil dos portugueses atraídos pela riqueza de ouro e diamante, que as misturas de cultura aconteceram com mais intensidade, dando origem a pratos muito conhecidos hoje. Naquela época, em consonância principalmente com a rápida imigração, as cidades ficaram superlotadas e a falta de alimentos passou a ocorrer com frequência. Em virtude da escassez, as negras cozinheiras tinham que usar pouco sal (ingrediente caro naquela época) e criar pratos feitos à base de componentes como feijão preto, milho, mandioca, frutas, raízes e folhas de todos os tipos. Assim, a cozinha mineira se fez da simplicidade, sem grandes requintes, mas com um ingrediente importante: a criatividade. O tutu de feijão acompanha as rotas dos antigos tropeiros.

Ver também Feijão (prato)

Fontes:

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/virado-a-paulista-pode-ser-tombado/ http://www.restaurantemonteverde.com.br/historiadaculinariamineira.asp

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