A Gare do Oriente, também conhecida como Gare Intermodal de Lisboa (GIL), ou Estação Ferroviária de Lisboa - Oriente, ou Estação de Concentração de Lisboa Oriente,Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06 é uma das interfaces ferroviárias e rodoviárias mais importantes de Lisboa, em Portugal. Projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava, ficou concluída em 1998, integrando a Expo’98, e, posteriormente, o Parque das Nações. __TOC__

Descrição

Localização e acessos O edifício situa-se junto à Avenida D. João II, estando construída sobre a Avenida de Berlim e Rua Conselheiro Mariano de Carvalho, na cidade de Lisboa. Situa-se muito próximo, a sul, da localização do antigo Apeadeiro dos Olivais (), extinto e demolido na década de 1990 para dar lugar à nova estação.

Estação do metropolitano

Os pisos subterrâneos do edifício albergam a estação homónima do Metropolitano de Lisboa. Esta serviu como terminal da até ao seu prolongamento para norte em 2012.

Infraestrutura O complexo inclui uma estação do Metropolitano de Lisboa (designada ) nos dois níveis inferiores, uma estação rodoviária (tanto local como de médio/longo curso) no nível térreo, e a estação ferroviária nos dois níveis superiores, com comboios suburbanos e por serviços de médio e longo curso; existem espaços comerciais nos três níveis intermédios.

Esta interface apresenta oito vias de circulação, numeradas de I a VIII, com comprimentos variando entre 754 e 521 m e acessíveis por plataformas todas com 297 m de comprimento e 70 cm de altura; existem ainda duas vias secundárias, identificadas como G1 e G2, com comprimentos de 75 e 342 m, respetivamente; todas estas vias estão eletrificadas em toda a sua extensão.Diretório da Rede 2024. I.P.: 2022.12.09

Serviços Esta interface é servida por de comboios de de passageiros de tipos Alfa Pendular, intercidades, inter-regional, regional, e urbano, das famílias de Sintra e Azambuja.https://www.cp.pt/passageiros/pt/consultar-horarios

Plataformas e destinos

Plataforma 1 - Alverca / Azambuja / Castanheira do Ribatejo Plataforma 2 - Sintra Plataforma 3 - Sintra Plataforma 4 - Alcântara-Terra / Santa Apolónia / Sintra Plataforma 5 - Campanhã / Castelo Branco / Entroncamento / Tomar / Braga / Campanhã / Braga / Campanhã / Castelo Branco / Guarda / Guimarães / Valença Plataforma 6 - Évora Plataforma 7 - Faro / Faro Plataforma 8 - Santa Apolónia / Santa Apolónia

História

A Gare do Oriente situa-se no lanço da Linha do Norte entre Lisboa-Santa Apolónia e o Carregado, que foi inaugurado no dia 28 de Outubro de 1856. A Estação Ferroviária de Olivais existiu desde a inauguração da linha até à década de 1990 (entretanto despromovida a apeadeiro) num local de implantação aproximadamente idêntico ao da Gare do Oriente.

Nos finais da Década de 1980, a operadora Caminhos de Ferro Portugueses e o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa lançaram um grande programa de modernização da Linha do Norte e dos caminhos de ferro suburbanos de Lisboa, que tinha como um dos principais objectivos melhorar as condições de serviço e de conforto nos comboios de passageiros, através da renovação e ampliação das vias férreas, instalação de novos equipamentos de sinalização e de controlo de tráfego, inauguração de novo material circulante, e construção de novas interfaces intermodais e desenvolvimento das já existentes.MARTINS et al 1996: 207-208 Na Linha do Norte, as vias deveriam ser quadruplicadas,MARTINS et al, 158-159 modificado o traçado da linha, e construída a Gare do Oriente, que deveria fazer parte do complexo da futura Exposição Mundial de 1998.

Em 1990, foi lançado o concurso para a modernização dos equipamentos de sinalização na Linha do Norte, que incluía os sinais electrónicos a serem instalados na futura Gare do Oriente.MARTINS et al, 158-159 Em 1994, já tinha sido lançado o concurso internacional para o projecto da Gare do Oriente, tendo sido escolhido o do arquitecto Santiago Calatrava, elaborado entre 1994 e 1995.AFONSO e ROSETA, 2005:224 Santiago Calatrava era um arquitecto já veterano no planeamento de estações ferroviárias, tendo sido responsável pelos terminais de Lyon - Saint-Exupéry e Zurique - Stadelhofen, entre outros.

A construção foi iniciada ainda pela operadora Caminhos de Ferro Portugueses, tendo sido terminada já após a criação da Rede Ferroviária Nacional.REIS et al, 2006:223 No âmbito dos estudos de intermodalidade para o novo equipamento, chegou a estar equacionada a ligação da Gare do Oriente a um cais fluvial a implementar na Doca dos Olivais após a Expo’98 para serviço Transtejo ligando ao Montijo e a Alcochete.

A Gare do Oriente foi inaugurada no dia 18 de Maio de 1998, no âmbito da Exposição Mundial de 1998.

Na altura da sua entrada em serviço, era considerada a maior estação intermodal em território nacional.TAVARES, 2000:114 Destacou-se pela sua traça arrojada e elegante, tendo recebido o Prémio Brunel de arquitectura em 7 de Outubro de 1998, na categoria de estações grandes construídas de origem.

Em 2003, foi feita a primeira viagem técnica entre a Gare do Oriente e Faro, utilizando a Ponte 25 de Abril, tendo os serviços regulares começado no mesmo ano.REIS et al, 2006:202

Segundo o Directório da Rede 2012, publicado pela Rede Ferroviária Nacional em 6 de Janeiro de 2011, a Gare do Oriente tinha oito vias de circulação, com comprimentos úteis entre 510 m e 720 m, e várias plataformas, todas com 309 m de extensão e alturas entre 60 cm e 70 cm — valores mais tarde alterados para os atuais.

Em 2023 esta estação, juntamente com outras duas em Portugal ( e ), foi considerada pela edição espanhola da revista Condé Nast Traveler como uma das 45 estações de comboio «mais incríveis do mundo» (ou: «mais fascinantes», ou «mais bonitas»)…Volto : Portugal tem três. As estações de comboio mais fascinantes do mundo Viagens.SAPO (2023.03.23)

Panorâmicas

Ver também Comboios de Portugal Infraestruturas de Portugal Transporte ferroviário em Portugal História do transporte ferroviário em Portugal

Bibliografia

Leitura recomendada

Ligações externas

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