Carlos Augusto Negreiros de Ferreira (Rio de Janeiro, 14 de junho de 1942 - Rio de Janeiro, 14 de julho de 2022) foi um cantor, percussionista, compositor e ator brasileiro.
Negreiros fazia aulas de técnica de canto com a professora Nair Geolás e se capacitava para ser cantor lírico barítono. Foi na audição para cantor baixo para a ópera "Revoada Sinistra" de Abigail Moura que Negreiros conheceu o maestro. Ficou encantado com os tambores, os instrumentistas negros e toda a atmosfera da Orquestra Afro-Brasileira. Segundo Negreiros, o maestro Moura avisou: "Se quiser ficar aqui, tem que perder esse 'cristal' da voz".
Estudioso dos ritmos brasileiros, participou da Orquestra Afro-Brasileira de Abigail Moura. Após a morte do maestro Moura, Negreiros passou a liderar o grupo.
Integrou o Quarteto Repercussão com Luiz Bastos, Edson Barbosa e Manoel Anttonio.
Desenvolveu o conceito de "Vozes Percussivas" que, segundo Negreiros "o agudo demonstra o ambiente, o médio demonstra o que tem no ambiente e o grave demonstra o que está acontecendo no ambiente".
Negreiros organizou a volta da Orquestra Afro-Brasileira aos palcos em 2017 - ano em que o conjunto completou 75 anos. Na época, contou como entrou para o grupo: "Tudo ali, para mim, era estranho, mas eu gostei do ambiente. Quem me introduziu na cultura negra foi Abigail Moura".
Fez parte do grupo Quase Tudo Pandeiro com os percussionistas Filipe Paiva, Marcelo Aragão e Pedro Lima.
Em 2021, Negreiros dirigiu e produziu o álbum "80 Anos" da Orquestra Afro-Brasileira, onde também canta e toca atabaque.
O músico faleceu no camarim do Teatro Ipanema depois da sua participação no espetáculo "Uma Roda para Moacir Santos" de Andrea Ernest Dias.