Eduard Einstein (Zurique, 28 de julho de 1910-Burghölzli, 25 de outubro de 1965) foi o segundo filho do físico Albert Einstein e de sua primeira esposa, Mileva Marić.
Da sua mãe, recebeu o apelido de "Tete", que progrediu para "Teddy", desde a infância. Eduard era uma criança sensível e frequentemente adoecia, mas também uma mente brilhante: segundo as cartas da mãe, Eduard começou a ler Shakespeare aos oito anos; era um prodígio do piano, interessado em Chopin e Bach; e um leitor assíduo das obras de Sigmund Freud, fontes contemporâneas afirmam que possuía um quadro/poster do autor no quarto.
Einstein e sua família mudaram-se a Berlim em 1914, mas devido ao declínio do casamento, e a uma lista de exigências rígidas redigidas por Einstein - que deviam ser seguidas por Mileva, em uma tentativa fria de manter o casamento - em pouco tempo Marić retornou a Zurique, levando com ela, Eduard e seu irmão.
Eduard foi um bom estudante e com grande talento musical. Alguns dos poemas de Eduard, que se referem aos mesmos professores que os esboços biográficos na autobiografia do laureado com o Nobel Elias Canetti, foram publicados no jornal escolar do ginásio (escola secundária preparatória para o ensino superior). Após o ginásio, ele começou a estudar medicina para se tornar psiquiatra, mas aos 20 anos começou a manifestar sintomas de esquizofrenia, sendo diagnosticado um ano depois, e foi internado pela primeira vez no ano seguinte na clínica psiquiátrica Burghölzli. De acordo a seu irmão Hans Albert Einstein, o motivo do agravamento de sua doença, sua memória e habilidades cognitivas haviam sido profundamente afetadas pelos tratamentos de eletroconvulsoterapia que Eduard recebeu enquanto estava internado.
Depois de um longo período de internamento, ao ser cadastrado em forma transitória, Eduard disse-lhe a seu pai que o odiava, e Einstein nunca mais voltou ao ver. Evelyn Einstein, sobrinha de Eduard, recordou que era uma das poucas parentes que o visitavam no sanatório: "Eu o adorava, tratava-o como uma pessoa normal, mesmo sabendo que estava num lugar para doentes mentais. Nós nos divertíamos. Ficava triste por ele, porque sentia que não estava sendo tratado como devia. Por exemplo, eles não deixavam que ele recebesse qualquer notícia do mundo exterior. A única leitura que tinha era uma edição dos anos 20 da 'Enciclopédia Britânica'. Então, me perguntava coisas como: 'E então, as pessoas lá fora se decidiram pelo carro a gasolina ou movido a eletricidade?' Ele apostava na segunda opção. É uma pena que estivesse errado..."
Sua mãe ocupou-se dele, até que sua morte em 1948. Eduard viveu a maior parte do tempo na clínica psiquiátrica Burghölzli em Zürich, onde faleceu à idade de 55 anos de um derrame cerebral.
Ele foi enterrado no cemitério de Hönggerberg, em Zurique, em 1965. Mas uma fonte contemporânea sobre a história dele afirma que o túmulo já foi desfeito/removido; atualmente restaria apenas o registro no arquivo do cemitério, que indica que “Einstein, Eduard (Sohn v. Prof. Einstein)” foi enterrado no túmulo nº 757.
Referências
Enlaces externos
Short life history of Eduard Einstein - Albert Einstein site site Famous People and Schizophrenia - Schizophrenia.com. Robert Dünki, Anna Pia Maissen: «…damit dás traurige Dasein unseres Sohnes etwas besser gesichert wird» Mileva und Albert Einsteins Sorgen um ihren Sohn Eduard (1910–1965). Die Familie Einstein und dás Stadtarchiv Zürich. In: Stadtarchiv Zürich. Jahresbericht 2007/2008. (Alemão) Thomas Huonker: Diagnose: «moralisch defekt» Kastration, Sterilisation und «Rassenhygiene» im Dienst der Schweizer Sozialpolitik und Psychiatrie 1890-1970. «Er versank immer mehr in Apathie und Untätigkeit» Prominente als Patienten, Zürich 2003, p. 204ff. (Alemão) Categoria:Naturais de Zurique Categoria:Mortes por acidente vascular cerebral Categoria:Pessoas com esquizofrenia Categoria:Mortos em 1965 Categoria:Nascidos em 1910 Categoria:Homens