Os ilajitas ou Banu Ilaje () eram um ramo dos abedaluzaítas, pertencentes aos alafitas da tribo dos taquifitas. Descendiam de Ilaje, também chamado Omeir, filho de Abi Salama ibne Abede Aluzá, e entre suas linhagens mais conhecidas estavam a de , célebre na tradição como médico dos árabes, e a de , notável de Meca e aliado dos zuraítas coraixitas. Membros do grupo são documentados desde a Jailia e o surgimento do Islã até os períodos omíada e abássida, destacando-se também tradicionalistas e poetas como e .

História

Os ilajitas eram um ramo dos abedaluzaítas, uma das linhagens dos alafitas da tribo dos taquifitas. Descendiam de Ilaje ibne Abi Salama ibne Abede Aluzá ibne Guiara ibne Aufe ibne Caci, sendo Caci o ancestral epônimo dos taquifitas, conhecido pelo epíteto Taquife. Entre seus membros estavam , médico árabe ativo no período de transição entre a Jailia e o Islã, e a linhagem de , estabelecida em Meca como aliada dos zuraítas coraixitas. O nome próprio de Ilaje era Omeir. A linhagem de Alaquenas descendia de Uabe ibne Ilaje. Seu nome próprio era Ubai e sua genealogia é transmitida através de Xuraique ibne Anre ibne Uabe ibne Ilaje. Alaquenas era aliado dos zuraítas e exercia influência sobre esse. Durante os acontecimentos que precederam a Batalha de Badre, depois de chegar a notícia de que a caravana de Abu Sufiane ibne Harbe havia escapado, aconselhou os zuraítas a regressarem a Meca em vez de prosseguirem com o exército coraixita. O grupo seguiu sua recomendação e não participou da batalha; as tradições associam a esse episódio seu epíteto Alaquenas. Segundo Ibne Hajar Alascalani, Alaquenas posteriormente abraçou o Islã, participou da Batalha de Hunaine e esteve entre aqueles cujos vínculos com a nova comunidade Maomé procurou fortalecer por meio de concessões.

A família de Alaquenas continuou a desempenhar papel político nos primeiros tempos do Islã. Seu filho permaneceu ao lado do califa Otomão durante o cerco de sua residência e morreu combatendo seus adversários. A linhagem prosseguiu através de e de seu filho , tradicionalista estabelecido em Medina. Sua genealogia é transmitida como Iacube ibne Oteba ibne Almuguira ibne Alaquenas ibne Xuraique ibne Anre ibne Uabe ibne Ilaje. Iacube continuava a ser identificado como aliado dos Banu Zura, preservando a vinculação estabelecida por seus antepassados, e as fontes registram que Alaquenas se chamava Ubai e Ilaje, Omeir. Outra linhagem ilajita produziu Alharite ibne Calada. Segundo a tradição, Alharite adquiriu conhecimentos médicos na Pérsia e exerceu a medicina entre os árabes, alcançando reputação ainda no período de Maomé. Os descendentes de e de Nafi reivindicavam descendência de Alharite, mas essa filiação era contestada: Abu Ubaide afirmava que Alharite deixara apenas uma filha, enquanto outras tradições apresentavam Abu Bacra como Nufai ibne Masru e antigo escravo de Alharite. Ibne Hasme registra igualmente que as famílias de Nafi e Abu Bacra atribuíam sua ascendência paterna a Alharite.

Outros ilajitas aparecem nas tradições relativas ao surgimento do Islã em Taife. , cuja genealogia é transmitida como Saíde ibne Ubaide ibne Abi Uçaíde ibne Ilaje, é contado entre os companheiros de Maomé. Durante o Cerco de Taife, quando os muçulmanos se preparavam para abandonar as operações, Saíde anunciou do interior da cidade que os habitantes permaneceriam em seu território, aparecendo assim entre os taquifitas que ainda resistiam à submissão. A linhagem continuou documentada durante os períodos omíada e abássida. O poeta , natural de Taife, é genealogizado como Turai ibne Ismail ibne Ubaide ibne Uçaíde ibne Ilaje. Desenvolveu sua carreira durante o Período Omíada, tornando-se particularmente associado ao califa , de quem foi poeta e protegido. Sobreviveu à queda dos omíadas e alcançou o Período Abássida, morrendo, segundo a tradição transmitida por Abu Alfaraje Alisfaani, durante o reinado de Almadi .

Bibliografia

Categoria:Abedaluzaítas (taquifitas)