José Gomes Esteves (Lisboa, 9 de outubro de 1957) é um médico imunohemoterapeuta português, assistente graduado sénior, aposentando do Serviço Nacional de Saúde, onde sempre trabalhou em regime de exclusividade, que foi coordenador do Serviço de medicina transfusional do Hospital de Egas Moniz e posteriormente diretor do Serviço de medicina transfusional, do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (que engloba os hospitais de Egas Moniz, de São Francisco Xavier e de Santa Cruz), tendo presidido e integrado júris de concursos, mormente, de habilitação ao grau de consultor da carreira médica hospitalar e ao recrutamento de pessoal médico para a categoria de assistente graduado sénior da sua área profissional, é autor de diversos artigos de especialidade e comunicações em reuniões científicas, bem como coautor de livros, manuais oficiais e guias práticos, sobre relevantes temáticas como diabetes, hematologia, transfusão sanguínea, imunohemoterapia e SIDA/AIDSNão confundir com o médico José Fernando Correia Gomes Esteves, nascido em 1947, muitas vezes referenciado apenas como «José Gomes Esteves», que foi vogal do Conselho diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo.. Biografia Formação e carreira Após frequência, durante a década de 1970, do Liceu Camões, ingressou, em 1976, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e obtida a sua licenciatura inscreve-se na Ordem dos Médicos, sendo detentor da cédula profissional n.º 31468 e membro da sua Secção Sul.
De 1991 a 1995, realizou, no Hospital de Egas Moniz, o internato complementar de imunohemoterapia, obtendo, em 1996, o grau de especialista da carreira médica hospitalar de imunohemoterapia, e, no ano seguinte, o provimento definitivo como Assistente Hospitalar naquele mesmo estabelecimento de saúde pública.
Em 2005 alcança o grau de consultor/assistente graduado da carreira médica hospitalar de imunohemoterapia.
Em 2016 é promovido ao topo da carreira especial médica, tornando-se Assistente Graduado Sénior de Imunohemoterapia
De março de 2007 a fevereiro de 2020, foi, por nomeação, o Coordenador do Serviço de medicina transfusional do Hospital de Egas MonizNomeado pela Ordem de Serviço n.º 52/07, de 28 de março de 2007, consultada em 2 de setembro de 2026.
Diretor interino do Serviço de medicina transfusional do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, desde fevereiro de 2020Conforme Circular informativa n.º 3, de 5 de fevereiro de 2020, do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, consultada em 2 de setembro de 2026, foi seu Diretor a partir de fevereiro de 2021Nomeação oficializada pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental em 3 de fevereiro de 2021, conforme consultado em 2 de setembro de 2026, e posteriormente publicada em Diário da República a 30 de junho de 2021 e até à sua aposentação em 2025, sendo responsável, nomeadamente e em primeira linha, pelo adequado fornecimento de componentes sanguíneos e realização de transfusões aos doentes que carecem desse tipo de intervenção terapêutica. Também foi o responsável pelo laboratório de Imunohematologia/transfusão do Hospital de Egas Moniz (HEM), desde 1999 e até ao momento da sua aposentadoria, bem como pela Consulta Externa de Hemoterapia do HEM de 1996 a março de 2020, estando também envolvido na realização de técnicas de aférese terapêutica (citaférese É um procedimento médico que retira o sangue do corpo, separa e remove tipos específicos de células sanguíneas (como glóbulos brancos, plaquetas ou glóbulos vermelhos em excesso) e devolve o restante do sangue ao paciente. e plasmaférese É um procedimento médico de circulação extracorpórea que filtra o sangue para remover o plasma, eliminando anticorpos nocivos, toxinas e fatores inflamatórios antes de devolver as células sanguíneas ao corpo.) e administração de ferro, operando em grande parte com base na actividade do «Laboratório de Imunohematologia/Transfusão» e do «Laboratório de Biologia Molecular.
Integrou e presidiu a júris de concursos, designadamente, de habilitação ao grau de consultor da carreira médica hospitalar e ao recrutamento de pessoal médico para a categoria de assistente graduado sénior da sua área profissional. Fez também parte do Júri da prova nacional de seriação do Concurso de Ingresso no Internato Médico. Obra publicada É coautor, entre outros, dos seguintes textos e obras: Capítulo “VIH e Transfusão sanguínea” do livro “Manual sobre SIDA”, José Esteves, e Ricardo Camacho, com coordenação de Francisco Antunes e Fernando Maltez e prefácios de Ana Paula Martins e Maria de Belém Roseira, 2001, Permanyer Portugal «Discrepância ABO na Leucemia: Grupo A com expressão enfraquecida», Revista de Medicina Transfusional ABO, n.º 17, março de 2004«Discrepância ABO na Leucemia: Grupo A com expressão enfraquecida», Revista de Medicina Transfusional ABO, número 17, março de 2004. Consultada em 2 de setembro de 2026 «Guia Prático de Doentes Medicados com Fármacos que Interferem na Hemostase Propostos para Anestesia do Neuroeixo ou de Plexo/Nervos Periféricos», 2007, Sociedade Portuguesa de Anestesiologia«Guia Prático de Doentes Medicados com Fármacos que Interferem na Hemostase Propostos para Anestesia do Neuroeixo ou de Plexo/Nervos Periféricos», publicado na Revista da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, vol. 16, n.º 3, junho de 2007, páginas 21 a 41. Consultado em 2 de setembro de 2026 «Manual de Triagem de Dadores de Sangue», 2014, Instituto Português do Sangue e da Transplantação «Manual de Triagem de Dadores de Sangue», 2015, Instituto Português do Sangue e da Transplantação Capítulo «A Imuno-Hemoterapia e a Hematologia Clínica» do Livro “A Hematologia Clínica e Outras Especialidades Médicas» M. M. Chaves; José Esteves; Mª Céu Lobo; Carla Caldeira, com coordenação de Isabel Ribeiro, 2016, Ed. Lidel, ISBN 978-9897521447 «Diabetes mellitus and acquired haemophilia: new association?», 2017, British Medical Journal «Manual de Triagem das Pessoas Candidatas à Dádiva de Sangue», edições de 2020, 2021 e 2022, Instituto Português do Sangue e da TransplantaçãoO «Manual de Triagem das Pessoas Candidatas à Dádiva de Sangue» do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) é o documento técnico oficial que define os critérios de elegibilidade, segurança e avaliação de risco individual para a dádiva de sangue em Portugal. Este manual orienta a triagem clínica obrigatória realizada por profissionais de saúde antes de qualquer colheita. Vida pessoal É filho de Lucinda Mariana Gomes Franco (1923-2012) e de António Esteves (1916-2017) ambos resistentes antifascistas, opositores, durante décadas, ao Estado Novo. A mãe licenciada em farmácia, integrou o Conselho Português para a Paz e Cooperação, foi militante do Partido Comunista Português, participou nas campanhas eleitorais da CDE (Comissão Democrática Eleitoral) de 1969 e 1973, colaborou com a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, ao lado de, entre outros, Aida Magro, Nuno Teotónio Pereira, Maria Eugénia Varela Gomes, Manuel João da Palma Carlos e Mário Brochado Coelho, e, já em democracia, foi autarca na Junta de Freguesia de São João de Deus, em Lisboa, e pertenceu à União de Resistentes Antifascistas Portugueses. O pai, médico psiquiatra, defensor da democracia, combateu desde jovem a ditadura no poder, e, entre 1950 e 1974, apoiou nas cadeias muitos presos políticos, nunca se amedrontando face à PIDE (polícia política). Elemento do Corpo Clínico do Hospital Júlio de Matos, logo após a «revolução dos cravos», foi, a 2 de maio de 1974, em Assembleia Geral dos trabalhadores, eleito por unanimidade, para a Comissão de Gestão daquele hospital, e foi membro fundador da «União de Resistentes Antifascistas Portugueses».
Integrante de uma fratria de quatro, é irmão de Francisco Gomes Esteves (Coimbra, 30 de setembro de 1953), professor catedrático de psicologia na Suécia, quer na Universidade de Uppsala, quer na Mid Sweden University (Mittuniversitetet), localizada em Östersund, onde também desempenhou funções como diretor de departamento, encontrando-se jubilado, e, em Portugal, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, aí tendo sido ainda presidente da Comissão Científica e diretor do Centro de Investigação e de Intervenção Social, de António Gomes Esteves (Lisboa, 7 de janeiro de 1956) que estudou medicina e medicina dentária na Universidade de Lisboa, trabalhou para a Livraria Sá da Costa e é revisor de livros e de João Gomes Esteves (Lisboa, 22 de abril de 1960), professor, historiador, investigador e escritor.
É casado com Maria Cristina Marreiros Ramos Pereira da Cunha, psicóloga clínica, psicoterapeuta, sexóloga, professora, tradutora, musicóloga e locutora de rádio aposentada, de quem tem quatro filhos (David, André, Filipe e Marta) e a neta Izabella.
Ligações externas Antifascistas da Resistência - António Esteves (1916-2017)
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