Paulo Planet Buarque (São Paulo, 08 de outubro de 1927 — São Paulo, 13 de fevereiro de 2026) foi um foi um advogado, comentarista esportivo e político brasileiro.Ficou conhecido como um dos criadores do formato de mesa redonda dos programas esportivos brasileiros.
Início da vida e trajetória na imprensa Paulo Planet Buarque é filho do jornalista Paulo Marcondes Buarque e de Jacira Gioia Planet Buarque. Formado em Direito na Pontifícia Universidade Católica – PUC, de São Paulo, na turma de 1954. Começou no jornalismo ainda muito jovem, nos Diários Associados, passou pela Gazeta Esportiva, Rádio Panamericana (Jovem Pan), Bandeirantes e TV Record.
Em 1950, virou comentarista de futebol na Rádio Bandeirantes. Participou da cobertura de 7 mundiais - de 1950 a 1974.Em 1954, durante a cobertura do jogo Brasil vs. Hungria, Paulo agrediu o árbitro Artur Elis junto do volante são-paulino Bauer, titular, após a eliminação da Seleção Brasileira nas quartas de final. Ao lado de Leônidas da Silva, ganhou 11 troféus Roquette Pinto de melhor comentarista esportivo e outros dois de melhor apresentador de TV, sendo um dos criadores do formato de "mesa redonda", extremamente popular na cobertura esportiva brasileira.
Em 1958, o chefe da delegação da Seleção Brasileira, Paulo Machado de Carvalho, incumbiu três jornalistas paulistas (Ary Silva, Flávio Iazzetti e Planet) de criar um plano de trabalho para a disputa da Copa do Mundo. Nesse plano, houve a decisão de aumentar a comissão técnica com a adição de um dentista e um psicólogo.
Em 1970, o empresário mexicano Emilio Azcárraga o convidou para narrar a Copa pela Televisa, ainda chamada de Telesistema Mexicano. Planet aceitou a missão, apesar de nunca ter narrado um jogo de futebol, ainda mais em outra língua. Ele dividiu o trabalho com o mexicano Pedro Carbajal, narrando o tricampeonato brasileiro.
Posteriormente, passou a apresentar o programa “Alianças para o sucesso” por uma década. Ali se apresentavam três casais: um conhecido pelo público, e outros dois eram convidados entre telespectadores; e havia uma competição com perguntas, que objetivavam perceber o quanto o marido conhecia a esposa, e vice-versa.
Carreira política Paulo Planet também enveredou pela política, sendo Deputado Estadual por duas vezes seguidas, entre 1963 e 1971. Foi depois presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, onde foi conselheiro por 30 anos. No TCMSP, onde se aposentou após 30 anos de serviços como Conselheiro, presidiu a Instituição em seis mandatos: 1972, 1976, 1980, 1985, 1989 e 1994.
Atuação no São Paulo Futebol Clube Tornou-se sócio do São Paulo em setembro de 1942. Foi eleito por cinco mandatos consecutivos, entre 1954 e 1970, para o Conselho Deliberativo, até ser intitulado conselheiro vitalício em 1973.
Antes disso, já fora figura de destaque revolucionando a comunicação do Tricolor como diretor do departamento de propaganda entre 1954 e 1956, e tomando frente no grande sonho do são-paulino: a construção do Estádio do Morumbi, como membro da Comissão Pró-Estádio.
Além da atuação no Conselho Deliberativo do clube, o qual presidiu uma vez, Duarte foi diretor do Departamento Profissional em 1962, temporada em que o São Paulo terminou como vice-campeão paulista, superado apenas pelo histórico Santos de Pelé.
Décadas depois, em 2005, assumiu interinamente a presidência do São Paulo por 15 dias, durante a viagem de Marcelo Portugal Gouvêa ao Japão para a disputa do Mundial de Clubes, período que culminou na conquista do tricampeonato mundial sobre o Liverpool.
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