Kwaku Ananse Kintê, nome artístico de Andresso Agostine, é um artista plástico brasileiro, natural do Rio de Janeiro. Nascido no Morro do Turano e residente em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, desenvolve uma produção centrada em memória, ancestralidade, diáspora africana e nas permanências da colonialidade na formação cultural brasileira.

Em 2022, esteve entre os artistas convidados a produzir trabalhos inéditos para a exposição Um Defeito de Cor, realizada no Museu de Arte do Rio (MAR) a partir do romance homônimo de Ana Maria Gonçalves.

Formação artística Kwaku Ananse Kintê desenvolveu inicialmente sua prática artística de forma autodidata. Segundo sua biografia oficial, foi aluno bolsista da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), no curso Questões Prático-Teóricas da Pintura na Contemporaneidade, ministrado pelos artistas Bruno Miguel e Luiz Ernesto.

Trajetória artística Entre 2021 e 2022, Kwaku Ananse Kintê participou da exposição coletiva Crônicas Cariocas, realizada no Museu de Arte do Rio (MAR), no Rio de Janeiro. A mostra reuniu artistas de diferentes gerações e linguagens e contou com curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan, Luiz Antonio Simas e Conceição Evaristo.

Em 2021, participou também da primeira edição da exposição coletiva [CO]LATERAL, realizada na Lateral Galeria Contemporânea de Arte, em São Paulo, com texto e curadoria de Mélanie Mozzer.

Em 2022, integrou a exposição coletiva Negras Falas, realizada na Léo Bahia Arte Contemporânea, em Vitória, Espírito Santo.

Ainda em 2022, integrou Um Defeito de Cor, exposição concebida pelo Museu de Arte do Rio a partir do romance homônimo de Ana Maria Gonçalves. A mostra reuniu cerca de 400 obras de mais de cem artistas e foi organizada em núcleos relacionados a temas presentes no romance, entre eles diáspora africana, escravidão, ancestralidade e diferentes formas de resistência negra.

Kwaku esteve entre os artistas convidados a desenvolver trabalho inédito para a exposição. Para o projeto, apresentou duas obras: A volta de Kehinde e Ibêjì – Táíwò e Kéhìndé, ambas realizadas em 2022 em acrílica sobre tela. A volta de Kehinde também foi reproduzida na cobertura jornalística dedicada à exposição.

Entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, participou da exposição coletiva Pega a Visão!, realizada no espaço independente Bacorejo, no Rio de Janeiro.

Em 2023, realizou a exposição individual O Futuro É Ancestral, na Casa Bicho, no Rio de Janeiro. A exposição também foi objeto de texto de Mélanie Mozzer publicado em abril de 2023.

No mesmo ano, sua produção foi apresentada pela Cassia Bomeny Galeria durante a segunda edição da ArPa, feira de arte realizada em São Paulo. A edição de 2023 reuniu 54 galerias brasileiras e internacionais, entre elas a Cassia Bomeny Galeria.

Após a temporada no Rio de Janeiro, Um Defeito de Cor iniciou sua itinerância nacional. Em novembro de 2023, a exposição foi apresentada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, marcando a reabertura do museu após três anos fechado.

Em 2024, a exposição seguiu para o Sesc Pinheiros, em São Paulo, mantendo Kwaku entre os artistas cujos trabalhos haviam sido concebidos especialmente para o projeto.

Produção artística A produção de Kwaku Ananse Kintê desenvolve-se principalmente por meio da pintura e investiga memória, ancestralidade, colonialidade e as permanências da diáspora africana na formação cultural brasileira.

Entre os procedimentos presentes em sua produção está a representação de pessoas negras associadas a nomes africanos. Segundo o Museu das Favelas, essa relação entre imagem e nome está vinculada à identidade e à trajetória individual das pessoas representadas.

Seu trabalho também incorpora referências à ancestralidade e à memória afro-diaspórica. Na exposição Um Defeito de Cor, essas questões aparecem em trabalhos como A volta de Kehinde e Ibêjì – Táíwò e Kéhìndé, concebidos especialmente para o projeto expositivo.

Obras Entre as obras apresentadas por Kwaku Ananse Kintê na exposição Um Defeito de Cor estão A volta de Kehinde e Ibêjì – Táíwò e Kéhìndé, ambas produzidas em 2022 em acrílica sobre tela.

A volta de Kehinde (2022), acrílica sobre tela, 100 × 80 cm. Ibêjì – Táíwò e Kéhìndé (2022), acrílica sobre tela, 100 × 80 cm.

A azulejaria também constitui um elemento recorrente de sua pesquisa visual. Em texto publicado em seu site oficial, o artista descreve o uso de referências à azulejaria colonial associado à figuração, a símbolos afro-diaspóricos e a questões relacionadas à memória, à ancestralidade e à construção histórica da imagem.

Exposições e feiras

2021–2022 — Crônicas Cariocas, Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro. 2021–2022 — [CO]LATERAL — 1ª edição, Lateral Galeria Contemporânea de Arte, São Paulo. 2022 — Negras Falas, Léo Bahia Arte Contemporânea, Vitória, Espírito Santo. 2022–2023 — Um Defeito de Cor, Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro. 2022–2023 — Pega a Visão!, Bacorejo, Rio de Janeiro. 2023 — O Futuro É Ancestral, Casa Bicho, Rio de Janeiro — primeira exposição individual. 2023 — projeto solo apresentado pela Cassia Bomeny Galeria na segunda edição da ArPa, São Paulo. 2023–2024 — Um Defeito de Cor, Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), Salvador. 2024–2025 — Um Defeito de Cor, Sesc Pinheiros, São Paulo.

Ligações externas

Site oficial de Kwaku Ananse Kintê Ananse, vídeo da Casa Bicho no YouTube

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